VÁRZEA GRANDE
Prefeitura entrega nova sede para Conselho Tutelar do São Mateus
VÁRZEA GRANDE
A unidade passa a atender de forma mais próxima moradores de pelo menos cinco bairros: São Mateus, Capão Grande, Bonsucesso, Pai André e a região da Sadia, incluindo áreas urbanas e rurais
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), e a secretária municipal de Assistência Social, Cristina Saito, entregaram, na tarde desta sexta-feira (27), a nova sede do Conselho Tutelar da região do bairro São Mateus. A unidade passa a atender de forma mais próxima moradores de pelo menos cinco bairros: São Mateus, Capão Grande, Bonsucesso, Pai André e a região da Sadia, incluindo áreas urbanas e rurais.
A nova estrutura foi escolhida pelos próprios conselheiros tutelares da região – que são cinco – que até então atuavam de forma improvisada, se dividindo as unidades entre o Jardim Glória e o Centro.
Agora, os atendimentos ficam concentrados no São Mateus, próximo ao CRAS do bairro, o que deve facilitar o acesso da população e o deslocamento das equipes para ocorrências.
Durante a entrega, a prefeita destacou que a proximidade da sede com os bairros atendidos fortalece o trabalho dos conselheiros. Segundo ela, a região é extensa e abrange localidades como Sadia 1, 2 e 3, Formigueiro e até Bonsucesso, exigindo uma base estruturada para dar suporte às demandas.
“A proximidade favorece a população para solicitar apoio, fazer denúncias e também para que os conselheiros possam se deslocar com mais agilidade. É uma região muito extensa, que precisava de uma sede”, afirmou.
Flávia ressaltou ainda que o espaço é provisório, mas que a gestão já projeta uma sede própria e mais ampla para a região. Em reunião com os cinco conselheiros, ela ouviu demandas relacionadas às necessidades das comunidades atendidas, como estrutura escolar, creches e casos recorrentes de maus-tratos e abandono de crianças.
“Já estamos analisando as propostas e estudando melhorias para fortalecer o Conselho Tutelar”, garantiu.
O conselheiro Samuel Matheus comemorou a entrega da sede e reforçou que o benefício é voltado à comunidade. “Não é sobre os conselheiros, é sobre a população. Atendemos uma região periférica, com crianças e adolescentes que muitas vezes têm direitos violados. O Conselho Tutelar não é órgão punidor, é órgão protetor. Estamos aqui para zelar pelos direitos”, explicou.
Ele também detalhou que o atendimento funciona em regime de plantão de segunda a segunda-feira. Durante a semana, um conselheiro fica responsável pelo plantão diário. Aos finais de semana, há plantão diurno e noturno. O telefone para plantão noturno na região do São Mateus é (65) 98414-0006.
ATENDIMENTO – A secretária Cristina Saito explicou que os conselheiros foram nomeados no fim de 2024, mas ainda não contavam com sede própria. A partir da identificação do imóvel pelos próprios conselheiros, a Prefeitura realizou as adaptações necessárias para funcionamento provisório.
“Nosso sonho é que eles tenham um prédio próprio, mais adequado, mas hoje é um passo importante. Agora os cinco conselheiros estão juntos, em um ponto centralizado”, destacou.
Cristina também reforçou que o Conselho Tutelar atua tanto em situações de violação de direitos quanto na prevenção. “Muitas pessoas veem o Conselho apenas quando há negligência ou denúncia, mas eles também trabalham com campanhas e ações preventivas, articulados com a assistência social”, pontuou.
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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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