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Dia da Árvore: cerca de 560 pessoas participam de programação especial no Parque Florestal de Sinop
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O evento reuniu atividades de educação ambiental, trilhas ecológicas, plantio de árvores, pilates adaptado, ações recreativas, distribuição e sorteio de brindes, além de atividades voltadas ao contato com a natureza. A proposta foi reunir públicos de diferentes idades e apresentar informações sobre a importância da conservação das áreas verdes e da biodiversidade.
A secretária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Rúbia Naves, destacou a importância do Parque Florestal para Sinop e a relação da programação com a preservação ambiental. “Hoje é um dia muito especial porque estamos comemorando o Dia da Árvore no Parque Florestal, que é um cartão-postal de Sinop. Somos a 14ª cidade mais arborizada do Brasil e a 1ª cidade mais arborizada de Mato Grosso e a ideia deste momento é mostrar para a população que vale a pena plantar árvore e que vale a pena preservar para que a gente possa conviver num ambiente arborizado e gostoso como este, onde as famílias vêm contemplar e passear. Estamos com todos os nossos parceiros do Meio Ambiente Itinerante, como Marinha, Bombeiros, Inpasa, Sinop Energia e muitos outros, para comemorarmos juntos esse momento”, afirmou.
A programação permitiu que crianças e famílias tivessem contato com o espaço de preservação. Davi Pires, de 9 anos, contou o que mais gosta no parque e destacou as atividades que costuma realizar no local. “Gosto muito do parque. Eu gosto dos brinquedos e também de tudo que tem aqui. Eu também gosto de ver o rio e de fazer caminhada na floresta”, disse.
Heloisa Cuchi, de 9 anos, também participou das atividades e destacou a trilha ecológica e a importância dos cuidados com a natureza. “Eu gostei de vir, foi muito legal. Nós brincamos um monte já. Participei da trilha, achei legal, só um pouquinho pequena. Eu já tinha vindo aqui no parque e gosto de vir brincar e ver os bichos. Nós temos que cuidar bastante e não queimar as árvores. Cuidar também sobre muitas coisas e sobre os animais. Quando queima alguma coisa, os animais podem ficar muito mal”, afirmou.
Para Júlia Ribeiro, a atividade também teve um significado especial pela oportunidade de levar o filho Noah, que é autista, para um contato mais próximo com a natureza. “Eu vim com o meu filho que é autista e eu estou achando legal. Ele nunca teve contato com a natureza, para ele está sendo a primeira vez, e está sendo uma experiência legal com os animais. Está sendo um dia bem tranquilo e interessante”, relatou.
Meio Ambiente Itinerante
O projeto Meio Ambiente Itinerante é idealizado pela Prefeitura de Sinop e conta com a participação da Inpasa, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Diretoria Regional de Educação (DRE) de Sinop, EcoSupply, Sanorte, Unifasipe, Águas de Sinop, Sinop Energia, Polícia Militar, Grupo Canãa Norte, Reciclamos, Marinha do Brasil, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Ambiental, Via Brasil, Pacaembu Construtora, Disk Entulho J.testa e Grupo Energisa.
O especialista em Sustentabilidade da Inpasa, Amarildo Canali, ressaltou a importância da união entre instituições públicas e privadas para a realização da programação. “Para nós da Inpasa é muito importante reunirmos todos os parceiros do projeto do Meio Ambiente para celebrar esse dia tão importante. 21 de setembro, Dia da Árvore, é uma data que deve ser celebrada e lembrada e nada melhor do que reunirmos todos esses parceiros aqui. Preservar agora é garantir o futuro para amanhã, não só para nós, mas para nossas crianças, para todo o contexto global em si. Sinop é referência na questão de arborização, nada mais justo que estarmos aqui no Parque Florestal, que representa tanto para o município e também para a região”, explicou.
A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) participou da programação com estudantes e atividades voltadas ao conhecimento da biodiversidade do Parque Florestal. A professora Larissa Cavalheiro explicou que o público teve acesso a trilhas e materiais sobre espécies da fauna e da flora. “A UFMT está participando com os alunos nas trilhas. Fizemos trilhas de caminhada para explicar um pouquinho da biodiversidade do parque. A UFMT também trouxe os estandes com os animais empalhados e material vegetal, com plantinhas diferentes e diversos frutos. Trouxemos a nossa coleção de cobras para despertar um pouco mais de curiosidade. Nada melhor que trazer a nossa biodiversidade para a contemplação e mostrar explicando os cuidados com o meio ambiente”, afirmou.
A Águas de Sinop também participou da programação. A analista social da empresa, Anna Júlia Marchi, destacou a continuidade da parceria no projeto. “Nós da Águas de Sinop estamos presentes nesta edição especial do Meio Ambiente Itinerante em comemoração ao Dia da Árvore. É um projeto muito importante que vem ocorrendo durante o ano e nós estamos desde o início do projeto em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente trazendo isso que é de extrema importância: educação ambiental tanto para as crianças quanto para os adultos”, disse.
