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Pequenos produtores de Várzea Grande recebem apoio técnico e insumos

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“Todas essas ações fazem parte de um planejamento contínuo que visa garantir o fortalecimento da agricultura familiar, com assistência técnica, acesso a insumos e orientação profissional”

A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEMMARDS), realizou ontem (27), a entrega de “cama de frango” para pequenos produtores nas comunidades do Limpo Grande, Formigueiro, Pai André e Bonsucesso. A ação faz parte de uma série de iniciativas realizadas ao longo da semana para fortalecer a agricultura familiar no Município.

Segundo o coordenador de Desenvolvimento Rural, Leandro Luiz da Silva, a cama de frango é um importante adubo orgânico, composto por resíduos de granjas, como fezes, penas e restos de ração, que após tratamento adequado, se transforma em fertilizante de alta qualidade.

“Esse material melhora a fertilidade do solo, aumenta a produtividade e reduz a necessidade de adubos químicos. É uma alternativa sustentável e eficaz para os pequenos produtores. Juntamente com essa entrega ocorreu junto com Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar”, explicou Leandro.

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Além da entrega do adubo, a SEMMARDS também repassou 4 mil mudas de abacaxi aos produtores da comunidade Sadia III, incentivando a diversificação e o aumento da produção voltada ao abastecimento dos programas públicos de alimentação.

A semana foi marcada ainda por visitas técnicas às comunidades Dorcelina Folador e Sadia III, onde técnicos da secretaria e da Empaer orientaram agricultores sobre o plantio de melancia e melão com irrigação por gotejamento, uma técnica moderna que garante eficiência hídrica e maior produtividade. Parte da produção será destinada ao PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) e ao PAA (Programa de Aquisição de Alimentos).

“Todas essas ações fazem parte de um planejamento contínuo que visa garantir o fortalecimento da agricultura familiar, com assistência técnica, acesso a insumos e orientação profissional. Queremos que esses produtores tenham renda, autonomia e contribuam com a alimentação saudável nas escolas e instituições do Município”, afirmou o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim.

A semana também teve a colheita de 160 kg de abacaxis na comunidade Sadia I, cuja produção também será destinada ao PNAE e PAA, consolidando a importância da produção local na alimentação escolar e no estímulo à economia rural.

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“Temos iniciativas práticas, orientação técnica e entrega de insumos, a Prefeitura de Várzea Grande reafirma seu compromisso com o desenvolvimento rural sustentável e com o fortalecimento das famílias que vivem e produzem no campo”, pontuou Ricardo Amorim.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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