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Guarda Municipal inicia participação em curso básico de inteligência de segurança pública

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Curso teve duração de duas semanas, com mais de 110 horas/aula

A Guarda Municipal de Várzea Grande participou pela primeira vez do Curso Básico de Inteligência de Segurança Pública da Polícia Militar. No 10º curso, participaram 70 agentes de segurança pública do estado. O curso é idealizado pela Inteligência de Segurança Pública da Polícia Militar. O curso teve duração de duas semanas, com mais de 110 horas/aula.
Segundo o secretário de Defesa Social, Cel Alessandro Ferreira da Silva, a oportunidade da participação do Inspetor GM Evandro Homero Dias, neste curso reflete não apenas seu comprometimento pessoal, mas também o investimento das instituições de segurança pública na capacitação de seus profissionais para lidar com os desafios contemporâneos com eficiência e expertise.

“Uma das nossas principais metas é poder prestar um serviço público cada vez melhor, com mais qualidade a nossa população. Esta é, inclusive, uma determinação do prefeito Kalil Baracat, em profissionalizar e qualificar cada vez mais os integrantes da corporação. Para isso, é primordial que nossos servidores sejam constantemente capacitados. A troca de experiências e de conhecimentos entre diferentes órgãos é enriquecedora e impacta diretamente na melhoria da qualidade da prestação de serviços”, ressalta o secretário Cel. Alessandro, dizendo ainda que “a capacitação possibilita debater e pensar novas formas de produzir conhecimento. Este é o ambiente perfeito para o que propõe o curso: agentes que saibam romper as barreiras, agir com reserva, criatividade e com inteligência”, relata ele.

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Nesta edição, participaram, ainda, agentes dos órgãos da Polícia Militar, Ministério Público Estadual, Polícia Penal, Guarda Municipal de Várzea Grande, Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado, Secretária-Adjunta de Inteligência da Secretaria Estadual de Segurança Pública e da Polícia Militar de Goiás.

O comandante da Diretoria da Agência Central de Inteligência, coronel Ronaldo Roque da Silva, explicou que a capacitação tem como objetivo dar continuidade às ações de assessoramento ao Comando Geral e comandos regionais na tomada de decisões sobre o policiamento no estado.

O coronel ressaltou que a unidade especializada utiliza meios e técnicas na busca de análise estratégica e criminal na produção de conhecimento, empregando procedimentos sistemáticos, estudos e avaliações, a fim de identificar e compreender as características e modos de atuação da criminalidade.

“O Sistema de Inteligência da Polícia Militar de Mato Grosso tem apresentado resultados mais significativos, pelo trabalho excepcional por parte dos nossos agentes e dos agentes da segurança em um trabalho conjunto no combate à criminalidade de todos os âmbitos, nas zonas rurais e urbanas do nosso estado”, destacou.

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O Inspetor GM Evandro Homero Dias, disse que tanto para ele como para a Corporação a capacitação possibilita debater e pensar novas formas de produzir conhecimento. “Esta capacitação não só vai beneficiar Várzea Grande, como todo o Estado de Mato Grosso, pois a grande maioria pertence e compõe o Sistema de Inteligência da Polícia Militar, nessa formação continuada, e ainda mais especial que reúne agentes de diversos órgãos da Segurança Pública, como nós da Guarda Municipal. Isso demonstra para nós a honra, em pertencermos e integrarmos as forças de segurança do nosso estado. Pois a Guarda Municipal vem avançando em todos os aspectos. E mais recente a Guarda Municipal de Várzea Grande, está inserida, juntamente com os demais órgãos da segurança pública, no Sistema único de Segurança Pública- SUSP-do Governo Federal”, informou Evandro Homero.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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