VÁRZEA GRANDE
Várzea Grande registra seis mortes por gripe e reforça importância da vacinação
VÁRZEA GRANDE
Além do vírus da influenza, o da covid ainda está em circulação, ampliando o risco da população pertencente ao grupo prioritário. O frio também potencializa as doenças. As vacinas estão disponíveis nas unidades de saúde
Conforme informações da Vigilância Epidemiológica da de Várzea Grande, o município já registra seis óbitos por Influenza. E com do frio, a preocupação com a saúde de idosos e de pessoas que integram o grupo de ‘vulneráveis’ só aumenta. A Secretaria Municipal de Saúde está intensificando os alertas sobre a importância da vacinação contra a gripe (influenza), principalmente entre crianças, idosos, gestantes e puérperas.
Cinco desses casos foram registrados no Pronto-Socorro e Hospital Municipal de Várzea Grande, envolvendo pacientes idosos com comorbidades. O sexto caso foi registrado na UPA do bairro Ipase, paciente com 68 anos.
“Esses números são alarmantes, principalmente porque a vacina está disponível gratuitamente para a população. É fundamental que os moradores procurem as unidades de saúde e se imunizem contra a influenza e contra a covid”, alerta Alessandra Carreira, gerente da Vigilância Epidemiológica.
O apelo da Secretaria de Saúde ocorre em sintonia com o alerta emitido pela Defesa Civil de Mato Grosso, que confirmou a queda nas temperaturas. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), essa frente fria deve registrar mínimas de até 14°C hoje (29) e na sexta-feira (30), 20°C. As informações são confirmadas também pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
“Este ano, as temperaturas devem cair mais do que o habitual, aumentando o risco de agravamento de doenças respiratórias. Infelizmente, muitos ainda subestimam os perigos da gripe, e que podem levar a óbito e sobrecarregar as unidades de saúde. Ainda temos o vírus da covid circulando na cidade e que tem quase os mesmos sintomas”, afirma o superintendente de Vigilância em Saúde, José Carlos Valadares.
RECORTE – De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o período de outono e inverno registra aumento significativo nos casos de síndromes respiratórias, como resfriados, gripes, faringites, bronquiolites e pneumonias.
Entre 20 de abril e 24 de maio, mais de 1 mil atendimentos por síndromes respiratórias foram registrados nas Unidades de Pronto Atendimentos (UPAs Ipase e Cristo Rei) e Unidades Básicas de Saúde. No Pronto-Socorro foram 344 casos no mesmo período. A secretaria alerta que, além do vírus da influenza, há o de covid circulando na cidade com sintomas semelhantes ao da gripe, por isso, a Saúde reforça a importância da imunização contra os dois vírus.
“Falo como mãe, enfermeira e secretária de saúde. É essencial que a população de Várzea Grande se vacine. Que as mães priorizem a imunização dos seus filhos, que os idosos sejam protegidos, e que cuidadores e familiares também estejam atentos”, ressalta a secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon.
O superintendente da Defesa Civil Estadual, tenente-coronel BM Luís Cláudio Pereira da Cruz, reforça, “o frio aumenta o risco de doenças respiratórias. Por isso, é fundamental que a população esteja protegida e a vacina contra a gripe é uma das principais formas de prevenção.”
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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