Parque Florestal
Com mais de 100 hectares de mata nativa preservada, o Parque Natural Municipal Florestal é um dos principais espaços de conservação da biodiversidade de Sinop. O parque abriga espécies de plantas, aves e mamíferos. A secretária Rúbia Naves reforçou o convite para que a população visite o Parque Florestal e aproveite o espaço para lazer, contato com a natureza e convivência familiar. “O Parque Florestal está aberto às sextas, sábados e domingos para visitação, das 8h às 17h. E temos uma novidade muito boa: vamos entregar para a população a inauguração da calçada do parque. Uma calçada onde as pessoas vão poder caminhar e passar o final de tarde com a família. Convidamos todos para visitar o Parque Florestal. Venham contemplar a natureza! É muito importante termos espaço como este dentro do nosso município. As pessoas que às vezes não conhecem o que é uma unidade de conservação ficam encantadas em poder contemplar na área central da nossa cidade um local assim tão bonito como o Parque Florestal de Sinop”, afirmou.
O Parque Florestal funciona para visitação pública de sexta-feira a domingo, das 8h às 17h, sem interrupção para almoço, com entrada gratuita. Às segundas-feiras, o espaço permanece fechado para limpeza e manutenção. Às terças, quartas e quintas-feiras, o local recebe visitas agendadas de escolas, grupos turísticos e pesquisadores. Os agendamentos podem ser feitos pelo WhatsApp (66) 99651-2891.
Fonte: Prefeitura de Sinop – MT
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Primavera chega terça com previsão de safra recorde mesmo sob ameaça de el niño histórico
A primavera começa na noite de terça-feira (22.09) com o plantio da soja 2026/27 já em andamento em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná. A nova estação encontra o campo sob condições bastante diferentes: enquanto áreas do Sul enfrentam chuva frequente e risco de temporais, parte do Centro-Oeste ainda aguarda umidade suficiente no solo para ampliar a semeadura com segurança.
Nos próximos dias, uma frente fria deve manter o tempo instável no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná, com possibilidade de chuva volumosa, rajadas de vento e granizo. A instabilidade também poderá alcançar Mato Grosso do Sul. Em Mato Grosso, Goiás e no interior do Nordeste, a tendência ainda é de calor, baixa umidade e precipitações mais irregulares.
Para o produtor, a principal preocupação não é apenas saber se vai chover, mas se haverá água suficiente no perfil do solo para sustentar a germinação e o desenvolvimento inicial das plantas. Pancadas isoladas podem molhar apenas a superfície e estimular uma semeadura prematura, seguida por vários dias de calor e tempo seco.
O plantio da safra 2026/27 começa sob um dos cenários climáticos mais contrastantes dos últimos anos. Prognóstico divulgado nesta sexta-feira (18) pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indica chuva abaixo da média no Centro-Norte do país e excesso de precipitação no Sul durante a primavera. O El Niño deverá exercer forte influência, mas não será o único fenômeno capaz de determinar onde, quando e com qual intensidade vai chover.
A primavera começa às 21h05 de terça-feira (22), quando a semeadura da soja já estará em andamento em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 366,6 milhões de toneladas de grãos em 2026/27, crescimento de 1,3% sobre o ciclo anterior. O resultado dependerá, em grande medida, da distribuição das chuvas durante a implantação das lavouras.
O prognóstico oficial para outubro, novembro e dezembro aponta déficit de precipitação no centro-norte de Mato Grosso e no norte de Goiás. No sentido oposto, Mato Grosso do Sul, sul de Goiás e sul de Mato Grosso apresentam condições favoráveis à ocorrência de chuva acima da média. As temperaturas devem permanecer elevadas em praticamente todo o Centro-Oeste, com desvios de até 2 graus Celsius no norte mato-grossense.
Essa diferença dentro de uma mesma região exige decisões localizadas. No norte de Mato Grosso e de Goiás, o risco é iniciar o plantio depois de uma chuva isolada e enfrentar calor intenso ou interrupção das precipitações durante a germinação. Em Mato Grosso do Sul e nas áreas mais ao sul de Goiás e Mato Grosso, a maior disponibilidade de água pode favorecer a soja, embora volumes elevados reduzam os períodos disponíveis para a entrada das máquinas.
O Inmet e o Inpe recomendam o acompanhamento das previsões de curto prazo e da umidade armazenada no solo antes da semeadura. A precaução procura evitar falhas de emergência, formação irregular do estande e necessidade de replantio. A decisão também interfere na janela do milho e do algodão cultivados após a soja.
