VÁRZEA GRANDE
Título Sarita Baracat é entregue à matriarca Cleonice Sarat em noite de homenagens
VÁRZEA GRANDE
Em uma emocionante sessão solene na noite de sexta-feira, 8 de março, a Câmara de Vereadores de Várzea Grande prestou homenagem a mulheres que se destacaram na sociedade, marcando o Dia Internacional da Mulher. A cerimônia, presidida pelo vereador Pedro Paulo Tolares – Pedrinho, e pela primeira vice-presidente da Mesa Diretora, vereadora Gisele Aparecida de Barros – Gisa Barros, tornou-se um momento único ao entregar o título Sarita Baracat à matriarca Cleonice Damiana de Campos Sarat, mãe do prefeito Kalil Baracat.
A matriarca homenageada, Cleonice Sarat, foi enaltecida não apenas por seu papel na família Baracat, mas por sua trajetória exemplar como mulher, esposa, mãe e amiga. “Sarita Baracat foi uma mulher notável, eleita vereadora, prefeita de Várzea Grande e deputada estadual em uma época desafiadora. Ela abriu caminho para que as mulheres ocupassem espaços políticos e tomassem decisões que antes eram reservadas aos homens”, destacou a primeira-dama e promotora de justiça, Kika Dorilêo Baracat, que na ocasião, representou o prefeito.
Emocionada, Kika ressaltou a importância da participação feminina na política e agradeceu à Câmara de Vereadores por reconhecer o legado de Sarita Baracat. “A homenagem não é apenas à Cleonice Sarat, mas a todas as mulheres que enfrentam desafios diários. Deixo aqui a mensagem do meu marido e prefeito que tem buscado e defende construir uma sociedade mais justa e igualitária”, afirmou.
A entrega do título não se limitou à matriarca, estendendo-se a seis mulheres exemplares que desempenham funções cruciais na Prefeitura de Várzea Grande: Lucineia dos Santos Ribeiro – Secretária de Gestão Fazendária; Maria Gonçalina de Campos – Copeira; Edizes Luiza Reveles Pereira – Professora; Ellen Carla da Costa – Funcionária da Secretaria de Assistência Social; Jilaine Maria da Silva Brito – Tecelã e presidente da Teceart e Delze Maria Xavier Bispo Rezende – Professora.
Ao falar em nome das homenageadas, Lucineia dos Santos Ribeiro expressou sua gratidão e destacou a importância de mulheres ocuparem cargos desafiadores. “Nós, mulheres, somos profissionais, mães, amigas, esposas, irmãs e filhas. Este é um dom feminino, e me sinto abençoada por isso. Agradeço à minha família pelo apoio”, disse emocionada.
A sessão também foi marcada pela fala dos vereadores, que, além de homenagear diversas mulheres com buquês de flores, concederam o título Sarita Baracat a 62 mulheres, incluindo as funcionárias da prefeitura. O vereador Pedro Paulo Tolares ressaltou a importância de homenagear as mulheres diariamente, enquanto a vereadora Gisa Barros destacou a relevância da participação feminina na política, enaltecendo as colegas parlamentares Rosy Prado e Professora Eucaris.
Rosy Prado, em sua fala, lembrou dos avanços conquistados pelas mulheres, mas ressaltou a necessidade de alcançar igualdade salarial e maior representatividade na política. “Devemos continuar lutando por mais respeito e para acabar com a violência contra a mulher”, concluiu a vereadora.
“A noite foi marcada por emoções, reconhecimento e um tributo merecido a mulheres que, como Sarita Baracat, deixaram um legado de coragem e determinação em prol de uma sociedade mais justa e igualitária. Entendo também que a entrega do título Sarita Baracat representa não apenas uma honraria, mas um compromisso renovado com a construção de um futuro mais igualitário para todas as mulheres de Várzea Grande”, pontuou a primeira-dama e promotora de Justiça, Kika Dorilêo Baracat que também coordena o Gabinete de Apoio às Ações Transformadoras (GAAT), que desenvolve atividades sociais e beneficentes no município.
Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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