Ministério Público MT
Réu multirreincidente é condenado a mais 22 anos de reclusão
Ministério Público MT
O réu Izomauro Alves Andrade foi condenado nesta terça-feira (26) pelo Tribunal do Júri de Cuiabá, pela prática dos crimes de homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e por razões da condição de sexo feminino – feminicídio), além de ocultação de cadáver e concurso material (quando o agente pratica dois ou mais crimes distintos, mediante mais de uma ação). A pena fixada pelo juízo foi de 22 anos e quatro meses de reclusão e 30 dias-multa, em regime inicialmente fechado. Preso desde a fase de instrução processual, o condenado não poderá recorrer em liberdade.
Conforme a sentença, Izomauro Alves Andrade é considerado multirreincidente. “O acusado possui três condenações transitadas em julgado, todas por crimes anteriores a este (roubo, homicídio qualificado e apropriação indébita), o que configura a multirreincidência. Suas penas, somadas, totalizaram 20 anos, seis meses e 20 dias de reclusão. À referida pena será oportunamente acrescida a presente condenação e alcançará o montante de 42 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão”, consta na decisão.
Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso, Izomauro Andrade matou a companheira Lucimar Fernandes Aragão em maio de 2020, no bairro Parque Geórgia, em Cuiabá. Após o crime, ocultou o cadáver. Eles conviviam maritalmente há aproximadamente dois anos, uma relação conflituosa, e o condenado já havia sido preso em flagrante por ter agredido Lucimar. No dia dos fatos, a vítima estava na casa de Izomauro e chegou a ligar para o número 190, mas a chamada não foi completada. “Após essa tentativa de chamada para a polícia, o telefone de Lucimar não registrou mais nenhuma ligação efetuada e, quanto as ligações recebidas, nenhuma foi atendida”, narrou o MPMT.
Familiares da vítima tomaram conhecimento do seu desaparecimento somente três meses depois. A mãe de Lucimar perguntou a Izomauro sobre a filha, ele disse que tinham brigado e que ela havia saído de casa com toda as coisas sem dizer para onde iria. A investigação policial apontou que após o dia de desaparecimento da mulher, não houve tentativa de chamadas do telefone celular do condenado para Lucimar, sendo que as ligações eram quase diárias. “Ou seja, Izomauro, que era companheiro de Lucimar, nem ao menos tentou contato com a vítima após o seu desaparecimento porque sabia que ela estava morta”, consignou o Ministério Público.
Segundo a investigação, o feminicídio foi praticado por motivo torpe, devido a atritos causados pela cobrança por parte da vítima de R$ 40 mil ao condenado.
Fonte: MP MT
Ministério Público MT
Projeto FloreSer retoma atividades na Escola Raimundo Pinheiro
O projeto FloreSer, desenvolvido pelo Núcleo das Promotorias de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar – Espaço Caliandra, iniciou uma nova etapa de rodas de conversa com estudantes da rede pública estadual. A Escola Estadual Raimundo Pinheiro, localizada no bairro Shangri-lá, em Cuiabá, foi incluída na programação e deverá receber atividades com 14 turmas dos 1º e 2º anos do Ensino Médio.A iniciativa, que conta com a parceria da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), promove diálogos com adolescentes sobre violência contra a mulher, prevenção e relacionamentos abusivos, especialmente entre jovens que estão iniciando suas primeiras relações afetivas.Nesta sexta-feira (24), 39 estudantes participaram de uma roda de conversa com a equipe técnica do Espaço Caliandra. A promotora de Justiça Claire Vogel Dutra também esteve presente e alertou os adolescentes sobre a importância de reconhecer, desde o início de um relacionamento, os sinais de violência psicológica e moral.