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NOTA DE ESCLARECIMENTO

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A atual gestão reafirma ainda a lisura de todas as etapas do processo seletivo

As Secretarias Municipais de Comunicação Social, Desenvolvimento Urbano, Regularização Fundiária e Habitação, Governo, Assuntos Estratégicos e Procuradoria Geral do Município em atenção ao pedido de esclarecimento informam:

* No sábado, 25 de novembro de 2023, através da Loteria Federal, foi procedido o sorteio das inscrições pré-selecionadas, ou seja, aquelas que já haviam passando pelas primeiras etapas do processo seletivo para as 1.000 casas do Residencial Colinas Douradas;

* No domingo, 26 de novembro de 2023, conforme estabelecido em cronograma foram divulgados os 1.000 titulares selecionados e os 1.000 suplentes, o que por si só não encerra o processo seletivo, é apenas mais uma etapa vencida;

* Ainda no domingo, foi detectado pela equipe técnica da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, Regularização Fundiária e Habitação, inconsistência em alguns selecionados, fato que levou à adoção de medidas de saneamento do problema;

* Três inscritos apareceram em duplicidade, por terem sido escolhidos por viverem com suas famílias em área de risco, o que segundo as regras do Governo Federal – através do Ministério das Cidades, responsável pelo Programa Minha Casa, Minha Vida – já garante a moradia sem participar do sorteio;

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* Só que essas mesmas pessoas, que não se sabe se por desconhecimento ou má-fé, fizeram nova inscrição e participaram também como mulheres chefe de família e acabaram sendo contempladas em duplicidade;

* A lista com os 1.000 titulares e 1.000 suplentes, no próprio domingo já excluía estes sorteados em duplicidade como chefes de famílias, já que até o momento são contempladas por viverem em área de risco;

* No tocante a inscrição constando apenas um nome, os órgãos municipais informam que o sorteio é pelo número do CPF e NIS e se por algum motivo a pessoa deixou de se identificar corretamente, mas o fizer comprovadamente que existe a legalidade dos dados, a inscrição será confirmada;

* No tocante à ilações de contemplados com renda acima do especificado ou casados com pessoas já contempladas anteriormente, a municipalidade informa que o anúncio dos titulares e suplentes não encerra o processo de escolha que ainda tem etapas a serem cumpridas e dados e documentos a serem checados, pelo Ministério das Cidades, Caixa Econômica Federal (CEF) além do Município.

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Os órgãos municipais informam que ninguém irá receber mais de um imóvel e que o processo seletivo não se encerrou com a divulgação da listagem contendo os 1.000 titulares e os 1.000 suplentes, que ainda precisam apresentar documentos e confirmar uma série de dados, inclusive perante ao Governo Federal e à CEF, e ainda, a própria Prefeitura de Várzea Grande.

A atual gestão reafirma ainda a lisura de todas as etapas do processo seletivo – até o momento vencidas – e novamente irá fazer uma checagem de todos os dados informados pelos participantes do mesmo.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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