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Flávia Moretti sanciona lei e nova maternidade de Várzea Grande está prestes a sair do papel

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), sancionou a lei municipal n° 5425/2025, que dispõe da doação de um terreno particular com mais de 33 mil metros quadrados na região do Chapéu do Sol, onde será construída a nova e moderna maternidade municipal. A lei é do Poder Executivo e foi aprovada pelos vereadores, na manhã desta sexta-feira (08.08), durante sessão extraordinária na Câmara dos Vereadores, com 22 votos favoráveis.

Com isso, a gestão municipal cumpre mais uma exigência técnica e legal para garantir o recurso federal de R$ 50 milhões já assegurado para a obra, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O valor, disponível desde o ano passado, corria risco de ser devolvido devido a falta de informações e documentações necessárias exigidas pela Caixa Econômica Federal e pelo Ministério da Saúde.

A prefeita Flávia Moretti (PL) confirma que a maternidade será realidade no município. “A nova maternidade representa um avanço significativo na oferta de serviços de saúde pública para a população várzea-grandense, especialmente mulheres e crianças. Trata-se de um compromisso com o cuidado e com o futuro da cidade”, afirmou a prefeita Flávia Moretti.”, disse Moretti.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que o compromisso da gestão tem sido garantir todas as etapas legais e administrativas para que a obra saia do papel e atenda à demanda crescente da população.

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“Estamos falando de uma maternidade moderna, completa, humanizada e com capacidade de atendimento muito superior à atual. Essa aprovação na câmara dos vereadores somada à retirada da cláusula suspensiva junto à Caixa e à regularização no sistema TransfereGov, destrava o projeto e permite que avancemos para a etapa de licitação. Nosso objetivo é assegurar que nenhum recurso seja perdido e que Várzea Grande finalmente tenha uma estrutura adequada para receber suas mães e bebês com dignidade e segurança”, explicou.

A área inicialmente prevista para a obra possuía 25 mil m², mas parte do terreno foi identificada como Área de Preservação Permanente (APP), o que inviabilizou a construção. Com o apoio da iniciativa privada, a Prefeitura obteve a doação complementar da empresa Ductievicz Incorporadora Ltda., totalizando 33 mil mts² de área regularizada.

Com toda a documentação finalizada, sondagem do solo executada e pendências legais solucionadas e a aprovação da lei, a secretária já deve, nos próximos dias, abrir processo interno de licitação, que se encontra em análise pela Procuradoria Geral do Município. As obras devem ser iniciadas até o final deste ano.

Estrutura moderna e completa

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Conforme o projeto, que já está pronto, a nova maternidade contará com 127 leitos, sendo: 10 de UTI Neonatal, 10 de UTI Pediátrica, 10 de UTI para gestantes, suítes de parto humanizado, central de parto normal, sala canguru, banco de leite humano, cartório civil integrado, 3 salas cirúrgicas, 2 salas de ultrassonografia, salas de raio-X, tomografia, eletrocardiograma e tococardiograma, cinco consultórios médicos, quatro consultórios ambulatoriais, sala de indução, sala de medicação, leitos de observação, sala vermelha e isolamento de alto risco.

Atual estrutura da maternidade

Atualmente, a rede Cegonha, maternidade pública de Várzea Grande, funciona em espaço limitado, com estrutura enxuta e sem UTI neonatal, o que muitas vezes exige transferência de pacientes para o Hospital e Pronto-Socorro do município. A estrutura hoje conta com 28 leitos de alojamento conjunto (mãe e bebê), duas salas para procedimentos cirúrgicos, duas salas de parto normal, uma sala de recuperação pós-anestésica e uma sala de ultrassom.

Com o novo projeto, a gestão municipal reafirma o compromisso com a saúde pública de qualidade, focada na atenção integral à mulher e ao bebê, desde o pré-natal até o pós-parto, com estrutura adequada, atendimento humanizado e suporte tecnológico.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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