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Feira artesanal ganha espaço de destaque no  Várzea Grande Shopping

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Exposição quinzenal é lançada em comemoração do Dia do Artesão

O Pacinho das Artes passa, a partir de hoje (19), expor os seus produtos artesanais no Várzea Grande Shopping. A exposição quinzenal está aberta ao público e ocorre no primeiro piso até domingo (22). Todos os artigos estão sendo comercializados de forma direta, ou seja, do artesão para o consumidor, sem intermediários.

“O Pacinho das Artes agora está aqui dentro do shopping e passa a integrar esse espaço a cada 15 dias. E escolhemos a data de hoje, quando se comemora o Dia do Artesão, para inaugurar essa nova fase do Pacinho. Essa feira fomenta o desenvolvimento econômico, uma vez que muitas dessas mulheres, que são a maioria nesse segmento, não têm condições de montar o seu próprio negócio e aqui é uma forma de divulgar o seu trabalho e ocupar lugar de destaque na economia local”, afirmou a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL).

A prefeita também convidou população a visitar o local e reforçou que a feira possui artigos para todos os gostos. “Venham visitar a nossa feira de artes e apoiar o artesanato e a cultura local”.

A secretária de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, visitou o local e conversou com as artesãs. “Essa feira é um trabalho que valoriza a cultura local, incentiva o empreendimento e fortalece a nossa identidade. É um momento de empreender, mas de também mostrar a força desses artesãos”.

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A coordenadora da Casa de Artes, Neiva Ribeiro, disse que esse evento se deve muito à prefeita Flávia Moretti que apoiou e ao Várzea Grande Shopping por abrir as portas para nós, neste dia tão comemorativo que é o Dia do Artesão e de São José. “As artesãs estão todas aqui presentes e felizes por essa oportunidade e a gente agradece“.

Meel Walker é artesã e trabalha com produtos da cultura brasileira. Ela cria e produz bonecas de pano de várias cores e modelos, e bonecas que inspiram a imaginação, como a Emília, personagem do Sítio do Pica Pau Amarelo. Para ela, esse momento de exposição no shopping é gratificante. “Esse dia está sendo maravilhoso e estamos há anos aguardando esse momento. Todos nós que trabalhamos com artesanatos necessitamos de um espaço para apresentar os trabalhos e esse espaço é um momento para divulgarmos os nossos produtos”, comemorou.

O empresário Carlos Afonso D’lucas, mora no interior de São Paulo, e resolveu passar pelo shopping antes de pegar o voo de volta para casa. “Estou hospedado aqui próximo e resolvi dar uma volta no shopping e conhecer o local. “Fiquei surpreendido com a feirinha de produtos artesanais, muito bacana. A gente vive em grandes centros, é acostumado a ir aos shoppings, mas nem sempre a gente encontra itens da cultura local, e esses aqui me surpreenderam. Vou levar um presente para a esposa e para a minha neta”.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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