POLITÍCA NACIONAL
Comissão de Educação vai avaliar políticas de alfabetização na idade certa e Fundeb
POLITÍCA NACIONAL
Em reunião nesta terça-feira (1º), a Comissão de Educação e Cultura (CE) decidiu avaliar neste ano duas políticas públicas federais voltadas à melhoria do ensino: o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada e o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada foi lançado pelo governo federal em 2023 com o objetivo de garantir que todas as crianças brasileiras estejam alfabetizadas até o final do segundo ano do ensino fundamental. O compromisso busca reforçar ações de colaboração entre União, estados e municípios para o enfrentamento das desigualdades educacionais.
A sugestão para avaliar essa política partiu da senadora Augusta Brito (PT-CE), que citou como exemplo o Ceará. Segundo ela, o estado tem feito avaliações específicas nos anos iniciais da educação básica, o que tem refletido em melhorias e apresentação de resultados satisfatórios.
— Quando a gente começou a avaliar a alfabetização na idade certa, lá no Ceará, a gente notou uma grande diferença na educação como um todo. Especialmente porque não se pode pensar em grandes projetos, em projetos inovadores, se o básico não era bem feito, que era justamente alfabetizar e a criança sair sabendo ler para que pudesse exercer, em todo o seu percurso de educação, o seu desenvolvimento.
A alfabetização na idade certa é um dos pilares fundamentais para a garantia do direito à educação e para a promoção da equidade no sistema educacional brasileiro. O atual Plano Nacional de Educação (PNE) estabelece, por meio da Meta 5, o compromisso de alfabetizar todas as crianças até o final do terceiro ano do ensino fundamental, reforçando a necessidade de políticas públicas eficazes para o cumprimento desse objetivo.
“Nesse sentido, a Política Compromisso Nacional Criança Alfabetizada surge como uma iniciativa estratégica do governo federal para fortalecer as ações voltadas à alfabetização plena nos anos iniciais da educação básica”, argumenta a senadora no requerimento em que propõe a avaliação (REQ 13/2025 – CE).
Fundeb
Já a sugestão para avaliar o Fundeb como política pública partiu da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO). A comissão deve examinar especialmente a sustentabilidade financeira, os critérios de distribuição dos recursos da complementação da União e a regulamentação de fontes adicionais de financiamento da educação.
Ao justificar a escolha em seu requerimento (REQ 8/2025 – CE), a senadora lembra da obrigatoriedade de revisão dos critérios de complementação da União até o final de 2026, conforme o que está previsto no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), incluído pela Emenda Constitucional (EC) 108, de 2020. Ela alega ser urgente e relevante debater “amplamente” sobre o fortalecimento e regulamentação do Fundeb, para assegurar sua sustentabilidade financeira e a melhoria contínua da qualidade e a equidade no acesso à educação básica no país.
— Entre essas fontes, destacam-se os recursos provenientes da exploração de petróleo e gás natural, conforme estabelecido na Lei 12.858, de 2013, bem como a aplicação adequada dos recursos do Fundo Social do Pré-Sal, conforme disposto na Lei 12.351, de 2010, para assegurar maior investimento em educação e em outras políticas públicas essenciais.
A presidente da CE, senadora Teresa Leitão (PT-PE), apoiou a escolha das ações governamentais que serão foco da análise do colegiado.
— Certamente a comissão colherá bons frutos dessas duas políticas tão importantes para a educação nacional — disse Teresa.
Fiscalização do Executivo
A avaliação de políticas públicas federais é uma das atribuições do Senado. A cada ano, as comissões permanentes da Casa definem as ações que serão examinadas. O objetivo é munir o governo federal de informações e dados sobre a efetividade ou não da política avaliada, apresentando às pastas e órgãos competentes possíveis projetos e medidas de melhorias.
Essa é uma das formas pelas quais os senadores exercem a função de fiscalização das atividades do Poder Executivo, conforme previsto no Regimento Interno do Senado.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLITÍCA NACIONAL
CAE vota emendas ao projeto que aumenta o piso salarial de médicos
A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) tem reunião marcada para esta terça-feira (11), às 10h. Há nove itens na pauta de votações. Um deles é o PL 1.365/2022, projeto de lei que aumenta o piso salarial nacional de médicos e cirurgiões-dentistas.
O projeto, de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), eleva esse piso de R$ 3.636 para R$ 13.662 para a jornada de 20 horas semanais. A iniciativa provocou discordâncias quanto ao seu impacto financeiro e à fonte dos recursos.
A matéria já havia sido analisada pela CAE e pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), e estava para ser enviada à Câmara dos Deputados, mas um grupo de senadores, entre os quais Jaques Wagner (PT-BA), apresentou recurso para que o texto seja votado pelo Plenário do Senado antes de ir à Câmara.
Desde então, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), apresentou quatro emendas de Plenário, que devem ser avaliadas agora pela CAE. O senador responsável pela relatoria dessas emendas é Nelsinho Trad (PSD-MS).
Medicamentos para empregados
Outro projeto de lei na pauta da CAE é o PL 3.079/2024, do senador Weverton (PDT-MA), que permite às empresas custear parte dos remédios dos empregados e seus dependentes.
O projeto cria o Programa de Medicamentos do Trabalhador. De acordo com o texto, a empresa que aderir à iniciativa fica autorizada a custear os medicamentos cobertos pelo programa (em regime de coparticipação com seus empregados).
A proposta determina que o programa ofereça medicamentos tanto para os empregados quanto para seus dependentes.
Para incentivar as empresas a participar do programa, o projeto permite que elas deduzam do lucro tributável (para fins de apuração do imposto sobre a renda) o dobro das despesas comprovadamente realizadas no período-base do programa.
A proposta recebeu parecer favorável do senador Nelsinho Trad. Ele sugeriu algumas mudanças no texto, como a recomendação de direcionar 3% das arrecadações com loterias para o custeio do Programa de Medicamentos do Trabalhador.
Simples municipal
Também está na pauta da comissão o projeto de lei que cria o Simples Municipal (PLP 51/2021). De acordo com o autor da proposta, senador Jaques Wagner (PT-BA), trata-se de um regime especial que permite às prefeituras mais pobres pagar uma contribuição previdenciária menor.
Wagner também destaca que, com essa iniciativa, os municípios mais ricos vão pagar uma contribuição maior, o que, segundo ele, pode aumentar o valor total destinado à seguridade social.
A matéria conta com parecer favorável do senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO).
Além disso, estão na pauta da CAE o PL 1.859/2022, projeto de lei que proíbe a pulverização aérea de agrotóxicos nas áreas de seca, e propostas que tratam de pedidos de autorização para crédito externo.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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