VÁRZEA GRANDE
Várzea Grande segura, limpa e iluminada: Balanço contabiliza mais de 90 bairros atendidos e avanços na mobilidade
VÁRZEA GRANDE
Secretaria de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana destaca limpeza recorde, melhorias no trânsito, iluminação pública e fiscalização reforçada em todas as regiões da cidade
A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, divulgou o balanço das ações realizadas no primeiro semestre de 2025. O relatório mostra avanços significativos na zeladoria urbana e mobilidade, reforçando o compromisso da gestão com a qualidade de vida da população.
De janeiro a junho deste ano, mais de 90 bairros foram atendidos, contemplando todas as regiões da cidade: norte, sul, leste, oeste e central. Entre eles, bairros como Jardim Glória, Jardim dos Estados, Costa Verde, Vitória Régia, Grande Cristo Rei, Ponte Nova, Marajoara e muitos outros receberam serviços essenciais de limpeza, capinação, iluminação, sinalização e fiscalização.
Ao todo, a Secretaria registrou 538 solicitações formais, das quais 355 já foram concluídas (66%). Outras 183 ações (34%) seguem em andamento, a maioria delas envolvendo obras de maior porte, como instalação de pontos de ônibus, faixas elevadas e reforma de praças.
Uma das áreas de maior destaque no semestre foram os investimentos em mobilidade e segurança no trânsito. Foram realizadas pinturas de faixas de pedestres e instalação de placas em mais de 40 escolas e nas 24 principais avenidas da cidade. Além disso, a frota de fiscalização foi reforçada com a aquisição de duas novas viaturas padrão nacional e a inauguração de uma nova sala de controle de trânsito para monitoramento e orientação.
Outras ações relevantes incluíram o cadastramento e recadastramento de mais de 8 mil estudantes para o passe livre, além da vistoria e regularização de 84 táxis e 45 vans escolares, garantindo a legalidade e segurança no transporte coletivo.
ZELADORIA – Os números do setor de limpeza urbana impressionam. No primeiro semestre, a coleta domiciliar alcançou 36.180 toneladas de resíduos sólidos, garantindo a limpeza de 100% dos logradouros públicos. Além disso, foram removidas 5.680 toneladas de lixo e entulho dos chamados bolsões de lixo espalhados pelos bairros.
A iluminação pública também recebeu atenção especial: 3.809 pontos de luz foram reparados, mantidos ou tiveram lâmpadas substituídas, melhorando a segurança e a qualidade de vida em 90 localidades da cidade.
PLANEJAMENTO – Outro avanço importante foi a implantação de cronogramas fixos: trimestral para a limpeza das 24 avenidas mais movimentadas, incluindo rotas turísticas, e mensal para os 13 cemitérios públicos, que estão passando por recuperação dos muros e portões, começando pelo Costa Verde.
O setor de fiscalização de postura intensificou as ações e registrou mais de 1.100 atendimentos, entre denúncias, autorizações e alvarás para publicidade e eventos, reafirmando o ordenamento urbano como prioridade da gestão.
A prefeita Flávia Moretti (PL) destacou que os números refletem o esforço coletivo para transformar a cidade em um lugar cada vez mais limpo, organizado e seguro para todos. “Estamos mostrando que Várzea Grande tem gestão. Essa é uma cidade que cuida do seu povo e cuida da sua imagem. Cada tonelada de lixo removida, cada lâmpada trocada, cada escola sinalizada significa respeito ao cidadão, ao retorno dos tributos pagos e às futuras gerações”, afirmou a prefeita.
O secretário de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, Lucas Ribeiro Ductievicz, reforçou que os resultados são fruto de planejamento e dedicação das equipes. “Essa é apenas a metade do trabalho que planejamos para 2025. Temos metas claras para os próximos meses e seguimos atentos às demandas da população, buscando sempre melhorar os serviços prestados. Estamos recuperando a autoestima da cidade”, disse o secretário.
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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