A estimativa preliminar da Conab aponta 49,3 milhões de hectares de soja, aumento de 1,4%, o menor crescimento percentual da área em duas décadas. A produção pode alcançar 181,6 milhões de toneladas, avanço de 0,7%. Para o milho, considerando as três safras, a projeção chega a 148 milhões de toneladas, alta de 2,8%.
O potencial produtivo existe, mas a margem para erros no calendário é menor. Se o plantio da soja atrasar no Centro-Oeste, parte do milho segunda safra poderá ser semeada fora da janela de menor risco climático. Se a implantação for antecipada sem água suficiente no solo, aumentam as despesas com sementes, combustível, mão de obra e operações de replantio.
No Sul, o problema tende a ser o excesso. O prognóstico aponta chuva acima da média nos três Estados, com acumulados que podem superar o padrão histórico do trimestre em até 200 milímetros no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. A condição favorece a disponibilidade de água para as culturas de verão e a recuperação das pastagens, mas pode limitar a entrada de máquinas e prejudicar a uniformidade da semeadura.
No arroz irrigado, o alerta é maior em áreas com drenagem deficiente. A combinação de solos saturados e precipitações frequentes pode comprometer a emergência e o estabelecimento inicial das plantas. Soja e milho também ficam expostos à compactação do solo, erosão, lixiviação de nutrientes e redução dos intervalos disponíveis para aplicações e outros manejos.
A Região Sudeste apresenta um quadro dividido. São Paulo, Rio de Janeiro e centro-sul de Minas Gerais podem registrar chuva acima da média, com desvios de até 100 milímetros no trimestre. As condições tendem a favorecer a implantação de soja e milho e a recomposição da umidade nos cafezais e pomares.
No norte e noroeste de Minas Gerais e no Espírito Santo, a irregularidade das chuvas, combinada às temperaturas mais altas, eleva o risco para lavouras de sequeiro. O prognóstico recomenda monitoramento diário nas áreas produtoras de soja dessas regiões. Para o café, chuvas bem distribuídas podem favorecer a florada e o pegamento; precipitações isoladas seguidas por novos períodos secos, porém, podem provocar florações desuniformes.
O cenário é mais restritivo no Norte e no Nordeste. A previsão oficial indica déficit de chuva em praticamente toda a Região Norte, com acumulados de até 200 milímetros abaixo da média em áreas de Roraima, Amazonas e Pará. No Nordeste, também predominam volumes inferiores ao padrão histórico, acompanhados por temperaturas que podem superar a média em cerca de 2 graus.
No Matopiba, formado por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a irregularidade das chuvas pode atrasar a semeadura e elevar a demanda de água durante a emergência e o desenvolvimento inicial. Nas propriedades irrigadas, temperaturas maiores aumentam o consumo hídrico. Nas áreas de sequeiro, o risco está na grande diferença de volumes entre localidades próximas e até dentro de uma mesma fazenda.
A preocupação com o El Niño tem base concreta. Segundo a nota técnica conjunta do Inmet e do Inpe, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) calcula em 98% a probabilidade de o fenômeno alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. A projeção considera a possibilidade de a temperatura na região de referência do Pacífico ficar pelo menos 2 graus acima do normal.
A própria avaliação oficial, contudo, adverte que um El Niño mais intenso não produz automaticamente perdas mais graves. O efeito regional depende da interação entre oceano e atmosfera e da atuação de outros sistemas climáticos.
Entre esses fatores estão o Dipolo do Oceano Índico (IOD), o Modo Anular Sul (SAM), também chamado de Oscilação Antártica, e a Oscilação Decadal do Pacífico (PDO). Essas oscilações podem reforçar, deslocar ou reduzir os padrões normalmente associados ao El Niño. A condição do Atlântico também influencia a entrada de umidade no continente e a distribuição das precipitações no Brasil.
Na prática, isso significa que a classificação de “El Niño muito forte” não basta para orientar o plantio de uma propriedade. O produtor precisa acompanhar o comportamento regional das chuvas, o armazenamento de água no solo, a previsão para os dias seguintes e o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc).
O escalonamento da semeadura, a utilização de cultivares com ciclos diferentes, a revisão da drenagem e a regulagem das máquinas ajudam a reduzir a exposição. No Centro-Norte, o cuidado é não confundir uma pancada isolada com o estabelecimento definitivo do período chuvoso. No Sul, a prioridade é aproveitar os intervalos de tempo firme sem entrar em áreas excessivamente úmidas.
A nova temporada começa com perspectiva de outra colheita recorde, mas o volume final não será definido apenas pela força do El Niño. A combinação entre Pacífico, Atlântico, Oceano Índico e circulação atmosférica deverá produzir riscos diferentes entre regiões e até dentro de um mesmo Estado. Mais do que seguir um único indicador, o produtor terá de ajustar o calendário ao que efetivamente ocorrer em sua área.
Fonte: Pensar Agro
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