VÁRZEA GRANDE
Gestão Flávia Moretti fortalece políticas pró-autismo e rede de apoio à comunidade em Várzea Grande; veja serviços
VÁRZEA GRANDE
Nesta quarta-feira (02), no Dia Mundial de Conscientização do Autismo, a Prefeitura de Várzea Grande reforça o compromisso com a construção de uma cidade mais humana, acessível e inclusiva para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e suas famílias.
Ao longo do último ano, a gestão da prefeita Flávia Moretti (PL) tem implementado ações concretas que vão desde a Assistência Social, Saúde até a Educação inclusiva, consolidando uma nova fase de políticas públicas voltadas à neurodiversidade no Município.
Para a prefeita Flávia Moretti, a inclusão é uma diretriz permanente e uma política de justiça social e que todas as ações voltadas a comunidade autista não são apenas campanhas simbólicas, mas ações permanentes que fazem parte de uma gestão comprometida com o respeito e a dignidade.
“Nossa missão é trabalhar por toda Várzea Grande e não vamos deixar nenhum várzea-grandense para trás. Estamos avançando com ações inéditas para garantir dignidade, acolhimento e oportunidades para pessoas autistas e com deficiência. Inclusão é mais do que um dever, é nossa obrigação. Conforme avançamos, celebramos novas conquistas”, destacou.
Gestão sanciona leis inéditas voltadas às pessoas autistas
Entre os principais avanços está a sanção da Lei Municipal nº 5.510/2025, que proíbe a comercialização e soltura de fogos de artifício com estampidos em Várzea Grande. A medida representa um marco de sensibilidade social, atendendo principalmente pessoas autistas, idosos, acamados e animais, que sofrem com ruídos intensos.
Outro destaque foi a sanção da Lei Municipal nº 5.395/2025, que autoriza a inclusão do programa extracurricular “Autismo na Escola” na rede municipal de ensino. O projeto busca ampliar a conscientização, combater preconceitos e criar um ambiente escolar mais acolhedor para estudantes com TEA.
Centro João Ribeiro Filho é referência estadual em inclusão
A prefeitura também tem fortalecido o Centro Municipal de Atendimento e Apoio à Inclusão João Ribeiro Filho (CMAEAPI), considerado referência em Mato Grosso. Somente no ano passado, o Centro atendeu 517 alunos da rede municipal, com serviços especializados voltados ao autismo, síndrome de Down, deficiência física, visual, auditiva e intelectual, além de transtornos como dislexia e TDAH.
A previsão é que ainda este mês, o CMAEAPI deve inaugurar o novo espaço, estruturado com foco em práticas pedagógicas inovadoras, com desenvolvimento integral como academia ao ar livre para psicomotricidade, piscina para atividades aquáticas educativas, horta terapêutica e cozinha experimental.
Educação investe em formação continuada e inclusão na prática
A gestão municipal também vem investindo em formação técnica e pedagógica para fortalecer a inclusão nas escolas. A programação de abril inclui encontros pedagógicos e capacitações voltadas a:
• Professores do AEE (Sala de Recursos Multifuncionais)
• Técnicos de Desenvolvimento Educacional Especializado (TDEEs)
• Técnicos de Desenvolvimento Infantil (TDIS)
Outro marco é a realização de ações de escuta e diálogo com famílias atípicas. No dia 07 de abril, a Prefeitura realizará uma Escuta Especializada com Mães Atípicas, com mediação da secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), Maria Fernanda Figueiredo, visando ouvir demandas, identificar fragilidades e construir encaminhamentos concretos.
Após o encontro, será formada uma Comissão Intersetorial com representantes da SMECEL e sociedade civil, além da elaboração de um plano de trabalho voltado ao atendimento educacional inclusivo.
Assistência Social amplia suporte e garante direitos às famílias
A Secretaria Municipal de Assistência Social também vem ampliando ações voltadas ao público autista e às famílias atípicas, garantindo acesso a direitos e fortalecendo o acolhimento.
Entre os serviços ofertados, destacam-se:
• Emissão da Carteirinha do Autista, em parceria com a Secretaria Estadual de Assistência Social e Cidadania (SETASC)
• Orientações e encaminhamentos sobre o BPC (Benefício de Prestação Continuada)
• Atendimento e orientação sociassistencial às famílias em vulnerabilidade
Um dos grandes feitos da gestão foi o lançamento de uma campanha inédita de mapeamento e censo municipal, voltado a pessoas com deficiência e neurodivergentes. O objetivo é levantar dados reais para direcionar políticas públicas com mais eficiência. O Inclusão Para Todos é um levantamento que pode ser feito online pelo seguinte endereço eletrônico: www.varzeagrande.mt.gov.br/inclusao-para-todos
Saúde e o atendimento especializado para pessoas com TEA
A Secretaria Municipal de Saúde também fortalece a rede de atendimento garantindo suporte clínico e terapêutico gratuito, por meio de serviços gratuitos ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Um dos principais destaques é o Centro Especializado em Reabilitação (CERII), que atua com foco na reabilitação e habilitação de pacientes nas modalidades física e intelectual, promovendo linhas de cuidado voltadas ao desenvolvimento singular de cada pessoa, por meio de projetos terapêuticos específicos.
O CER realiza ações direcionadas à funcionalidade, cognição, linguagem, sociabilidade e ao desenvolvimento de habilidades essenciais para pessoas com deficiência intelectual e também para autistas.
O serviço atende tanto o público infantil quanto adulto de Várzea Grande e também de municípios circunvizinhos, como Jangada, Poconé e Nossa Senhora do Livramento.
Entre os atendimentos ofertados estão:
– consultas com nutricionista, médico fisiatra e ortopedista
– avaliação e tratamento em fisioterapia, psicologia e fonoaudiologia
O município também conta com o Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPS Infantil), unidade especializada no acompanhamento e tratamento de crianças e adolescentes de 03 a 18 anos que apresentam transtornos mentais graves e persistentes, incluindo demandas relacionadas ao TEA.
O atendimento é realizado por uma equipe multiprofissional, formada por profissionais de enfermagem, psicologia, serviço social, terapia ocupacional, medicina, além de suporte administrativo e atividades terapêuticas complementares.
O CAPSi é aberto a todos os usuários do SUS, sendo um importante espaço de acolhimento não apenas para o paciente, mas também para seus familiares, que podem participar de atividades e ações terapêuticas desenvolvidas na unidade.
Neste Dia Mundial de Conscientização do Autismo, o município reafirma que a inclusão é um caminho sem volta e que a gestão seguirá trabalhando para garantir que cada pessoa autista seja acolhida, respeitada e tenha acesso a políticas públicas efetivas.
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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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