VÁRZEA GRANDE
Prefeitura reconstrói travessia no Jardim Alá e serviço estruturante traz mobilidade à região
VÁRZEA GRANDE
Com esta intervenção, o Município chega à quarta travessia reconstruída após ser destruída pela força da água em pontos críticos da cidade, resultado da falta de manutenção das vias em anos anteriores
A Prefeitura de Várzea Grande segue avançando com obras estruturantes em diferentes regiões da cidade. Por meio da Secretaria Municipal de Viação e Obras, está em execução a reconstrução da travessia da Rua São Sebastião, no bairro Jardim Alá, região do Mapim.
Com esta intervenção, o Município chega à quarta travessia reconstruída após ser destruída pela força da água em pontos críticos da cidade, resultado da falta de manutenção das vias em anos anteriores.
O local abrigava uma ponte de madeira que foi derrubada pelas fortes chuvas ocorridas em janeiro deste ano – consequência de anos sem manutenção adequada – comprometendo o tráfego de veículos e pedestres. Agora, a estrutura está sendo reerguida em concreto, com 15 metros de comprimento por 4 metros de largura, garantindo mais segurança, durabilidade e mobilidade aos moradores da região.
De acordo com a Secretaria de Viação e Obras, o trabalho encontra-se na fase de concretagem do berço de sustentação, etapa que assegura uma base sólida e de alta resistência essencial para o escoamento correto das águas pluviais e a preservação do pavimento. A previsão é de que a obra seja concluída ainda nesta semana.
As novas estruturas seguem o modelo já elaborado com sucesso na travessia do bairro 23 de Setembro e Monte Castelo, dentro do plano contínuo de melhorias de drenagem e infraestrutura viária executado pela atual gestão.
A prefeita Flávia Moreti destacou que a Administração Municipal tem atuado com planejamento e responsabilidade na execução das obras públicas, priorizando demandas históricas e garantindo mais qualidade de vida à população.
“Temos trabalhado para transformar a infraestrutura de Várzea Grande de forma definitiva, com obras que resolvem problemas antigos e melhoram o dia a dia dos moradores”, ressaltou.
O secretário de Viação e Obras, Celso Pereira, reforçou que o cronograma de ações segue intenso em diversas regiões do município.
“Cada travessia, drenagem ou pavimentação representa mais segurança, mobilidade e desenvolvimento para a cidade. Nosso objetivo é entregar resultados duradouros e eficientes”, afirmou.
A obra faz parte do conjunto de ações da Prefeitura de Várzea Grande voltado à modernização da infraestrutura urbana, especialmente em locais afetados por erosões e danos provocados pelas chuvas, garantindo mais segurança e conforto à população.
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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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