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Centro Pop realiza atendimento às pessoas em situação de rua

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A secretaria de Assistência Social, por meio do Centro de Referência Especializado para a População em Situação de Rua (Centro Pop) , está fazendo a entrega de cobertores, para aquelas pessoas que estão nas ruas e que não aceitam serem encaminhadas para abrigo da Prefeitura Municipal.

O gerente do Centro Pop, Fábio Reveles disse que com a chegada da frente fria, neste domingo, equipes da Secretaria estiveram percorrendo as principais vias públicas, viadutos e pontos onde há concentração dessas pessoas para fazer a entrega dos cobertores. “Ontem fizemos as primeiras entregas e na manhã desta segunda-feira entregamos também cobertores àqueles que foram até o Centro Pop, onde tomaram o café da manhã e receberam também um cobertor”.

Fábio Reveles informou ainda que estarão no final da tarde fazendo um monitoramento nas vias públicas para ver se encontram pessoas que ainda não dispõem de cobertores. “Esse é um público rotativo, muitos deles vivem em Várzea Grande e são nossos velhos conhecidos, porém outros vêm da capital, se instalam em viadutos ou praças e locais abandonados, mas quando querem voltam a seu local de origem”, destacou.

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Como explica a secretária de Assistência Social Ana Cristina Vieira, infelizmente não se pode obrigar ninguém a deixar a rua, o que podemos fazer é dar toda a assistência, principalmente, nesses dias de baixa temperatura. “E isso temos feito, pois a nossa missão é bem acolher a todos aqueles que necessitam de nossa atenção e de nossa ajuda. Essas pessoas, na maioria das vezes, possuem seus vínculos familiares fragilizados ou rompidos, o que dificulta o nosso trabalho na tentativa de uma reaproximação”, comentou.

A secretária disse ainda que em geral as pessoas em situação de rua são vítimas de preconceitos, e que essa situação, dificulta ainda mais a vida em sociedade. “Daí o papel da assistência social em garantir a proteção social e o direito dessas pessoas, por meio de serviços especializados da proteção social especial, através do Centro Pop. Várzea Grande possui uma unidade de atendimento às pessoas em situação de rua, a casa de acolhimento Rogina Marques de Arruda, que tem capacidade para abrigar até 30 pessoas. O lar é temporário, mas aquelas pessoas que são encaminhadas para o local recebem atendimento psicológico, assistência social e tratamento aos dependentes de álcool de drogas. A partir do momento que entra na Casa, todas as ações são acompanhadas”, disse a secretária assegurando que a Administração Municipal tem dado todo o suporte e acolhimento para que ninguém passe frio nestes dias de baixas temperaturas.

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Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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