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Chuvas não causam alagamentos e Comitê segue monitorando pontos críticos de Várzea Grande

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A atuação integrada de secretarias municipais tem o objetivo de prevenir ocorrências, reduzir riscos e garantir respostas rápidas em situações emergenciais

A chuva registrada em Várzea Grande, no último sábado (18), transcorreu de forma tranquila, sem o registro de alagamentos, famílias atingidas ou prejuízos materiais. O Comitê de Enfrentamento aos Alagamentos, criado pela Prefeitura Municipal de Várzea Grande, manteve equipes em campo durante todo o período, acompanhando pontos considerados críticos e monitorando o comportamento das águas.

Coordenado pelo secretário municipal de Viação e Obras, Celso Pereira, o Comitê é formado por representantes das secretarias municipais de Educação, Assistência Social, Viação e Obras, Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, Meio Ambiente e Defesa Civil, além da Guarda Municipal. A atuação integrada tem o objetivo de prevenir ocorrências, reduzir riscos e garantir respostas rápidas em situações emergenciais.

De acordo com o secretário Celso Pereira, a chuva teve extensa duração, mas baixo volume, o que contribuiu para que não houvesse transtornos. “Durante todo o período de chuva, estivemos acompanhando os locais onde já houve registro de alagamentos, inclusive nesse ano. Nenhum ponto apresentou acúmulo de água, nenhuma família foi afetada e nenhuma residência atingida”, destacou.

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Ele ressaltou ainda que o trabalho preventivo realizado antes do início do período chuvoso vem apresentando resultados positivos. “As ações de limpeza constantes, desobstrução e manutenção em córregos e canais de drenagem estão contribuindo para o bom escoamento das águas e para um período chuvoso mais seguro para a população várzea-grandense”, afirmou.

A ação realizada durante a chuva do último sábado faz parte de um trabalho permanente de prevenção desenvolvido pela Prefeitura de Várzea Grande. Trata-se de uma atuação contínua do Comitê de Enfrentamento aos Alagamentos, que deverá ocorrer em outros momentos de forte chuva, com ações simultâneas voltadas a impedir o agravamento de situações como as registradas em anos anteriores.

TRABALHO CONTÍNUO – Vale ressaltar que, ao longo dos últimos dez meses de gestão, a Prefeitura executou um amplo plano preventivo, com a limpeza e desobstrução de canais, córregos e bocas de lobo, além da retirada de entulhos e resíduos que impediam o escoamento das águas. Bairros como Alameda, Construmat, e outras regiões historicamente afetadas, foram priorizados para que, com o início do novo período de chuvas, estivessem preparados para receber o volume natural da água.

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O Comitê de Enfrentamento aos Alagamentos segue em estado de atenção, com equipes, maquinários e caminhões de prontidão para atuar durante eventuais emergências. O monitoramento dos pontos críticos continuará sendo feito mesmo durante as chuvas, a fim de evitar transtornos e garantir a segurança dos moradores.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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