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MPMT abre vagas em curso de comunicação não-violenta para professores

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso lançou edital com abertura de vagas para o Curso de Formação em Comunicação Não-Violenta a professores da rede pública de ensino estadual e municipal de Chapada dos Guimarães, Planalto da Serra e Nova Brasilândia. O curso é gratuito e os profissionais da educação terão até sexta-feira (09) para se inscrever (Clique Aqui). Ao todo foram disponibilizadas 120 vagas.

O promotor de Justiça Leandro Volochko explica que o curso será ministrado pelo Instituto Comunicação Não-Violenta Brasil por meio da plataforma Zoom, com carga horária total de 21 horas. “A formação tem por objetivo apresentar aos participantes instrumentos que permitam desenvolver habilidades para a fala e a escuta que auxiliem na melhor e mais rápida identificação das demandas dos estudantes e de toda comunidade escolar. Busca também oferecer os subsídios necessários para melhoria das relações interpessoais dentro do ambiente escolar, com ampliação das ferramentas de trabalho, para que possam exercer suas funções promovendo a cultura de paz”, destacou o promotor de Justiça.

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Segundo ele, das 120 vagas disponibilizadas, 60 serão para o município de Chapada dos Guimarães, 30 para Nova Brasilândia e 30 para Planalto da Serra. As vagas destinadas a cada município serão divididas entre os professores das redes estadual e municipal. “Os profissionais de ensino que possuam vínculo com a rede estadual e municipal poderão optar, no ato da inscrição, por qualquer uma das vagas disponibilizadas”, diz o edital.

Conforme o cronograma, serão três turmas com aulas que ocorrerão uma vez por semana (às quartas, quintas ou sextas-feiras). O curso deve se estender até o dia 09 de novembro. A iniciativa conta com a parceria das secretarias municipais de Educação e da Secretaria de Estado de Educação, por meio da Secretaria Adjunta de Gestão Regional.

O fomento da implementação da mediação escolar como forma de pacificação social de conflitos integra o rol de projetos estratégicos do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Fonte: MP MT

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Projeto FloreSer retoma atividades na Escola Raimundo Pinheiro

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O projeto FloreSer, desenvolvido pelo Núcleo das Promotorias de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar – Espaço Caliandra, iniciou uma nova etapa de rodas de conversa com estudantes da rede pública estadual. A Escola Estadual Raimundo Pinheiro, localizada no bairro Shangri-lá, em Cuiabá, foi incluída na programação e deverá receber atividades com 14 turmas dos 1º e 2º anos do Ensino Médio.A iniciativa, que conta com a parceria da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), promove diálogos com adolescentes sobre violência contra a mulher, prevenção e relacionamentos abusivos, especialmente entre jovens que estão iniciando suas primeiras relações afetivas.Nesta sexta-feira (24), 39 estudantes participaram de uma roda de conversa com a equipe técnica do Espaço Caliandra. A promotora de Justiça Claire Vogel Dutra também esteve presente e alertou os adolescentes sobre a importância de reconhecer, desde o início de um relacionamento, os sinais de violência psicológica e moral.“É importante que, desde o início do relacionamento, saibam identificar os sinais de violência psicológica e moral, que são formas de violência tão ou mais graves do que a física e que, em muitos casos, podem levar ao feminicídio”, alertou.Machismo e influência das redes sociais – Durante o encontro, a promotora de Justiça destacou que a equipe do FloreSer tem identificado, nas atividades realizadas nas escolas, a presença de comportamentos machistas entre adolescentes, além da influência de discursos misóginos disseminados nas redes sociais.“Temos percebido que a atual geração é mais machista do que a anterior. Há estudos que mostram isso, e temos verificado a disseminação de discursos machistas e misóginos nas redes sociais, que exercem uma influência muito grande sobre os nossos jovens, além da dificuldade de lidar com a rejeição”, afirmou.Claire Vogel Dutra ressaltou ainda que comportamentos de controle e posse podem começar a ser reproduzidos ainda na adolescência e, posteriormente, contribuir para a escalada da violência nos relacionamentos.“Grande parte dos feminicídios ocorre porque o agressor não se conforma com o término do relacionamento e enxerga aquela pessoa como uma propriedade, como alguém que não tem vontade própria. Esse comportamento não começa na idade adulta. Ele se inicia muito cedo, dentro de casa, na forma como os pais se relacionam e educam os filhos, e acaba sendo reproduzido”, explicou.A inclusão da Escola Estadual Raimundo Pinheiro nas atividades do FloreSer ocorreu a partir de uma solicitação da Seduc, que identificou a necessidade de ampliar a abordagem sobre a violência de gênero entre os estudantes, especialmente adolescentes com idade entre 15 e 17 anos.A professora de Matemática Letícia Brito de Souza cedeu parte do horário de sua aula para a realização da roda de conversa e acompanhou o diálogo entre os estudantes e a equipe do Espaço Caliandra. Para ela, a abordagem preventiva é fundamental, principalmente porque muitos adolescentes convivem com situações de violência sem saber reconhecer os sinais ou buscar ajuda.“Desde cedo, eles precisam saber identificar situações que podem representar riscos à própria segurança e entender como evitá-las. Muitos deles vivem em contextos de violência dentro de casa e não sabem a quem pedir ajuda ou mesmo reconhecer os sinais”, destacou.A professora também ressaltou a proximidade dos educadores com os estudantes e a importância de criar espaços seguros para o diálogo. “Nós, como professores, convivemos bastante com eles e ouvimos relatos, principalmente das meninas, sobre situações de machismo e violência nos relacionamentos”, frisou.O projeto FloreSer busca contribuir para a prevenção da violência contra a mulher por meio da educação e da conscientização de adolescentes, promovendo reflexões sobre respeito, igualdade, masculinidades e relações saudáveis. A proposta é estimular os jovens a reconhecer comportamentos abusivos e romper, ainda na adolescência, com padrões de violência e de desigualdade de gênero.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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