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Capacitação transforma produção e renda de famílias rurais em Várzea Grande

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Além de técnicas de produção e manipulação, participantes aprendem a agregar valor à matéria-prima: o leite

Famílias da agricultura familiar das comunidades de São José do Espinheiro e Sadia I, em Várzea Grande, estão se capacitando para aumentar a renda e melhorar a qualidade de vida no campo. Nessa semana, produtores participaram do curso de produção artesanal de derivados do leite, realizado em parceria com o Senar.

Durante a capacitação, os participantes aprenderam a transformar o leite em uma variedade de produtos com maior valor agregado, como queijos artesanais, requeijão, iogurte, queijo coalho, doce de leite e até bala de chocolate. Além das técnicas de produção, o curso também abordou precificação, normas de higiene, manipulação correta dos alimentos, armazenamento e definição de prazo de validade — pontos fundamentais para garantir qualidade e acesso ao mercado.

O secretário municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, explica o impacto direto da qualificação na vida dos produtores. “Quando o produtor aprende a transformar sua matéria-prima, ele deixa de vender apenas o básico e passa a oferecer um produto com valor agregado. Isso significa mais renda, mais autonomia e melhor qualidade de vida para toda a família”, afirmou.

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O coordenador de Desenvolvimento Rural, Leandro Luiz da Silva, que acompanha de perto cada capacitação, reforçou o caráter inclusivo da iniciativa. “Todos os cursos são gratuitos e abertos a qualquer membro da família, independentemente de idade ou sexo. Nosso objetivo é levar conhecimento para dentro das comunidades e criar oportunidades reais para todos”, ressaltou.

A agenda de capacitações segue intensa ao longo do mês de abril, com diversos cursos gratuitos ofertados pelo Senar no Município. Entre os primeiros, estão o curso de derivados de milho e soja, no Jardim Maringá; operação de implementos tratorizados – preparo e correção do solo, no Dorcelina Folador; e dois cursos de inclusão digital básica, que serão realizados de 6 a 10 de abril, na comunidade Sadia I, na escola municipal local.

O calendário ainda inclui novas formações em diferentes áreas produtivas, com comunidades a serem definidas:

Olericultura – Cultivo de Quiabo e Cucurbitáceas (abóbora, abobrinha, pepino, melancia, melão, maxixe e chuchu), de 6 a 9 de abril

Produção Artesanal de Derivados do Leite, de 13 a 16 de abril

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Produção Artesanal de Embutidos e Defumados de Carne de Frango, de 13 a 16 de abril

Produção Artesanal de Embutidos e Defumados de Carne Suína, de 13 a 16 de abril

Noções Básicas de Primeiros Socorros, nos dias 23 e 24 de abril

Cine Senar, no dia 24 de abril

Vacinação contra Brucelose, nos dias 27 e 28 de abril.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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