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Várzea Grande promove Feira de Produtos Regionais

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Evento, com entrada gratuita, será realizado neste sábado (10), e traz cultura, gastronomia e economia criativa

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo (SMDETT) de Várzea Grande convida a população para a Feira de Produtos Regionais de Mato Grosso, que será realizada neste sábado, 10 de maio, das 18h às 23h, na sede da Associação das Manifestações Folclóricas de Mato Grosso (AMFMT), localizada na Rua XV de Novembro, nº 679, no bairro Jardim Glória. A entrada é gratuita.

O evento reunirá atrações culturais, gastronomia típica e artesanato, promovendo a valorização da identidade mato-grossense e o fortalecimento da economia local. A feira é uma realização da AMFMT com apoio da SMDETT e conta com fomento da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), por meio do Edital Paulo Gustavo.

De acordo com o secretário Mário Quidá Neto, a iniciativa integra a programação do aniversário de Várzea Grande e visa impulsionar o turismo cultural e a economia criativa. “É uma ação que reforça o compromisso da gestão com os empreendedores locais e com a valorização das nossas tradições”, destacou.

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Na programação estão previstas apresentações de siriri, cururu, rodas de capoeira, música ao vivo e manifestações populares como o Boi Jardim e o Grupo Onça do Pantanal. Também serão oferecidos pratos típicos como arroz com pequi, Maria Isabel, bolo de arroz, paçoca e doces caseiros, além de bebidas como suco de cajú e guaraná ralado.

A presidente da AMFMT, Celi Minas Novas, reforça o convite: “Mais que uma feira, é um ato de resistência cultural e de valorização dos saberes populares. Venham viver essa experiência e apoiar os produtores locais”.

A feira também integra o planejamento turístico da cidade, como explica o superintendente Edu Sá: “Esse evento é resultado do diálogo com o trade turístico e do nosso plano estratégico para fortalecer o turismo receptivo em Várzea Grande”.

PROGRAMAÇÃO – Procissão, Reza Cantada, Levantamento do Mastro, Cururu, São Gonçalo, Dispositivo de Autoridades, Boi Jardim (Santo Antônio de Leverger), Grupo Estrela Guia Mirim, Grupo Vitória Régia do Pantanal (Santo Antônio de Leverger), Grupo Estrela Guia Juvenil, Grupo Boi Estrela (Santo Antônio de Leverger), Grupo Onça do Pantanal (Santo Antônio de Leverger), Grupo Melhor Idade e Boni do Teclado.

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Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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