VÁRZEA GRANDE
‘Mulheres em Evolução’ encerra 3ª edição no bairro Cristo Rei
VÁRZEA GRANDE
Movimento percorreu os quatro polos da cidade levando informações, trocando experiências com as mulheres e potencializando todas as pautas femininas
O ‘Movimento Mulheres em Evolução’ – que percorreu todas as regiões da cidade – foi concluído nesta quinta-feira (04), no Centro de Referência em Assistência Social (Cras), no bairro Cristo Rei. Todas as participantes, ao entrarem no local, tiveram que responder a uma pergunta: Quem você está procurando para mudar a sua vida? Logo em seguida eram estimuladas a se olharem no espelho.
A primeira-dama e Promotora de Justiça, Kika Dorilêo Baracat, disse que foi muito valioso percorrer ao longo de todo o mês de março e neste início de abril, os quatro polos da cidade levando informações, trocando experiências com as mulheres e potencializando todas as pautas femininas. “Hoje encerramos a 3ª edição do ‘Movimento Mulheres em Evolução’, mas, nem por isso deixamos de lembrar que a pauta feminina, na luta pelo empoderamento de gênero, é uma ação constante, diária. O movimento termina, mas nós estaremos aqui em defesa da mulher várzea-grandense”, assegurou.
A primeira-dama destacou ainda que agradece a Deus, todos os dias, pela oportunidade de como primeira-dama estar mais perto da população local, o que não ocorre na sua profissão como Promotora de Justiça, onde o trabalho precisa ser feito de forma imparcial, e muitas vezes de maneira fria. “Aqui eu posso estar mais próxima das pessoas, ouvindo e aprendendo também. Muito me alegra poder contribuir para com a mudança de vida de muitas mulheres e participar de ações e movimentos que incentivam e celebram o empoderamento feminino. Somos fortes e não estamos sozinhas”.
A secretária adjunta, Daniela Barone, destacou a importância do ‘Movimento Mulheres em Evolução’, que foi pensado, especialmente, para olhar, valorizar e olhar para as mulheres. “Nós passamos por todos os Cras, e em cada cantinho que passamos, sempre tivemos o carinho de olhar para as mulheres e levar palavras de incentivo e motivação que consideramos muito importantes. A mensagem que nós queremos passar para todas as mulheres é que voltem para si mesmas e que sejam a sua prioridade”.
A gestora destacou também a participação de todas as mulheres que não só aceitaram o convite para participar do evento, como convidaram outras mulheres para também fazer parte desse importante grupo. “O Movimento Mulheres em Evolução chega na sua terceira edição, porém não iremos ficar por aqui, esse movimento segue durante o ano todo, porque todos os dias estaremos participando e promovendo ações de empoderamento feminino, porque juntas somos mais fortes. E a gente sempre precisa lembrar de falar de mulheres, seja na sua importância, no seu valor, no seu papel e no lugar que ela ocupa”.
PARTICIPAÇÃO MASCULINA – A primeira-dama Kika Dorilêo Baracat enalteceu a presença masculina nos encontros do ‘Movimento Mulheres em Evolução’ e destacou a importância da presença de homens também nesses eventos. “É muito importante em nossos encontros termos a presença de homens em favor de pautas femininas. Na nossa existência, falar de pautas femininas não deve ser uma obrigação só das mulheres, mas também uma obrigação dos homens. E ver a participação deles nos fortalece ainda mais”.
O vereador Pablo Pereira disse que é uma felicidade participar de um evento promovido por mulheres e em prol de mulheres. “Agradeço o convite para participar desse evento, que tenho acompanhado e prestigiando esse projeto que é o Mulheres em Evolução. Um evento que dá ênfase de tratar de pautas femininas, não somente no mês dedicado a ela, mas durante todo o decorrer do ano. Eu não só me solidarizo com as mulheres porque na minha família tenho mãe, esposa, filhas e uma netinha. Quero parabenizar pela iniciativa e dizer que vou participar e apoiar sempre as pautas femininas”.
Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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