Lucas do Rio Verde
Transparência: Prefeitura de Lucas do Rio Verde apresenta prestação de contas do 2º quadrimestre de 2024
Lucas do Rio Verde
A Prefeitura de Lucas do Rio Verde, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Planejamento e Cidade, realizou, na noite desta quinta-feira (26), a audiência pública de prestação de contas do 2º quadrimestre do exercício 2024. O encontro serviu para demonstrar como foi utilizado o dinheiro público nos últimos meses, atendendo a Lei de Responsabilidade Fiscal 101/2000.
Foram apresentados os resultados da Administração Direta (Prefeitura e Câmara) e da Administração Indireta (Saae e Previlucas). Até o mês de agosto de 2024, o Executivo Municipal arrecadou um total de R$ 423.604.042,96, o que representa 68,71% do valor previsto para o ano, que é de R$ 616.507.360,93.
De acordo com os números apresentados, as receitas próprias, que incluem ISS, IPTU, entre outras receitas, somam R$ 138.997.675,07 ao todo. Uma porcentagem de 32,81% sobre a receita total arrecada.
“O município gera mais de 32% de sua receita própria, o que demonstra sua solidez financeira. Com a capacidade de arrecadar tributos localmente, conseguimos reduzir a dependência de repasses do governo federal”, afirma Welligton Souto, secretário de Desenvolvimento Econômico, Planejamento e Cidade.
Da Administração Indireta, o Previlucas arrecadou R$ 51.506.210,87, sendo 79,82% dos R$ 64.529.000,00 previstos, enquanto o Saae fechou o quadrimestre com R$ 27.637.806,85 arrecadados, o que representa 71,34% dos R$ 38.741.323,35 previstos até o final do ano.
As aplicações na Saúde atingiram R$ 82.011.101,07, o que representa 30,83% das receitas de impostos e transferências, quando o mínimo estipulado na meta fiscal é 15%.
Na educação a aplicação é de R$ 75.619.920,39, correspondendo a 28,16% dos recursos de impostos considerados na base de cálculo. O mínimo estipulado até o final do ano para o segmento é de 25%. As despesas realizadas com profissionais da educação básica (FUNDEB) é de 87,68%, sendo o mínimo estipulado por lei de 70%.
A Lei de Responsabilidade Fiscal também determina que os gastos com pessoal não ultrapassem 51,30% e, atualmente, o Executivo de Lucas do Rio Verde está abaixo desse limite, destinando 44,92%% para esse fim.
“Os números mostram que a economia está forte, a cidade cresce e tem oportunidade para todos”, frisou Welligton.
A apresentação completa da prestação de contas do 2º quadrimestre pode ser conferida no site da Prefeitura de Lucas do Rio Verde, disponível em: https://www.lucasdorioverde.mt.gov.br/arquivos/contas/822/audiencia_2_quadr_2024-v3-contabilplan.pdf
Fonte: Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT
Lucas do Rio Verde
Profissionais da rede municipal participam de capacitação sobre psicomotricidade como aliada no desenvolvimento de alunos atípicos
Promover uma educação cada vez mais qualificada e inclusiva para as crianças atípicas é um dos compromissos da gestão municipal de Lucas do Rio Verde. Nesse sentido, a Secretaria de Educação, por meio do Centro de Formação, promoveu, nesta sexta-feira (21), um encontro formativo com professores e coordenadores do Atendimento Educacional Especializado (AEE) da rede municipal de ensino. Realizado em parceria com a FTD Educação e com a academia de psicomotricidade Stimulus, o evento teve como tema o manejo, a mediação e a aprendizagem no AEE.
“Esse movimento é muito importante para as nossas escolas porque, hoje, a demanda de crianças com Transtorno do Espectro Autista é crescente nas unidades escolares, e precisamos ter o entendimento do quanto a psicomotricidade pode nos ajudar no manejo e no direcionamento dessas crianças, especialmente em momentos de crise e desregulação emocional”, destacou a assessora pedagógica da Educação Especial, Cristiane Garcia.
A psicomotricidade é uma ciência que estuda e fomenta a relação entre o corpo, o movimento, a mente e as emoções. Ela integra aspectos motores, cognitivos e afetivos para promover o desenvolvimento global, o bem-estar e a aprendizagem em todas as fases da vida.
“O desenvolvimento da criança se baseia, primeiro, no corpo e na mente. Os dois têm que estar interligados. E, na grande maioria das escolas, não é feita essa ligação, o que acaba atrapalhando o próprio desenvolvimento infantil ao longo dos anos, bem como a socialização”, afirmou o educador físico e psicomotricista Leonardo Martins.
(Foto: Ascom Prefeitura/Anderson Lippi)
“Hoje, estamos orientando esses profissionais a observarem o que a criança já consegue fazer e a pensar sempre num passinho a mais. Porque a própria sociedade, quando olha para as crianças com deficiência, acha que elas não são tão capazes. E elas têm uma capacidade muito grande, mas que está escondida. Então, viemos mostrar a esses professores como pensar estratégias para fazer com que elas evoluam e alcancem o seu potencial”, completou.
Durante a programação também foi abordada a nutrição como aliada ao manejo dos estudantes atípicos. De acordo com a nutricionista Sara Zagata, a alimentação possui uma grande influência no comportamento infantil. O consumo excessivo de alimentos ricos em açúcar, por exemplo, pode contribuir para o aumento da hiperatividade.
“O meu papel como nutricionista é trazer esse olhar para a alimentação, não só para os casos de seletividade alimentar, mas também para a qualidade dos alimentos consumidos. O nosso objetivo aqui é trazer essas informações para os profissionais da educação para que eles possam transmitir para as famílias. E a partir disso, tornar a alimentação mais adequada e, consequentemente, reduzir os comportamentos disruptivos e ter um manejo melhor dessa criança.”, destacou Sara Zagata.
Professora da Escola Érico Veríssimo, Silmara Primon é uma dos 38 profissionais que estavam participando da capacitação. Para ela, muitos dos conhecimentos compartilhados irão auxiliar no seu dia a dia na escola.
(Foto: Ascom Prefeitura/Anderson Lippi)
“A formação está sendo muito proveitosa, especialmente porque está tratando do manejo dentro de sala de aula. Então, estamos aprendendo como adaptar materiais pedagógicos, como chegar na criança, como falar o ‘não’ e o ‘sim’. E também ajudará muito na aplicação da psicomotricidade, no desenvolvimento da lateralidade e na consciência corporal da criança, porque tudo isso impacta na aprendizagem e na autonomia dela, além do manejo em momentos de crises e birras”, relatou.
Mais do que ampliar conhecimentos, a formação reforça que cada criança tem potencial para aprender e se desenvolver. Com estratégias, olhar atento e trabalho conjunto, a Secretaria de Educação busca transformar esse potencial em novas possibilidades de aprendizagem, autonomia e inclusão.
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