VÁRZEA GRANDE
Várzea Grande inicia elaboração do Plano Municipal do Livro para fortalecer bibliotecas e incentivar a leitura
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A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), realizou, na tarde de terça-feira (14), no Centro Cultural Orla da Alameda, o Chá da Tarde Cultural, evento que marcou a constituição do Grupo de Trabalho (GT) responsável pelos estudos e pela elaboração do Plano Municipal do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (PMLLLB).
O encontro reuniu escritores, professores, bibliotecários, mediadores de leitura, editoras, estudantes, agentes culturais e representantes da sociedade civil para dar início às discussões que subsidiarão a criação de uma política pública permanente voltada ao fortalecimento da leitura, das bibliotecas e da literatura no município.
A proposta é construir, de forma participativa, um plano com vigência de dez anos, estabelecendo metas, estratégias e ações para ampliar o acesso ao livro, modernizar as bibliotecas públicas e incentivar a formação de novos leitores.
De acordo com a superintendente de Cultura, Lu Arruda, a criação do Grupo de Trabalho representa o primeiro passo para a construção coletiva do plano.
“Esse será um planejamento para os próximos dez anos. Vamos reunir representantes da cultura, escritores, leitores, bibliotecários, professores, estudantes e agentes culturais para discutir os desafios enfrentados pelo município e definir quais políticas públicas precisam ser implantadas. A partir desse grupo será formada uma comissão que realizará reuniões periódicas, fará o levantamento das demandas e o mapeamento das bibliotecas, dos escritores e dos leitores de Várzea Grande”, explicou.
Segundo ela, após esse diagnóstico será elaborada uma minuta de projeto de lei que dará origem ao Plano Municipal do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas. O documento também prevê a criação de um conselho específico e de um fundo municipal, instrumentos que permitirão ao município acessar recursos destinados ao fortalecimento das bibliotecas e de projetos de incentivo à leitura.
“O Governo Federal tem incentivado os municípios a estruturarem seus planos. Hoje dependemos praticamente de recursos próprios para investir nas bibliotecas. Com a criação do plano, do conselho e do fundo, Várzea Grande poderá buscar recursos específicos para aquisição de acervos, modernização dos espaços, realização de projetos e fortalecimento das políticas públicas voltadas ao livro e à leitura”, destacou.
Lu Arruda também ressaltou a importância de incentivar a leitura diante dos desafios impostos pelo avanço da tecnologia.
“Precisamos fortalecer nossas bibliotecas e incentivar cada vez mais o hábito da leitura. Hoje percebemos que muitas crianças e adolescentes estão cada vez mais distantes dos livros. Esse plano nasce justamente para criar estratégias que aproximem a população da literatura e garantam que as bibliotecas continuem sendo espaços vivos de conhecimento, cultura e formação cidadã.”
A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, destacou que a construção do plano reforça o compromisso da gestão com a valorização da cultura e da educação.
“Estamos iniciando um trabalho que deixará um legado para Várzea Grande. O Plano Municipal do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas permitirá que o município planeje ações de longo prazo, fortaleça suas bibliotecas, incentive nossos escritores e amplie o acesso da população à leitura. Esse é um investimento na educação, na cultura e na formação das futuras gerações, construído de forma participativa, ouvindo quem vive e faz a cultura em nosso município.”
Nos próximos meses, o Grupo de Trabalho realizará encontros periódicos para discutir propostas, levantar demandas e elaborar um diagnóstico da realidade local. A expectativa é que a minuta do projeto de lei seja concluída e encaminhada dentro do cronograma previsto, permitindo que Várzea Grande avance na consolidação de políticas públicas permanentes para o livro, a leitura, a literatura e as bibliotecas municipais.
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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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