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Várzea Grande realiza “V Conferência Municipal da Pessoa Idosa” com foco em equidade, direitos e participação

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“Estamos trabalhando para garantir que os idosos tenham voz ativa na formulação de políticas públicas. O envelhecimento é plural e precisa ser tratado com respeito, equidade e participação efetiva”

A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Promoção e Assistência Social e do Conselho Municipal do Idoso, promove nesta quinta-feira, 27 de junho, a “V Conferência Municipal da Pessoa Idosa”, com o tema “Envelhecimento Multicultural e Democracia: Urgência por Equidade, Direito e Participação”. O evento será nas dependências do Centro de Convivência Vovô Zeid Sacre, reunindo representantes da sociedade civil, autoridades e profissionais envolvidos na defesa dos direitos da pessoa idosa.

A programação se estende durante todo o dia e está organizada em torno de cinco eixos fundamentais que nortearão os debates e propostas: financiamento das políticas públicas, fortalecimento do cuidado integral, enfrentamento à violência e abandono, protagonismo e participação social e o papel estratégico dos conselhos de direitos.

Para a prefeita Flávia Moretti (PL), a conferência “reforça o compromisso de Várzea Grande com o envelhecimento digno, respeitoso e participativo, dando protagonismo às pessoas idosas como sujeitos de direitos e construtores de uma sociedade mais justa e inclusiva”.

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A secretária de Assistência Social, Cristina Saito, destaca que a conferência é um espaço essencial para ouvir e valorizar a pessoa idosa em todas as suas realidades. “Estamos trabalhando para garantir que os idosos tenham voz ativa na formulação de políticas públicas. O envelhecimento é plural e precisa ser tratado com respeito, equidade e participação efetiva”, afirmou.

Já a presidente do Conselho Municipal do Idoso, Cilbene Maria Rosa da Conceição, destacou a importância do evento para fortalecer as redes de proteção. “A conferência é uma construção coletiva que impulsiona políticas públicas mais eficazes. Precisamos combater todas as formas de violência, inclusive o abandono familiar e social, e garantir dignidade às múltiplas velhices”, disse.

O encontro contará com palestra magna de Elianeth Gláucia de Oliveira Nazário, defensora pública, e da fisioterapeuta Dra. Tamires Magalhães Almeida Carneiro, além de debates em grupos temáticos, apresentação cultural, eleição de delegados e elaboração de propostas que serão levadas à conferência estadual.

Programação do evento:

07h – Credenciamento

07h30 – Café da manhã

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08h15 – Composição da mesa

08h25 – Apresentação Cultural

08h45 – Fala das autoridades

09h10 – Palestra Magna com Elianeth Gláucia e Dra. Tamires Carneiro

10h10 – Divisão dos grupos conforme os cinco eixos temáticos

12h às 13h30 – Almoço

13h30 às 15h – Elaboração das propostas pelos grupos

15h às 15h20 – Café

15h20 às 16h30 – Discussão das propostas

16h30 – Eleição dos delegados

17h30 – Encerramento

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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