VÁRZEA GRANDE
Várzea Grande intensifica prevenção da hanseníase com avaliação dermatoneurológica e testes rápidos em todas as UBS
VÁRZEA GRANDE
Todas as Unidades Básicas de Saúde do município realizam também teste rápido e estão abastecidas de medicamentos
Todas as Unidades de Atenção Primária à Saúde do município de Várzea Grande estão realizando avaliação dermatoneurológica (exame físico), teste no enfrentamento a hanseníase e estão abastecidas de medicações. A Estratégia de Busca Ativa de Casos de Hanseníase, em Várzea Grande, proporcionou ao município detectar novos casos, proporcionar tratamento rápido, e impedir a proliferação da doença.
De acordo com os dados da Vigilância em Saúde, Várzea Grande possui 773 adultos em tratamento (homens e mulheres) e 30 crianças.
O uso do teste rápido em contatos domiciliares de pessoas acometidas pela doença, a busca ativa, e a avaliação dermatoneurológica estão proporcionando ao SUS Municipal o monitoramento da doença em Várzea Grande, somados aos trabalhos das Equipes de Estratégia Saúde da Família, que vão de casa em casa, onde passam a conhecer membros das famílias, quando detectado um casos, e passam a tratar e monitorar a família inteira.
Para o secretário municipal de Saúde de Várzea Grande, Gonçalo Aparecido de Barros, estas medidas e ações ajudam no diagnóstico e tratamento da hanseníase, especialmente quando é ofertado as prescrições de esquema terapêutico coreto acordado com os protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas da hanseníase, propostos pelo Ministério da Saúde.
“Várzea Grande é um município considerado prioritário para o enfrentamento da hanseníase. Nossas equipes foram capacitadas e treinadas pelo Ministério da Saúde, justamente para o diagnóstico e tratamento da nossa população. Todas as Unidades Básicas de Saúde possuem o teste rápido para hanseníase. E Neste mês, considerado ‘Janeiro Roxo’, mês em que a Saúde Pública em todo o país trabalha intensamente, no enfrentamento a hanseníase, as nossas equipes, médicos, enfermeiros , e os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) orientam a população que frequenta as Unidades na identificação de sinais e sintomas da doença o que contribui para detectar precocemente e evitar o surgimento de incapacidades físicas, pela doença, evitando também a transmissão”, disse ele.
“O Brasil é o primeiro país no mundo a ofertar testes de apoio diagnóstico da hanseníase para a atenção à saúde. O teste rápido é feito na Atenção Primária à Saúde, nas unidades básicas. Toda a população tem acesso ao teste. Precisamos saber onde estão e quantas são as pessoas com a doença”, ressaltou o superintendente de Atenção Primária à Saúde, Geovane Renfro. Alertando ainda, que é importante que as pessoas procurem as unidades, e que também façam avaliação dermatológica de manchas de pele (exame físico). “Quando o diagnóstico for positivo, o tratamento é imediatamente realizado com a dispensação da medicação, e o mais importante ofertado pelo Sistema Único de Saúde, de forma gratuita”, explicou Geovane Renfro
Para a Técnica em Saúde da Atenção Primária em Várzea Grande, Adriana Mattos, a promoção da efetiva descentralização do cuidado em hanseníase para a Atenção Primária à Saúde (APS), foi fundamental, para o município que adotou esta nova forma de enfrentamento à doença, onde todas as Unidades de Estratégia Saúde da Família, estão preparadas com recursos humanos , medicamentos e tratamento da doença e acima de tudo para o diagnóstico.
“Considerando que a Atenção Primária à Saúde é, em geral, o primeiro ponto de contato do paciente com os serviços de saúde e que o atendimento abrangente, acessível e baseado na comunidade pode atender de 80% a 90% das necessidades de saúde de uma pessoa ao longo de sua vida. Por ser altamente eficaz e eficiente em relação às principais causas de problemas de saúde e riscos ao bem-estar, bem como lidar com os desafios emergentes que ameaçam a saúde e o bem-estar no futuro, que as nossas unidades são com certeza a melhor estratégia, o que é fundamental para o cuidado em hanseníase. São nestas unidades que o cidadão tem o cuidado completo, para detecção e tratamento da doença”, disse ela.
O que devemos saber sobre a hanseníase – É uma doença causada por um micróbio (“Bacilo de Hansen”), que se instala na pele e nervos. Causa geralmente manchas ou áreas de pele “dormentes” Doença causada por um micróbio (“Bacilo de Hansen”), que se instala na pele e nervos. Causa geralmente manchas ou áreas de pele “dormentes”.
A Hanseníase é uma doença que atinge a pele, em qualquer área do corpo, e os nervos, principalmente os da face, mãos e antebraços, pernas e pés. O período de incubação é longo e dura em média 2 a 5 anos, podendo ser até maior (muitos anos).
Pode atingir homens e mulheres, de qualquer idade, mas é menos comum em crianças, porém muito tempo em contato com um doente, sem tratamento, crianças também contraem a doença. Por isso é importante buscar ajuda o quanto antes.
A Hanseníase tem cura e o tratamento é gratuito. Os remédios são fornecidos gratuitamente. O tratamento é feito nas Unidades Básicas de Saúde de cada município.
Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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