VÁRZEA GRANDE
Várzea Grande lança 1ª AGRIFAM durante a EXPOVG 2026 em comemoração aos 159 anos do município
VÁRZEA GRANDE
A Prefeitura de Várzea Grande realiza, entre os dias 14 e 16 de maio, a primeira edição da AGRIFAM VG, evento voltado à valorização da agricultura familiar dentro da programação da EXPOVG 2026, que celebra os 159 anos do município.
A iniciativa é organizada pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável de Várzea Grande (SEMMADRS) e será realizada no espaço da feira, localizado na região do Chapéu do Sol.
A AGRIFAM surge como um espaço de integração entre produtores rurais, instituições públicas, universidades e a sociedade, com foco na troca de conhecimento, apresentação de tecnologias e fortalecimento da produção local.
De acordo com a prefeitura, a agricultura familiar tem papel estratégico na economia e na segurança alimentar. Em Várzea Grande, mais de 2 mil famílias vivem no campo, enquanto em Mato Grosso esse número ultrapassa 140 mil.
O secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, destaca que o evento representa um avanço nas políticas públicas voltadas ao setor. “Estamos criando um espaço inédito dentro da EXPOVG para dar visibilidade à agricultura familiar, aproximar os produtores das políticas públicas e levar conhecimento técnico que impacta diretamente na produção e na renda dessas famílias”, afirmou.
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, ressalta a importância da iniciativa dentro das comemorações do aniversário da cidade. “A AGRIFAM reforça o nosso compromisso com quem produz no campo. Celebrar os 159 anos de Várzea Grande também é reconhecer a força da agricultura familiar na economia local e no abastecimento da nossa população”, disse.
O evento também contará com a realização do Leilão Digital AGROPEC, iniciativa inédita em Várzea Grande e considerada um marco para o setor agropecuário local. “Será o primeiro leilão de animais promovido no município e, vamos utilizar tecnologia para ampliar o alcance e a participação de compradores. A ação visa fortalecer a cadeia produtiva, valorizar os produtores rurais e abrir novas oportunidades de comercialização para a pecuária da região”, pontua Amorim.
Além de palestras e painéis, o evento contará com debates sobre políticas públicas, acesso a mercados, inovação no campo e experiências de produtores da Baixada Cuiabana. A programação também inclui temas como piscicultura, fruticultura, agroextrativismo e o protagonismo feminino no agro.
São parceiros do evento: MAPA, MDA, Governo de Mato Grosso, SEAF-MT, Famato, EMPAER, CONAB, SENAR-MT, SEBRAE, UFMT, IFMT, UNIVAG, UNIC, CACTVS, AGROLIGADAS, Ovinomat, Unicafes-MT, USAAF-MT, entre outras parceiras que atuam no fortalecimento da agricultura familiar e do desenvolvimento rural sustentável.
CONFIRA PROGRAMAÇÃO COMPLETA DA 1ª AGRIFAM VG – EXPOVG 2026
Dia 14/05 – Quinta feira/ Abertura
08h às 12h – Inscrição dos participantes
14h às 14h30 – Abertura oficial com autoridades do estado de MT
14h30 às 15h30 – Painel Agricultura Familiar e Desenvolvimento Local (MAPA, MDA,SEAF, EMPAER,GOVERNO DE MT)
16h às 17h – Desafios e perspectivas da Agricultura Familiar de Várzea Grande (SEMMADRS)
17h às 18h – Mesa-redonda: Políticas Públicas e Acesso a Mercados, com Francielle Tonietti Capilé Guedes, superintendente regional da Conab em Mato Grosso e Marcos Paulo Alves Balbino, diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural da EMPAER.
18h – encerramento.
Dia 15/05 – Sexta – feira
07h30 às 08h – Café da roça.
08h às 09h30 – Mesa redonda: Perspectivas e desafios para o desenvolvimento da piscicultura em Mato Grosso.
09h30 às 10h30 – Painel: Discussão do SISBI – na perspectiva da agricultura familiar.
10h30 às 11h30 – Palestra: Crédito e políticas públicas para agricultura familiar (MDA, CACTVS).
13h30 às 15h – Mesa-redonda: fruticultura na baixada cuiabana e selo de produção da agricultura familiar.
– Fruticultura na baixada cuiabana, perspectivas e desafios – Dr. Glaucio da Cruz Genuncio – UFMT
– Cultivo de melão do estado de Mato Grosso, caso de sucesso do campo experimental do curso de agronomia do Centro Universitário UNIVAG, Dr. André dos Santos Melo.
– Selo da agricultura familiar – Luciana Galan – MDA/MT.
15h às 16h – Experiências no cultivo do Maracujá e melão na baixada cuiabana. (Apresentação de casos de sucesso na agricultura familiar da baixada cuiabana).
16h às 17h – Painel/palestra. Produção de ovos de galinhas caipiras em sistema cage free- Uma experiência do curso de Agronomia do Centro Universitário Univag, Dr. Inácio Martins da Silva Neto.
17h às 18h – Agroextrativismo na baixada cuiabana – (uso e comercialização de frutos do cerrado), com Fabiana de Fátima Corrêa de Barros, presidente da União das Cooperativas da Agricultura Familiar do estado de Mato Grosso.
18h – “Capacitar para Transformar”, com o tema: “Mulher, você é protagonista do Agro” – AGROLIGADAS.
Dia 16/05 – Sábado
07h30 às 08h – Café da roça.
08h às 09h – Painel: Ovinocultura na agricultura familiar de Mato Grosso, com Cássio Fernando Carollo, presidente da Ovinomat (Associação dos Criadores de Ovinos de Mato Grosso)
09h às 10h30 – Mesa-redonda: ovinocultura, oportunidades e desafios para consolidação do setor na baixada cuiabana. Professor Drº Luciano da Silva Cabral – UFMT
10h30 às 12h – SENAR – formação e desenvolvimento de sistemas produtivos para agricultura familiar de Várzea Grande.
13h – Leilão digital AGROPEC.
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VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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