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Várzea Grande realiza ‘Dia D de Vacinação’ em todas as unidades de saúde

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Desde março, a Secretaria Municipal de Saúde vem intensificando ações para aumentar a cobertura vacinal no Município, seguindo as orientações do Ministério da Saúde

Neste sábado, 18 de outubro, das 8h às 17h, as 24 Unidades de Saúde da Família de Várzea Grande estarão mobilizadas em uma grande ação de imunização, intitulada “Dia D – Unidos para Fazer o Bem”.

Durante o Dia ‘D’ de Vacinação, serão oferecidas doses contra a poliomielite, HPV e demais vacinas que integram o calendário nacional de imunização, reforçando a importância da prevenção e da proteção coletiva.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, reforça o convite à população para vacinar. “Vacina cura, vacina salva. Convidamos todos os pais e responsáveis a levarem suas crianças às unidades de saúde neste sábado. Juntos, vamos continuar mantendo Várzea Grande protegida e saudável.”

A gerente de Vigilância Epidemiológica de Várzea Grande, Alessandra Carreira, lembrou que, embora o país não registre casos há décadas, a poliomielite continua sendo uma ameaça se a cobertura vacinal diminuir. “Como a população não vê mais casos, muitos acabam subestimando a gravidade da doença. A poliomielite causa paralisia nas pernas e nos braços, comprometendo a locomoção das crianças, pode até apresentar sequelas mais graves e até mesmo o óbito. Por isso, é essencial manter a vacinação em dia”, alertou.

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Desde março, a Secretaria Municipal de Saúde vem intensificando ações para aumentar a cobertura vacinal no município, seguindo as orientações do Ministério da Saúde. As equipes têm realizado buscas ativas nas escolas, campanhas aos finais de semana e implantação de pontos de vacinação em locais de grande fluxo, como o shopping e o aeroporto, para facilitar o acesso da população às vacinas.

Além de Várzea Grande, a ação “Unidos para Fazer o Bem” também será realizada simultaneamente em Cuiabá, Santo Antônio de Leverger e Chapada dos Guimarães, em mais uma mobilização pela erradicação da poliomielite e pelo fortalecimento da imunização em todo o Estado.

A campanha é uma campanha nacional preconizada pelo Ministério da Saúde e, no Município terá o apoio do Rotary Club da Área 1 do Distrito 4440 e do Hospital São Mateus.

Segundo o Rotary Club, essa mobilização faz parte do compromisso da instituição em servir a comunidade e promover o bem-estar da população. A coordenadora do Programa – END POLIO NOW – do Rotary Distrito 4440, Maria Lourdes Sella, destacou que o trabalho de erradicação da poliomielite é o principal programa na área da saúde da organização.

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“Em 1988, o mundo registrava cerca de 350 mil casos de poliomielite ano, hoje temos apenas dois países endêmicos, o Paquistão e Afeganistão, que juntos, de janeiro até setembro registraram 31 casos. O Brasil desde 1994 está livre da doença e o nosso objetivo em parceria com as secretarias de saúde, é manter essa conquista por meio da vacinação contínua”, reforçou Maria Sella.

UNIDADES DE SAÚDE QUE ESTARÃO ABERTAS: Cohab Cristo Rei, Cristo Rei, Jd. Imperial, Manaíra, Santa Isabel, Unipark, Marajoara, N. Senhora da Guia, 24 de Dezembro, Cabo Michel, Construmat, Jd. Ouro Verde, Limpo Grande, Manga, Pq. do Lago, São Mateus, Água Limpa, Água Vermelha, Eldorado, Jd. Glória, Aurília Curvo, Souza Lima, Vila Arthur e Maringá I.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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