“É importante que, desde o início do relacionamento, saibam identificar os sinais de violência psicológica e moral, que são formas de violência tão ou mais graves do que a física e que, em muitos casos, podem levar ao feminicídio”, alertou.Machismo e influência das redes sociais – Durante o encontro, a promotora de Justiça destacou que a equipe do FloreSer tem identificado, nas atividades realizadas nas escolas, a presença de comportamentos machistas entre adolescentes, além da influência de discursos misóginos disseminados nas redes sociais.“Temos percebido que a atual geração é mais machista do que a anterior. Há estudos que mostram isso, e temos verificado a disseminação de discursos machistas e misóginos nas redes sociais, que exercem uma influência muito grande sobre os nossos jovens, além da dificuldade de lidar com a rejeição”, afirmou.Claire Vogel Dutra ressaltou ainda que comportamentos de controle e posse podem começar a ser reproduzidos ainda na adolescência e, posteriormente, contribuir para a escalada da violência nos relacionamentos.“Grande parte dos feminicídios ocorre porque o agressor não se conforma com o término do relacionamento e enxerga aquela pessoa como uma propriedade, como alguém que não tem vontade própria. Esse comportamento não começa na idade adulta. Ele se inicia muito cedo, dentro de casa, na forma como os pais se relacionam e educam os filhos, e acaba sendo reproduzido”, explicou.A inclusão da Escola Estadual Raimundo Pinheiro nas atividades do FloreSer ocorreu a partir de uma solicitação da Seduc, que identificou a necessidade de ampliar a abordagem sobre a violência de gênero entre os estudantes, especialmente adolescentes com idade entre 15 e 17 anos.A professora de Matemática Letícia Brito de Souza cedeu parte do horário de sua aula para a realização da roda de conversa e acompanhou o diálogo entre os estudantes e a equipe do Espaço Caliandra. Para ela, a abordagem preventiva é fundamental, principalmente porque muitos adolescentes convivem com situações de violência sem saber reconhecer os sinais ou buscar ajuda.“Desde cedo, eles precisam saber identificar situações que podem representar riscos à própria segurança e entender como evitá-las. Muitos deles vivem em contextos de violência dentro de casa e não sabem a quem pedir ajuda ou mesmo reconhecer os sinais”, destacou.A professora também ressaltou a proximidade dos educadores com os estudantes e a importância de criar espaços seguros para o diálogo. “Nós, como professores, convivemos bastante com eles e ouvimos relatos, principalmente das meninas, sobre situações de machismo e violência nos relacionamentos”, frisou.O projeto FloreSer busca contribuir para a prevenção da violência contra a mulher por meio da educação e da conscientização de adolescentes, promovendo reflexões sobre respeito, igualdade, masculinidades e relações saudáveis. A proposta é estimular os jovens a reconhecer comportamentos abusivos e romper, ainda na adolescência, com padrões de violência e de desigualdade de gênero.
Fonte: Ministério Público MT – MT
-
CUIABÁ5 dias atrásPrefeitura cumpre metas fiscais e reduz déficit de liquidez em cerca de R$ 500 milhões
-
CUIABÁ6 dias atrásCuiabá abre 1º Seminário Paralímpico para fortalecer a inclusão e ampliar a capacitação no paradesporto
-
CUIABÁ5 dias atrásCompetição de tiro com arco abre caminho para Bolsa Atleta de Mato Grosso
-
CUIABÁ5 dias atrásTudo pronto para a volta às aulas na rede municipal de Cuiabá nesta terça-feira
-
CUIABÁ6 dias atrásPrefeito destaca combate à violência contra a mulher, apresenta projeto e reforça acesso à Expoagro
-
CUIABÁ3 dias atrásPrefeitura de Cuiabá proíbe publicidade de apostas esportivas em espaços públicos
-
CUIABÁ3 dias atrásCraques da Natureza mobiliza famílias para produção de mil mudas e encerra campanha de arborização em Cuiabá
-
Diamantino5 dias atrásPrefeitura de Diamantino abre inscrições para a Copa Sicredi de Futebol Society com R$ 20 mil em premiação

