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Grupos de idosos do polo Cristo Rei realizam caminhada na Orla da Alameda

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Os idosos não só praticaram o exercício físico, como puderam também ter um momento de diversão e contemplação do Rio Cuiabá.

A prática regular do exercício físico – como uma boa caminhada – aliada à alimentação saudável, está relacionada à melhora da qualidade de vida de todas as pessoas e, em todas as fases da vida, principalmente, na terceira idade. Por isso, essa é uma atividade que vem sendo realizada, regularmente, com os grupos de idosos que participam dos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos.

Em Várzea Grande, vários polos trabalham essa faixa etária e, durante os encontros são realizadas dinâmicas e atividades na prevenção de situações de risco. “Além de rodas de conversas, orientações jurídicas e oficinas de artesanatos, as orientadoras sociais estão também incentivando e propondo aos idosos a fazerem caminhadas curtas, em parques, praças e até no bairro onde moram”, destacou a coordenadora da Proteção Especial Básica, Bernadete Miranda.

Na semana passada a orientadora social Nelita Forte de Oliveira, do polo Cristo Rei, trabalhou com o seu grupo da terceira idade o tema gerador: Como viver melhor e mais saudável. Ela conta que no momento em que estavam falando sobre a qualidade de vida, alimentação saudável, dormi bem e a realização de atividades físicas, propôs a caminhada e o grupo aceitou a ideia com alegria e disposição.

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“Então marcamos o encontro, combinamos de todos ir com roupas leves, usar tênis e levar a sua água. E assim fizemos, foi maravilhoso. Iniciamos com alongamento, traçamos o percurso e fomos. A caminhada na Orla da Alameda foi uma experiência incrível. A cada passo parávamos e apreciamos a natureza, conversando e tirando fotos e registrando tudo. Os idosos não só praticaram o exercício físico, como puderam também ter um momento de contemplação do Rio Cuiabá”, destacou.

Segundo Nelita Fortes, alguns integrantes do Serviço de Convivência nasceram e viveram sua vida toda ali próximo à Orla. “Eles conhecem muito sobre cada cantinho daquele lugar. E em cada parada relembrava um pouco da história. E na chegada conversamos muito com o grupo e elas partilharam conosco muita história bonita vivida naquele lugar. Foi maravilhoso, todos gostaram muito. E também já combinamos de fazer a caminhada uma vez por mês”, completou.

No mês passado, um grupo de idosos dos polos Asa Bela e Jardim Marajoara foram visitar o Parque Mãe Bonifácia, alguns dos integrantes não conheciam o local e, manifestaram o desejo de fazer o passeio ao espaço público e terem um dia de interatividade, não somente com os grupos do Serviço de Convivência, mas também com outros grupos da Capital que frequentam diariamente a área de lazer. O passeio foi promovido pela orientadora social, Lindalva Marques de Arruda e da Técnica de Referência Social, Silvamirtes Reis.

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A secretária de Assistência Social, Ana Cristina Vieira destaca a importância da caminhada, para o grupo da terceira idade. “Com o passar dos anos, o metabolismo tende a ficar mais lento, e o risco de quedas e tropeços são comuns nesta faixa etária. A caminhada é indicada para os idosos por ser um exercício bastante prático, sem contraindicação e, além disso, sem custo algum”, observou.

Ana Cristina reforça ainda que a prática da caminhada reflete ainda na melhora da autoestima e no combate à depressão, já que a atividade aumenta a produção da serotonina, que traz a sensação de bem estar.

EIXOS TEMÁTICOS: O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos trabalha com vários eixos temáticos que são abordados nas rodas de conversas. Além disso, os integrantes participam de oficinas de artesanatos e também de momentos de lazer.

Como explica a titular da pasta, a convivência social e comunitária são importantíssimas para os nossos idosos. “São nesses encontros que eles conversam, falam sobre sonhos e expectativas. São passeios como esse que trazem felicidade, e aqui em Várzea Grande a gente valoriza muito ações que podem trazer desenvolvimento social, trabalhar a autoestima e também a felicidade” assegurou Ana Cristina.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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