VÁRZEA GRANDE
Bandeira de Nossa Senhora da Guia anuncia festejos à padroeira
VÁRZEA GRANDE
A prefeita Flávia Moretti recebeu na manhã de hoje (13), os festeiros da grande festa dedicada à Santa. Passagem da bandeira anuncia o início das comemorações pelos 159 anos de fundação de Várzea Grande
A tradição e a fé que marcam a história de Várzea Grande ganharam destaque na manhã desta sexta-feira (13), quando o padre Valdézio Pereira Santos, da Paróquia Nossa Senhora da Guia, acompanhado de devotos, visitou a Prefeitura, para a tradicional passagem da bandeira. Durante o encontro, foram discutidos o apoio do município à Festa de Nossa Senhora da Guia, considerada patrimônio cultural da cidade e uma das maiores manifestações religiosas da região, já que a santa é a padroeira da cidade.
Após a reunião no gabinete, o padre e os devotos percorreram diferentes salas da prefeitura levando a bandeira e a imagem da padroeira, em um gesto simbólico de fé e devoção que antecede os festejos tradicionais.
Segundo o padre Valdézio, a visita teve dois objetivos principais, fortalecer a devoção à padroeira e alinhar demandas relacionadas à organização da festa e às ações culturais e religiosas que envolvem o evento.
“A festa é patrimônio histórico do município e do Estado. A prefeitura sempre colaborou de modo muito tranquilo e viemos alinhar pautas de divulgação e também da reforma da igrejinha”, afirmou o padre.
Durante o encontro, a prefeita Flávia Moretti reafirmou o compromisso da gestão municipal com a preservação das tradições religiosas e culturais do município.
“A organização pública sempre apoiou a festa, e é por isso que essa cultura existe até hoje. A Secretaria de Cultura, com a Maria Fernanda à frente neste momento, também vai ajudar na organização e no apoio que sempre foi dado”, disse.
A prefeita também destacou a importância da fé no cotidiano da gestão pública e na vida da população.
“A gente tem que agradecer a Jesus e a Nossa Senhora pela caminhada que estamos tendo. Podemos trabalhar muito, mas sem fé não conseguimos seguir. É na fé que depositamos cada manhã e cada noite. Eu tenho aqui no gabinete um pequeno altar com imagens que recebi de fiéis e servidores, que representam essa proteção e essa força espiritual”, afirmou.
TRADIÇÃO QUE ATRAVESSA GERAÇÕES – A devoção à padroeira remonta ao século XIX. A imagem de Nossa Senhora da Guia chegou a Várzea Grande em 1867, trazida por uma imigrante portuguesa, e rapidamente passou a ser venerada pela comunidade local. Com o crescimento da devoção, moradores organizaram um mutirão para construir a igreja dedicada à santa, concluída em 1892, hoje um dos marcos históricos do município.
Desde então, a festa dedicada à padroeira se tornou uma das mais importantes manifestações religiosas da cidade e do Estado. Considerada a segunda maior festa católica de Mato Grosso, a celebração reúne milhares de fiéis todos os anos em procissões, missas, novenas e eventos culturais.
Atualmente, a tradição soma cerca de 159 anos de devoção, acompanhando a própria história de formação de Várzea Grande e mantendo viva a religiosidade popular do povo várzea-grandense.
Além da Paróquia Nossa Senhora da Guia — a mais antiga da cidade — o município conta hoje com sete paróquias católicas, que também participam das celebrações e fortalecem a fé da comunidade.
Para os organizadores, mais do que um evento religioso, a festa representa um símbolo de identidade cultural e espiritual para o Município.
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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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