VÁRZEA GRANDE
Viação e Obras registra mais de 3 mil solicitações serviços
VÁRZEA GRANDE
Graças à atuação mais próxima das comunidades e dos resultados já contabilizados, em apenas 180 dias, rotina das equipes vai transformando Várzea Grande, da zona urbana à zona rural
A Secretaria Municipal de Viação e Obras de Várzea Grande divulgou o balanço das atividades realizadas no período de janeiro e junho de 2025. O levantamento aponta que, nesse acumulado do ano, a pasta recebeu 3.039 solicitações de serviços, reflexo direto da participação da população e da atuação das equipes de campo em todas as regiões da cidade.
Entre os serviços mais demandados estão o tapa-buracos, com 1.363 pedidos registrados no semestre, seguido do patrolamento de vias não asfaltadas, com 620 solicitações. A limpeza de bueiros (BL) aparece em terceiro lugar, com 198 pedidos, enquanto pavimentação foi solicitada 151 vezes.
Ainda dentro das principais demandas, o recapeamento totalizou 69 registros, a drenagem teve 39, a construção de quebra-molas foi solicitada 32 vezes e a limpeza de canais, 26. Foram solicitadas ainda 11 manutenções de ponte, 10 reformas, oito serviços de meio-fio, seis pedidos de construção de bueiros, além de registros relacionados à revitalização de sarjetas, calçadas, travessias, rampas de acessibilidade e manutenção de bueiros.
FALTA DE MANUTENÇÃO – Apesar do alto volume de solicitações, a Secretaria conseguiu avançar em várias frentes, que por falta de manutenção, demandavam intervenções urgentes. Foram executadas 365 ações de tapa-buracos, totalizando mais de 15 mil buracos tampados em vias públicas. As ações chegaram a mais de 65 bairros ao longo do semestre. No patrolamento urbano foram mais de 400 quilômetros de vias niveladas, e outros 157,21 quilômetros de estradas receberam patrolamento na zona rural.
A limpeza de bueiros (boca de lobo) resultou em 156 serviços concluídos oficialmente, totalizando cerca de 310 unidades atendidas com retirada de mais de 500 toneladas de material sólido, prevenindo alagamentos e entupimentos. A limpeza de canais alcançou 52 execuções. Também foram realizadas 17 substituições ou instalações de tampas de PV (poço de visita).
Durante o semestre, foram implantados nove quebra-molas em pontos estratégicos, sete construções de bueiros, cinco manutenções de bueiros e cinco revitalizações de sarjetas. Também foram realizados dois serviços de construção de calçada, dois de travessia e uma rampa de acessibilidade. No que diz respeito à infraestrutura de pontes, três intervenções foram concluídas na região rural Sadia. Já as obras de travessia beneficiaram regiões como Monte Castelo e 23 de Setembro, reforçando a segurança e conectividade urbana.
O relatório do primeiro semestre reforça o compromisso da Prefeitura de Várzea Grande com a infraestrutura urbana, evidenciando o planejamento e a execução contínua de serviços que melhoram o cotidiano da população, promovem mais segurança viária, melhor mobilidade e valorizam os bairros.
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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