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Várzea Grande recomenda higienização, máscara, não aglomeração e vacina contra a covid 19

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Portaria da secretaria municipal de Saúde de quer evitar o aumento no número de casos que disparou em janeiro

Seguindo orientação do prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat, e as recomendações da área de saúde pública e diante do considerável aumento no número de casos de testes positivos de COVID 19 e Síndrome Gripal, o secretário de Saúde de Várzea Grande. Gonçalo Barros, emitiu a Portaria 30/2024 com recomendações de medidas preventivas não farmacológicas.

“Temos um cenário que nos impõe antecipar medidas preventivas diante dos quadros enfrentados nos anos de 2020, 2021 e 2022 quando a COVID 19 atingiu seu pior pico no Mundo, no Brasil, Mato Grosso e em Várzea Grande. Neste período nós aprendemos a adotar medidas higiênicas que se demonstraram eficientes e resolutivas, então antecipar é dar um passo para evitar maiores transtornos”, disse o secretário de Saúde, Gonçalo Barros.

Ele frisou ainda que em Várzea Grande os órgãos municipais, principalmente as Secretarias de Saúde, Educação e Assistência Social atuarão em conjunto para uma resposta mais imediata e efetiva para atender a população e evitar maiores consequências para o cotidiano da cidade e de sua economia.

“No passado, houve a tomada de decisões abruptas, que o momento exigia diante da pandemia da Covid 19. Agora nós temos a possibilidade de nos antecipar a tomada de decisões que preservem o nosso modo de vida e as pessoas”, explicou Gonçalo Barros sinalizando que as próprias pessoas podem “nos ajudar e ajudar a si mesmas com medidas simples que vão desde o ciclo vacinal completo até medidas higiênicas”, assinala o titular da Saúde Pública de Várzea Grande.

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A Portaria 30/2024, frisa que:

Diante do cenário atual acerca do aumento dos números de casos de Covid 19, RECOMENDA-SE MEDIDAS DE PREVENÇÃO NÃO FARMACOLÓGICAS como:

? Higienizar as mãos com água e sabão ou usar álcool 70%;

? Manter distanciamento social;

? Cobrir nariz e boca com lenço de papel ou com o antebraço, e nunca com as mãos ao tossir ou respirar. Descartar adequadamente o lenço utilizado;

? Evitar tocar os olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas. Se tocar, sempre higienize as mãos;

? Manter uma distância mínima de cerca de um (1) metro de qualquer pessoa tossindo ou espirrando;

? Higienizar com frequência os brinquedos das crianças e aparelhos de celular;

? Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, toalhas, pratos e copos;

? Evitar aglomerações, principalmente em espaços fechados e manter os ambientes limpos e bem ventilados;

? Em casos de sintomas gripais procurar unidade de saúde para atendimento médico e realização de teste, em caso de confirmação manter-se em isolamento domiciliar (casos leves);

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? Realizar a vacinação conforme idade, grupo prioritário e situação vacinal;

? O uso de máscaras para todos, em qualquer ambiente que contenha aglomeração de pessoas e lugares fechados como: ônibus, salas de aula entre outros;

? Torna-se obrigatório o uso de máscaras para profissionais de saúde e pacientes em todos os ambientes de atenção à saúde no município de Várzea Grande hospitalar, ambulatorial, rede cegonha, UTIs, enfermarias, ESFs, CAPS entre outros. Entrar em vigor a partir do dia 01/02/2024.

Segundo Gonçalo Barros, as medidas recomendatórias irão contribuir e auxiliar para que não haja a propagação do vírus e um controle ainda maior já que a ciência tem rapidamente evoluído.

“As medidas recomendatórias já demonstraram no passado sua eficiência e novamente se mostrarão eficientes. Fora isto, a ciência e a saúde evoluíram, tanto que as pessoas imunizadas, com o ciclo vacinal completo tem apresentado apenas sintomas de uma síndrome gripal sem maiores consequências, o que é um sinal positivo de que as pessoas já podem estar desenvolvendo imunidade contra a COVID 19 graças a vacina”, explicou Gonçalo Barros.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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