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Março Lilás: Saúde reforça importância da prevenção do câncer de colo do útero

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Estamos no Março Lilás, mês dedicado à conscientização sobre a saúde da mulher, e a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Sinop aproveita para enfatizar sobre a importância da coleta de preventivo e da vacinação contra o HPV, como medidas fundamentais na prevenção do câncer do colo de útero.

A SMS reforça que a coleta de preventivo é realizada durante todo o ano nas Unidades Básicas de Saúde, de segunda a sexta-feira, das 7h às 11h e das 13h às 17h. Além disso, no dia 27 de março, última quarta-feira do mês, será realizado o dia “D”, onde todas as unidades (exceto Glebas, Camping e América) estarão com horário de atendimento estendido, das 18h às 22h, oferecendo diversos serviços, como coleta de preventivo, avaliação de mamas, solicitação de mamografia, realização de testes rápidos e consultas de planejamento familiar. Ressaltamos que as consultas médicas e odontológicas devem ser agendadas previamente.

A vacina contra o HPV, distribuída pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é a principal forma de prevenção contra o câncer do colo de útero. O imunizante, do tipo quadrivalente, protege contra quatro tipos de HPV (6, 11, 16 e 18), prevenindo também contra verrugas genitais. Está disponível para meninas e meninos de 9 a 14 anos, sendo necessário tomar duas doses para completar a proteção, com um intervalo de seis meses entre elas. Em 2023, foram aplicadas 6.110 doses do imunizante HPV. Em 2024, de janeiro até o momento já foram 1.298 doses aplicadas.

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As salas de vacinação das UBS’s funcionam de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h e das 13h às 16h30, enquanto nos Centros Integrados de Atendimento (CIA’s) o horário de atendimento é das 6h30 às 17h30, sem intervalo. A SMS também realiza ações de vacinação aos sábados, das 7h30 às 16h30, nas UBS’s dos bairros Maria Vindilina II, Primaveras, Sebastião de Matos, São Francisco e Boa Esperança, juntamente com os CIA’s Jacarandás e André Maggi.

Fonte: Prefeitura de Sinop – MT

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Alta do petróleo e avanço dos biocombustíveis elevam preços internacionais dos alimentos

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A nova alta dos preços internacionais dos alimentos acendeu um alerta, e também abriu oportunidades, para o agronegócio brasileiro. Relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) mostra que os alimentos voltaram a subir em abril, puxados principalmente pelos óleos vegetais, em um movimento diretamente ligado à tensão no Oriente Médio, ao petróleo mais caro e ao avanço global dos biocombustíveis.

O Índice de Preços de Alimentos da FAO subiu 1,6% em abril e atingiu o maior nível desde fevereiro de 2023. Para o produtor brasileiro, porém, o dado mais importante está no comportamento do óleo de soja e das commodities ligadas à energia.

Com o aumento das tensões envolvendo o Irã e os riscos sobre o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, o mercado internacional passou a precificar possível alta nos combustíveis fósseis. Na prática, petróleo mais caro torna o biodiesel mais competitivo e aumenta a demanda por matérias-primas agrícolas usadas na produção de energia renovável.

É justamente aí que o Brasil ganha relevância. Maior produtor e exportador mundial de soja, o país também ampliou nos últimos anos sua indústria de biodiesel. Com a mistura obrigatória de biodiesel no diesel em níveis mais elevados, cresce a demanda interna por óleo de soja, fortalecendo toda a cadeia produtiva.

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O efeito tende a chegar dentro da porteira. Preços internacionais mais firmes para óleo vegetal ajudam a sustentar as cotações da soja, melhoram margens da indústria e podem aumentar a demanda pelo grão brasileiro nos próximos meses.

Além disso, o cenário fortalece a estratégia de agregação de valor do agro nacional. Em vez de depender apenas da exportação do grão bruto, o Brasil amplia espaço na produção de farelo, óleo e biocombustíveis, segmentos mais ligados à industrialização e geração de renda.

Os cereais também registraram leve alta internacional em abril. Segundo a FAO, preocupações climáticas e custos elevados de fertilizantes continuam influenciando o mercado global de trigo e milho.

Mesmo assim, os estoques mundiais seguem relativamente confortáveis, reduzindo o risco de uma disparada mais intensa nos preços dos grãos neste momento. Outro ponto que interessa diretamente ao produtor brasileiro está na carne bovina. O índice internacional das proteínas animais bateu recorde em abril, impulsionado principalmente pela menor oferta de bovinos prontos para abate no Brasil.

Isso ajuda a sustentar os preços internacionais da proteína brasileira e reforça a competitividade do país em um momento de demanda firme no mercado externo. Na direção oposta, o açúcar caiu quase 5% no mercado internacional diante da expectativa de aumento da oferta global, especialmente por causa da perspectiva de produção elevada no Brasil.

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A FAO também revisou para cima sua projeção para a safra mundial de cereais em 2025, estimada agora em 3,04 bilhões de toneladas — novo recorde histórico. O cenário mostra que o mercado global de alimentos continua abastecido, mas cada vez mais conectado ao comportamento da energia, da geopolítica e dos biocombustíveis. Para o agro brasileiro, isso significa que petróleo, conflitos internacionais e política energética passaram a influenciar diretamente o preço da soja, do milho, da carne e até a rentabilidade dentro da fazenda.

Fonte: Pensar Agro

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