VÁRZEA GRANDE
Parceria garante ampliação do projeto Plantando Lírios nas escolas municipal
VÁRZEA GRANDE
Com a assinatura do Termo de fomento, o atendimento passa de duas psicólogas e uma assistente social, como era até o ano passado, para três psicólogas e duas assistentes sociais
A Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer e a Liga de Reestruturação das irmãs Ofendidas em seu Sentimento (Lírios), formalizaram a parceria que irá ampliar no atendimento do Projeto Plantando Lírios nas escolas da rede municipal de Várzea Grande. O termo de parceria foi assinado pela prefeita Flávia Moretti (PL), na manhã desta segunda-feira, 31, no auditório da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) ‘Gonçalo Domingos de Campos’ -CAIC.
O projeto Plantando Lírios foi criado para dar efetividade à Lei 14.164/21, que prevê o destaque, nos currículos escolares de todos os níveis de ensino, para os conteúdos relativos aos direitos humanos, à equidade de gênero, classe e de raça/etnia e ao problema da violência doméstica e familiar contra a mulher, tendo como foco a prevenção da violência contra meninas e mulheres, semeando a paz e plantando o amor, através de roda de conversas sobre a temática da não violência contra as mulheres, com um acolhimento intersetorial, a participação de diversos profissionais, além de educadoras, psicólogas e assistentes sociais em uma linguagem pacífica com os alunos.
A prefeita Flávia Moretti, após a assinatura do Termo de parceria, anunciou a expansão do atendimento do projeto, que até o ano passado trabalhava com duas psicólogas e uma assistente social, a partir de agora com o novo termo de fomento pela Educação, vai passar a atender com três psicólogas e duas assistentes sociais. “Como advogada, membro da OAB/VG, fui voluntária do ‘Plantando Lírios’ e reconheço a importância desse trabalho para a comunidade. Com essa ampliação, o projeto vai poder cumprir o que preconizam as Leis Federais: Lei Maria da Penha, Lei da Escuta ativa e especializada” explicou.
O secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Pe. Edson Sestari, defendeu a integralidade do aluno como pessoas com intelecto e também com sentimentos. “Trabalhamos a aprendizagem dos alunos, mas também trabalhamos a cidadania, estamos formando pessoas em nosso Município e quanto melhor formar as pessoas, melhor também será nossa sociedade” declarou.
A professora Selcilene Gonçalves de Oliveira, diretora da EMEB Gonçalo Domingos de Campos, lembrou que a escola foi o local do lançamento do projeto em 2017, em Várzea Grande. A diretora salientou que a escola está situada em uma localidade com alto índice de violência e as ações do projeto Plantando Lírios sempre foram importantes para a mudança de atitude dos alunos da escola. “Quando fazemos uma avaliação, é possível notar que, de um ano para o outro, o número de adolescentes grávidas ou violentadas tem diminuído em nossa comunidade escolar” ressaltou.
A diretora destacou o trabalho que foi realizado juntamente com o projeto Plantando Lírios. “Fizemos um trabalho forte e muito importante em conjunto com o ‘Plantando Lírios’ com rodas de conversa, os momentos de escuta e o CNV – a Comunicação Não Violenta que tem o carinho, o afeto como ferramenta de acolhimento e entendimento” reforçou.
Participaram da assinatura do termo de parceria, a defensora pública de Várzea Grande, Tânia Mattos, a secretária de Assuntos Estratégicos, Ina de Maria, a secretária Chefe de Gabinete, Cel. Emirella Martins, o subsecretário da SMECEL, prof. Jalme de Figueiredo e a representante da Lírios, Maria Fernanda Figueiredo.
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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