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Várzea Grande implanta Centro para Empreendedores e revela Plano Econômico Estratégico para os próximos 20 anos

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Parceria com o Sebrae e a UFMT inovam ao apoiar pequeno empreendedor e apresentar um plano econômico de longo prazo para a cidade. Iniciativas devem impulsionar o desenvolvimento econômico do município

Agora em Várzea Grande, quem quiser iniciar um negócio e não souber por onde começar, basta procurar o Centro de Atendimento ao Empreendedor, localizado no segundo piso do Várzea Grande Shopping. Lá, terá acesso a uma gama de recursos e orientações essenciais para abrir e regularizar empresas, especialmente para Microempreendedores Individuais (MEIs).

A novidade é fruto de uma parceria entre a Prefeitura de Várzea Grande e o Sebrae, através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo. O espaço foi inaugurado em 18 de maio, durante as celebrações dos 157 anos do município.

Localizado no segundo piso, o Centro de Atendimento ao Empreendedor possui profissionais capacitados disponíveis de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h, e se torna o ponto de partida ideal para empreendedores locais, oferecendo a possibilidade de abertura rápida de empresas, em apenas 15 minutos e sem custo, graças à parceria com o Sebrae. Essa iniciativa não apenas estimula o empreendedorismo na cidade, mas também promove o crescimento econômico e a inclusão social produtiva em Várzea Grande.

O prefeito Kalil Baracat destaca a importância do novo centro para o empreendedorismo local. “Esse espaço é fundamental para ajudar as pessoas a iniciar negócios, abrir empresas e buscar fomentos. Somos referência no estado pela abertura de empresas online em poucos minutos. A parceria com o Sebrae é crucial para o crescimento de Várzea Grande”, disse.

André Esqueline, Diretor Técnico do Sebrae Mato Grosso, reforçou o apoio da instituição ao desenvolvimento territorial e ao fomento de pequenas empresas. “Esta parceria oferece aos cidadãos de Várzea Grande acesso ao conhecimento e às soluções do Sebrae, promovendo inclusão social e produtiva, além do desenvolvimento econômico do município”.

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Charles Caetano Rosa, Secretário de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, explicou que o Centro de Atendimento ao Empreendedor é uma parceria essencial para estimular o empreendedorismo na cidade e acrescentou: “O espaço não é só para quem quer abrir seu negócio, mas também para quem quer regularizar, saber como emitir nota fiscal, enfim, qualquer dúvida pode ser respondida no espaço”.

Planejamento Estratégico – Além da inauguração do novo espaço, o prefeito Kalil Baracat recebeu o Plano de Desenvolvimento Econômico do município para os próximos 20 anos, elaborado pelo núcleo de pesquisas da Faculdade de Economia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Este estudo, que será um guia para os investimentos e políticas públicas municipais, identifica novas vocações econômicas para Várzea Grande e propõe uma diversificação da economia local.

Charles Caetano explicou que esse documento era a principal missão ao criar a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo. “A UFMT trouxe um olhar técnico e estratégico para esse planejamento, considerando as demandas e as oportunidades que Várzea Grande possui. Com esse plano, estamos preparando o terreno para um crescimento sustentável e significativo nos próximos anos, criando um ambiente propício para novos negócios e o desenvolvimento da cidade como um todo”, detalhou o gestor da pasta.

Carla Cristina Rosa de Almeida, professora de Economia da UFMT e pesquisadora do Nupes, destacou a importância do plano de desenvolvimento econômico. “O plano, que cobre os próximos 20 anos, foi elaborado com uma abordagem participativa, envolvendo governo, entidades representativas, empresários e a população. Ele aponta para a necessidade de uma economia diversificada, destacando setores como indústria, serviços e agricultura familiar. O desenvolvimento tecnológico, impulsionado pelo futuro Parque Tecnológico, instalações de universidades e os investimentos em infraestrutura dos últimos anos são fundamentais para o fortalecimento econômico da cidade”.

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A pesquisadora da UFMT também detalhou que o estudo revela que “nos últimos dois anos, Várzea Grande superou Cuiabá em termos de empregos gerados e abertura de indústrias. Esse crescimento industrial teve um efeito dominó positivo na cidade, resultando na abertura de mais empresas de prestação de serviços para atender às demandas das indústrias. Isso contribuiu significativamente para a geração de mais empregos e renda em Várzea Grande, demonstrando a força e o potencial econômico do município em relação à capital”.

Kalil Baracat pontuou que o documento ficará disponível no site da Prefeitura para consulta pública e, além de demonstrar a importância dos investimentos feitos em saneamento, infraestrutura, educação, saúde e social nos últimos anos, servirá tanto para empresários planejarem seus investimentos quanto para o Poder Público Municipal desenvolver políticas públicas para os setores econômicos e sociais.

“O plano de desenvolvimento econômico visa projetar Várzea Grande como um polo de atração de empresas, gerando emprego e renda para a população. A cidade, que já possui uma base industrial significativa, pretende expandir suas atividades econômicas através de investimentos em tecnologia e educação, preparando-se para um futuro de crescimento sustentável e diversificado”, asseverou Baracat.

A inauguração do Centro de Atendimento ao Empreendedor e a entrega do plano de desenvolvimento econômico marcam um momento crucial para Várzea Grande, sinalizando um compromisso com o progresso e a melhoria contínua da qualidade de vida de seus moradores.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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