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Várzea Grande revitaliza quarta área pública por meio do ‘Adote um Espaço’

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A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEMMADRS) e com apoio do Ministério Público, registrou, nesta terça-feira (12), mais uma adesão ao projeto “Adote um Espaço”. Esta é a quarta parceria firmada em 2025 e, desta vez, a Escola Estadual Adalgisa de Barros e a empresa Marfrig assumiram o compromisso de revitalizar e preservar a área pública que margeia o Córrego do Aeroporto, ao lado do Várzea Grande Shopping, no bairro Jardim Aeroporto.

O projeto “Adote um Espaço” incentiva instituições de ensino e empresas a adotar áreas públicas, como praças, parques e Áreas de Preservação Permanente (APPs), promovendo a conscientização ambiental e o cuidado coletivo. Com inspiração no artigo 225 da Constituição Federal, a iniciativa conta com suporte técnico da SEMMADRS, que fornece mudas e insumos, e busca, a médio e longo prazo, criar uma cultura de preservação e cidadania, além de desestimular o despejo irregular de resíduos.

A ação envolverá cerca de 60 alunos de duas turmas da Escola Adalgisa de Barros, que, sob orientação da Secretaria, vão colocar a mão na massa com mutirões de limpeza, cercamento, plantio de árvores e instalação de placas educativas. O trabalho inclui a identificação das espécies e a conscientização da comunidade local sobre a importância da preservação. Já a Marfrig contribuirá com recursos para aquisição de água, bonés, camisetas, placas e outros materiais necessários para as atividades. As ações no local seguirão até novembro deste ano.

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De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, a proposta é transformar áreas públicas ociosas em espaços vivos para uso da população. “O ‘Adote um Espaço’ une escola e empresa em torno de uma causa comum. Os alunos atuam como agentes fiscalizadores e aprendem desde cedo a importância da preservação, enquanto a empresa oferece estrutura e apoio financeiro. Aqui, ao lado do shopping, essa área será revitalizada e poderá abrigar no futuro academia ao ar livre, parque infantil, área de descanso e lazer para toda a comunidade”, destacou Amorim.

A diretora da Escola Adalgisa de Barros, Valdelice de Oliveira Holanda, reforçou que o objetivo é transformar teoria em prática. “Meio ambiente não pode ser apenas conteúdo de sala de aula. Nossos estudantes vão vivenciar e disseminar a consciência ambiental, cuidando de um espaço real e entendendo que preservação é, sobretudo, ação”, afirmou.

A professora de Biologia e responsável pelo projeto na escola, Tainara Campos, explicou que serão plantadas espécies nativas do cerrado, como ipês de várias cores, pingo-de-ouro e árvores frutíferas, além de plantas rasteiras para proteção do solo. O trabalho será integrado a outro projeto já existente na escola, voltado para a preservação das águas do Córrego do Aeroporto.

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Para os alunos, a iniciativa vai além do aprendizado. “A gente vai transformar um local abandonado em um espaço mais verde e agradável para todos”, disse Otávio Maurício Neves, estudante do terceiro ano. Já sua colega, Alana Luiz Pereira Leite, ressaltou a importância da conscientização: “Muitas pessoas não respeitam os espaços públicos e acabam jogando lixo. Projetos assim mostram que podemos e devemos cuidar do que é nosso”.

“Com o envolvimento da comunidade, esperamos que o projeto ‘Adote um Espaço’ continue a crescer e que Várzea Grande se consolide como referência em educação ambiental e cidadania”, pontou o secretário Ricardo Amorim.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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