VÁRZEA GRANDE
Várzea Grande vai receber R$ 1,7 milhão para implantação do Centro de Parto Natural
VÁRZEA GRANDE
Casa de Parto é uma conquista da atual gestão e uma iniciativa planejada pela prefeita e pela secretária de saúde
Várzea Grande teve aprovação de recursos no valor de R$ 1,7 milhão para investimentos visando a implantação e funcionamento do Centro de Parto Normal Peri-Hospitalar, com cinco quartos PPP (Pré-parto, parto e pós-parto).
A deliberação foi anunciada nesta quinta-feira (06), durante a primeira Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Bipartite do Estado de Mato Grosso (CIB-MT). O evento foi realizado no Hotel Fazenda Mato Grosso e contou com a participação de 142 secretários de saúde, além de servidores da pasta. A secretária de Saúde de Várzea Grande, Deisi Bocalon, participou.
A prefeita Flávia Moretti (PL) comemorou a notícia e disse que o Município já tem a casa para implantar a Casa de Parto, como é chamada, e que esse projeto foi prioridade da nova gestão. “Como sempre faço questão de dizer, mesmo com todas as adversidades, dívidas, estamos conseguindo não apenas manter serviços à população, mas ampliar a rede de oferta, como estamos fazendo com a extensão do funcionamento de quatro unidades de saúde, a realização dos ultrassons morfológicos e agora a Casa de Parto. Temos dificuldades? Temos. No entanto, há muitas conquistas em pouco mais de um mês de gestão”.
Durante o encontro o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, apresentou ementas (processos), enviadas pelas secretarias de saúde de várias cidades do Estado para aprovação ou revisão.
“Essa é uma ação muito importante que o município de Várzea Grande, através da orientação da prefeita Flávia Moretti e do vice-prefeito Tião da Zaeli, para que a gente melhorasse a Rede Materno-Infantil. E com isso, nós estamos trabalhando para que tenhamos a primeira casa de parto natural, exclusivamente, aqui em Várzea Grande”, destacou a secretária.
Deisi Bocalon completou que Várzea Grande já tem a casa pronta e que esses recursos, R$ 1,7 milhão, será para a realização de investimentos, tanto em equipamentos, quanto em melhorias estruturais. “Esse aporte financeiro, nesse primeiro momento, será destinado à aquisição de equipamentos e materiais necessários para melhoria da ambiência e dos cuidados pré-partos, bem como, para a adaptação estrutural da casa para cumprimento da portaria da rede Allyne, visando habilitação do serviço junto ao Ministério da Saúde.
As gestantes acompanhadas em seu pré-natal, na rede de Atenção Primária de saúde do nosso município, serão convidadas a conhecer o espaço e o serviço para que criem vínculos e o desejo de fazerem parte desse espaço, e um momento tão importante, como o parto, para ele seja cheio de alegria”, completou a secretária.
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
Galeria de Fotos (2 fotos)
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