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Prefeita destaca impacto econômico da ExpoVG e confirma nova edição da feira em 2027

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Com público recorde e forte impacto na economia local, a ExpoVG, realizada entre os dias 14 e 17 de maio, já começou a ter sua próxima edição planejada pela Prefeitura de Várzea Grande. A feira, que reuniu entretenimento, lazer, cultura, agronegócio e oportunidades de negócios, recebeu mais de 110 mil visitantes e movimentou cerca de R$ 30 milhões durante os quatro dias de programação.

A prefeita Flávia Moretti afirmou, nesta quarta-feira (20), que o sucesso da retomada da feira garantiu a continuidade do evento nos próximos anos. Segundo a gestora, até mesmo os artistas da próxima edição já começaram a ser definidos.

“Vamos repetir a ExpoVG e já temos até artistas escolhidos. Movimentamos cerca de R$ 30 milhões, recebemos um público de 110 mil pessoas e tivemos aumento de até 30% na ocupação da rede hoteleira. Foi um verdadeiro sucesso. Várzea Grande estava com saudade de ter festas e shows estruturados. Um dos maiores presentes que demos à população foi devolver alegria e lazer por meio da ExpoVG. Os recursos vieram de emendas parlamentares, enquanto o Município entrou com a contrapartida de serviços. Valeu a pena, porque a arrecadação retorna para a cidade”, declarou a prefeita.

Conforme divulgado anteriormente pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, o impacto financeiro estimado em R$ 30 milhões não inclui os reflexos indiretos gerados em setores como comércio varejista, shopping centers, rede gastronômica e prestação de serviços.

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Somente os segmentos de alimentação e bebidas devem ter movimentado cerca de R$ 22 milhões, considerando a média nacional de consumo de R$ 200 por visitante em grandes eventos.

Outro setor diretamente beneficiado foi o de transporte por aplicativo e táxis. Seguindo a média nacional para eventos de grande porte, aproximadamente 40% do público utilizou Uber ou táxi para chegar à feira. Com gastos estimados entre R$ 50 e R$ 100 por corrida, a movimentação financeira no setor alcançou aproximadamente R$ 5 milhões. Nos arredores do parque, a alta procura aumentou ainda mais os ganhos dos motoristas, especialmente nas corridas negociadas fora dos aplicativos.

O agronegócio também teve papel de destaque no desempenho financeiro da feira. O leilão de animais movimentou cerca de R$ 3 milhões durante o evento.

A ExpoVG marcou o retorno de uma das feiras mais tradicionais de Várzea Grande após mais de duas décadas, agora com estrutura ampliada e programação diversificada voltada tanto ao entretenimento quanto ao fortalecimento da economia local.

O evento contou com shows nacionais e regionais, exposições, fóruns, apresentações de maquinários, rodeio, praça gastronômica e ações voltadas à atração de investimentos e ao fortalecimento do setor produtivo.

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O Município participou como parceiro institucional, oferecendo suporte logístico e organizacional, sem repasse financeiro direto. Os shows foram viabilizados por meio de emendas parlamentares destinadas pelo Governo do Estado e pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso, sem impacto direto no orçamento municipal.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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