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Várzea Grande entra no mês de aniversário com tradição e fé na Festa de Nossa Senhora da Guia

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Várzea Grande entrou oficialmente no mês de aniversário. Completando 159 anos de história no próximo dia 15 de maio, a tradicional Festa de Nossa Senhora da Guia abriu o calendário das festividades do município, neste domingo (3). A programação iniciou nas primeiras horas da manhã, com alvorada, procissão, adoração e missa festiva, e foi acompanhada do começo ao fim pela prefeita Flávia Moretti.

A Festa de Nossa Senhora da Guia é considerada um dos maiores símbolos religiosos e culturais de Várzea Grande, reunindo fiéis, famílias e visitantes, e reforçando a identidade de um povo marcado pela fé e pela tradição.

“A Festa de Nossa Senhora já completou 159 anos, muita tradição, fé e move toda Várzea Grande. É um patrimônio imaterial nosso. Estar aqui hoje como prefeita e acompanhar o encerramento que é preparado ao longo do ano é muito bom. Nossa Senhora é quem nos ajuda a guiar Várzea Grande. Antes de prefeita, sou cidadã e várzea-grandense. Como devota, honrarei e preservarei nossa cultura”, comemorou a prefeita Flávia Moretti.

Durante o evento, Flávia também reforçou o compromisso da gestão municipal em fortalecer e ampliar o calendário cultural e religioso do município. “Sancionarei a lei do Turismo Religioso em Várzea Grande. Todas as paróquias e igrejas poderão participar desse calendário, como mais uma garantia de proteger o que é nosso e que percorre gerações”, afirmou.

A Rainha da Festa, Darlene Fátima de Arruda Dapper, destacou a emoção de participar de um dos eventos mais tradicionais da cidade e ressaltou o sentimento de pertencimento que a celebração desperta na comunidade. “Ser escolhida como Rainha da Festa de Nossa Senhora da Guia é uma honra imensa. É uma responsabilidade que carrego com fé e gratidão, porque essa celebração representa a história viva do nosso povo. É emocionante ver Várzea Grande reunida, mantendo essa tradição que atravessa gerações e fortalece nossa identidade”, declarou.

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Já o Rei da Festa, Valde José da Costa, afirmou que a festividade representa um símbolo forte da identidade várzea-grandense. “Ser Rei da Festa é representar um povo que tem fé e que preserva suas raízes. Nossa Senhora da Guia faz parte da história de Várzea Grande e essa celebração mostra o quanto nossa cultura continua viva. É um orgulho fazer parte desse momento tão importante para o município”, disse.

O pároco Padre Valdésio Pereira Santos destacou que a festa representa um verdadeiro caminho de evangelização e preservação cultural. “É uma festa longa, de maio a agosto, um caminho de evangelização. Ela retoma questões culturais do município, ela é um patrimônio histórico, imaterial e cultural. Revive e mantém a cultura. Se nós não tivermos cultura, o que repassaremos às outras gerações? É uma identidade desse povo. Várzea Grande é um povo de fé, renovação constante, precisamos viver nossa fé como expressão cultural”, pontuou.

A secretária municipal de Assuntos Estratégicos, Ina de Maria, também acompanhou a programação e ressaltou a relevância da festividade para além do aspecto religioso, como elemento de desenvolvimento e fortalecimento cultural. “Essa festa vai além da religiosidade. Ela movimenta a cidade, fortalece nossa identidade cultural e impulsiona o turismo e a economia local. É um evento que conecta passado e futuro, mostrando que Várzea Grande tem raízes fortes e uma história que precisa ser valorizada”, afirmou.

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Também estavam presentes na celebração o líder do Executivo na Câmara Municipal, vereador Bruno Rios e o presidente do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG), Rogério de França Martins.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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