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Sinop transforma sua infraestrutura e consolida uma cidade preparada para o futuro
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Quem conheceu os primeiros anos da cidade guarda na memória as dificuldades enfrentadas durante o período chuvoso. A antiga Avenida dos Mognos, assim como diversas outras vias, era marcada pela lama e pelos atoleiros, tornando os deslocamentos lentos e desafiadores. Hoje, a paisagem é outra. Grandes corredores urbanos, como as avenidas dos Tarumãs, Bruno Martini e André Maggi, passaram a integrar uma malha viária planejada, oferecendo mais fluidez ao trânsito, segurança e conectividade entre diferentes regiões do município.
O secretário de Governo e Planejamento Estratégico, Klayton Gonçalves, explica que esse avanço é resultado de um planejamento urbano contínuo, que acompanha o ritmo de crescimento da cidade. “Sinop nasceu planejada, mas foi a organização ao longo dos anos que consolidou esse desenvolvimento. O Plano Diretor estabelece diretrizes para o crescimento urbano, orientando novos loteamentos, a mobilidade e a expansão da cidade. Hoje temos avenidas largas, planejamento viário, novos semáforos, crescimento vertical e investimentos que preparam Sinop para as próximas décadas”, destacou.
Segundo ele, obras estruturantes, como a duplicação da Avenida André Maggi e sua futura ligação com a BR-163, representam uma visão de longo prazo para a mobilidade urbana. “A Avenida André Maggi passa a desempenhar um papel estratégico ao permitir uma conexão com a BR-163, formando um importante eixo de circulação. Além disso, novas ligações viárias aproximam bairros, reduzem distâncias e valorizam regiões inteiras da cidade. São intervenções pensadas para melhorar a vida das pessoas e preparar Sinop para continuar crescendo”, explicou.
Memórias de quem viu a cidade nascer
Morador pioneiro, Joaquim Menezes chegou a Sinop ainda na década de 1970 e acompanhou de perto os desafios enfrentados pelos primeiros moradores. “Na época era muita poeira durante a seca e muita lama quando começavam as chuvas. Para atravessar uma rua, muitas vezes era preciso passar por tábuas improvisadas. As viagens eram longas, os caminhões atolavam e a infraestrutura era muito limitada. Quem vive em Sinop hoje nem imagina como era naquela época”, relembra.
Apesar das dificuldades, Joaquim afirma que sente orgulho ao ver a cidade que ajudou a construir. “Hoje nós temos avenidas planejadas, bem sinalizadas, semáforos, melhor mobilidade e uma cidade muito organizada. É gratificante olhar para trás e perceber tudo o que Sinop conquistou. A realidade mudou completamente.”
Uma cidade que continua atraindo pessoas
A infraestrutura também é um dos fatores que chamam a atenção de quem escolhe Sinop para viver. Natural de Porto Alegre (RS), a profissional da área da educação Andressa Gomes chegou ao município em 2019 para assumir uma oportunidade de trabalho e encontrou uma cidade em constante desenvolvimento.
“Fui surpreendida pela receptividade das pessoas e pelo crescimento da cidade. Ao longo dos anos acompanhei a expansão de Sinop e percebo que esse desenvolvimento vem acompanhado de mais qualidade de vida. As avenidas, os parques, as áreas verdes e os espaços para atividades físicas mostram uma cidade planejada para cuidar das pessoas”, destacou.
Segundo ela, a organização urbana foi um dos fatores que contribuíram para sua decisão de permanecer no município. “Hoje gosto muito de morar em Sinop. A cidade oferece estrutura, oportunidades e qualidade de vida. É um lugar que transmite segurança para quem deseja construir uma vida e uma carreira.”
Infraestrutura que impulsiona o desenvolvimento
Nos últimos anos, a Prefeitura de Sinop vem ampliando os investimentos em mobilidade urbana, com novas avenidas, duplicações, pavimentação, implantação de semáforos, ciclovias, pistas de caminhada e melhorias na sinalização viária. As intervenções acompanham o crescimento da população, fortalecem a integração entre bairros e impulsionam o desenvolvimento econômico do município.
Ao celebrar seus 52 anos, Sinop reafirma a vocação de cidade planejada, olhando para o futuro sem esquecer da própria história. Das antigas ruas de terra às modernas avenidas estruturantes, a evolução da infraestrutura reflete o trabalho desenvolvido ao longo das décadas para transformar desafios em oportunidades e oferecer cada vez mais qualidade de vida à população.
Fonte: Prefeitura de Sinop – MT
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Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos
A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).
O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.
Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.
No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.
A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.
Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.
Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.
Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.
A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.
Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.
O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.
Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.
Serviço
VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)
Fonte: Pensar Agro
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