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Várzea Grande se mobiliza para ampliar cobertura vacinal de grupo prioritário

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O movimento foi intenso nas unidades de saúde de Várzea Grande, durante o ‘Dia D’ de vacinação contra a influenza. Famílias inteiras aproveitaram o último sábado (25) para colocar a caderneta em dia, proteger quem mais precisa e reforçar a importância de um gesto simples que salva vidas: vacinar.

Para garantir o atendimento em todas as regiões, o Município realizou a distribuição de 24.990 mil doses de vacinas entre as unidades de saúde, assegurando estoque e organização para a grande procura registrada ao longo do dia.

Foram aplicadas 3.137 doses de vacinas nas 25 unidades de saúde do município. Entre os destaques, as unidades dos bairros Água Limpa (279 doses), Manaíra (249), Nossa Senhora da Guia (201), São Matheus (200) e Ouro Verde (198) registraram os maiores volumes de atendimento.

Outras unidades também tiveram participação significativa, como Jardim Glória (133), Imperial (130), 24 de Dezembro (142), Cohab Cristo Rei (146) e Água Vermelha (154), demonstrando o engajamento da população em diferentes regiões da cidade.

O dia de mobilização, o ‘Dia D’ foi destinado aos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, entre eles: crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos com 60 anos ou mais, gestantes e puérperas, trabalhadores da saúde, professores, povos indígenas, quilombolas, pessoas com comorbidades ou deficiência permanente, profissionais das forças de segurança e salvamento, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo, portuários e pessoas em situação de rua.

E quem ajudou a transformar o ambiente em algo ainda mais acolhedor foi a presença do Zé Gotinha. O personagem símbolo da vacinação circulou pelas unidades, interagiu com as crianças, tirou fotos e ajudou a tornar o momento mais leve, diminuindo o medo dos pequenos e incentivando a imunização de forma lúdica.

A dona de casa Taiana Cristina chegou à unidade acompanhada dos três filhos, de 3, 5 e 10 anos. Entre uma conversa e outra para acalmar os pequenos, ela resumiu o sentimento de muitos pais que passaram pelas salas de vacina ao longo da manhã. Para ela, ações aos finais de semana fazem toda a diferença na rotina de quem não consegue ir durante a semana. “É muito importante, excelente mesmo. A gente aproveita o sábado e já resolve tudo de uma vez, até porque as enfermeiras estão fazendo também, a atualização das cadernetas. Então, se alguma dose passou batida, temos a chance de deixar tudo certinho”, contou.

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O cuidado com a vacinação também atravessa gerações. Maria do Carmo, que já trabalhou com imunização, não abre mão desse compromisso. Ela levou a mãe, Alaide Pedroso, de 75 anos, para receber a dose contra a influenza. Mesmo com deficiência auditiva, a idosa mantém o acompanhamento anual, sempre incentivada pela filha. “Todo ano eu trago ela. A vacina é essencial, ainda mais para idosos”, destacou.

REFORÇO – Na unidade do bairro Manaíra, o atendimento ganhou um reforço especial. Acadêmicos do 5º semestre de Enfermagem do Univag participaram da ação, sob supervisão da professora da disciplina de Saúde do Adulto e Idoso. A presença dos estudantes não só ampliou a capacidade de atendimento, como também trouxe entusiasmo ao ambiente.

Segundo a professora, a experiência prática é fundamental na formação. “Eles adoram, ficam animados quando vêm pro campo. Isso sensibiliza não só os alunos, mas também os familiares. Temos uma pactuação com a unidade e estamos sempre aqui para apoiar a equipe e atender a população, ainda mais em uma unidade com grande demanda”, explicou.

A secretária municipal de Saúde, Valéria Nogueira, destacou que a estratégia de abrir as unidades aos sábados é justamente para ampliar o acesso da população. “Nosso objetivo é facilitar a vida do cidadão. Sabemos que muitas pessoas não conseguem ir durante a semana, então abrir as unidades aos sábados é uma forma de garantir que ninguém fique sem se proteger. Vacinar é um ato de cuidado coletivo”, afirmou.

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Mais do que números, o sábado foi marcado por histórias de cuidado, responsabilidade e amor ao próximo. Em cada dose aplicada, um compromisso renovado com a saúde pública e com a proteção de toda a comunidade.

ATENÇÃO – Pessoas que integram os grupos prioritários preconizados pelo Ministério da Saúde, e que por qualquer motivo tenham perdido o ‘Dia D’, podem procurar a unidade de saúde mais próxima e se imunizar, bem como, atualizar a caderneta de vacinação.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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