VÁRZEA GRANDE
Autoridades destacam potencial turístico de Várzea Grande e elogiam estande na FIT Pantanal
VÁRZEA GRANDE
Autoridades destacam potencial turístico de Várzea Grande e elogiam estande na FIT Pantanal
O estande de Várzea Grande na Feira Internacional de Turismo do Pantanal (FIT Pantanal) recebeu elogios de autoridades estaduais e municipais, que destacaram o potencial turístico do município, além da organização e da valorização da cultura local promovidas pela gestão da prefeita Flávia Moretti.
Durante visita ao espaço, ainda no primeiro dia da feira, o governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, ressaltou a importância do evento para fortalecer a integração entre os municípios e fomentar novas oportunidades para o turismo.
“Esse ambiente é bom para todos nós. Aqui nos conhecemos melhor, trocamos experiências. Os desconhecidos se apresentam, os gestores municipais compartilham ideias e valorizam as riquezas que temos e que muitas vezes passam despercebidas. Eu já conheço relativamente bem Várzea Grande, mas agora fiquei com ainda mais vontade de conhecer”, afirmou.
O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Maninho de Barros, também elogiou a participação do município na feira. Segundo ele, Várzea Grande possui vocação turística e tem avançado na promoção de seus atrativos.
“Várzea Grande tem um potencial maravilhoso. Parabéns à prefeita Flávia Moretti e à sua gestão. Estão investindo no turismo. É uma cidade calorosa e acolhedora. O estande está muito bem organizado, parabéns a todos que se empenharam. A população será muito bem recebida. Várzea Grande é uma cidade turística e a principal porta de entrada do turismo de Mato Grosso”, declarou.
A deputada federal Gisela Simona destacou que a estrutura montada na FIT representa com fidelidade as características do município e contribui para fortalecer a economia local.
“Estou constatando a beleza do estande. Vi nas redes sociais a divulgação do espaço e ela retratou muito bem a nossa terra. O estande promove nossos empresários, fomenta a geração de renda e empregos. Parabéns à gestão pelo empenho e pelo trabalho realizado com tanto carinho. Várzea Grande tem muito potencial”, afirmou.
Já a vereadora Rosy Prado ressaltou o fortalecimento das parcerias voltadas ao turismo e defendeu a valorização da identidade várzea-grandense.
“Fico feliz em ver Várzea Grande mais uma vez representada em um estande maravilhoso. Também recebi com alegria a notícia de que triplicamos nossos parceiros do Turismo VG. Como vereadora, sou defensora do turismo. É inadmissível falar mal de Várzea Grande. Somos um pedacinho do Brasil, temos nosso aeroporto, as redeiras, a rapadura e uma história que precisa ser respeitada”, disse.
A participação de Várzea Grande na FIT Pantanal integra a estratégia da administração municipal de fortalecer o turismo como vetor de desenvolvimento econômico, ampliando a divulgação dos atrativos locais, da cultura regional e das potencialidades do município, considerado a principal porta de entrada de visitantes em Mato Grosso por abrigar o aeroporto internacional do Estado.
A FIT Pantanal segue até domingo (7), no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, reunindo expositores de diversas regiões do Brasil e de outros países, consolidando-se como uma das principais vitrines do turismo mato-grossense. Com o sucesso dos primeiros dias, a expectativa é de que milhares de pessoas ainda visitem o estande de Várzea Grande ao longo da programação.
A programação completa da participação de Várzea Grande na FIT Pantanal 2026 pode ser consultada no portal oficial da Prefeitura de Várzea Grande.
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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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