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Várzea Grande entra na era da inovação; Pivetta e Flávia anunciam chegada da SECITECI em VG

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Várzea Grande vive um novo momento de transformação. Nesta terça-feira (12), o governador Otaviano Pivetta e a prefeita Flávia Moretti visitaram o Novo Parque Tecnológico de Mato Grosso, localizado no bairro Chapéu do Sol, em Várzea Grande, espaço que promete reposicionar o município como referência em inovação, qualificação profissional e atração de empresas de tecnologia.

A obra foi tocada pelo Governo do Estado, em parceria com a Prefeitura de Várzea Grande, e deverá receber diversas empresas privadas fomentando a economia e o desenvolvimento industrial.

A prefeita Flávia Moretti reforçou que o parque inaugura uma nova era para a cidade, marcada por inovação e oportunidades para atrair empresas que antes não consideravam investir em Mato Grosso.

“É uma nova era para Várzea Grande, uma era de inovação e tecnologia, onde a gente está trazendo empresas que nunca pensaram em estar no estado de Mato Grosso e vão estar aqui.”, disse.

Segundo Flávia, diversas empresas já demonstraram interesse em se instalar no parque e aguardam apenas a inauguração e a modelagem definitiva de gestão para iniciar o processo de habilitação.

“A gente tem várias empresas já que acenaram para estar presentes no parque, só esperando a inauguração e a modelagem de gestão para se habilitarem aqui.”, destacou.

Flávia Moretti ainda anunciou que a Prefeitura irá encaminhar à Câmara Municipal, já na próxima semana, um projeto de lei com medidas para tornar o município mais atrativo às empresas que pretendem se instalar no parque.

Entre os principais incentivos está a redução do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) para 2%, incluindo benefícios para empresas de tecnologia e também para construtoras e incorporadoras que realizarem obras dentro do espaço.

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Durante a visita, Pivetta destacou que o parque representa um divisor de águas para a cidade e reforçou que a iniciativa projetará o município para o desenvolvimento. O governador determinou que a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECITEC) passe a funcionar no local, sendo a primeira secretaria estadual instalada oficialmente em Várzea Grande.

“Esse espaço marca um novo ciclo para Várzea Grande. A demonstração da importância que nós damos para isso é que nós determinamos o nosso secretário de ciência e tecnologia agora. A SECITEC vai mudar para cá, provavelmente até metade de junho.”, declarou Pivetta.

O governador ainda ressaltou que a presença da secretaria no parque irá fortalecer parcerias com a iniciativa privada e ampliar oportunidades de qualificação e formação de talentos, com foco em tecnologia e desenvolvimento regional.

“A SECITEC fomentará as parcerias necessárias para cursos de qualificação, formação de talentos e a implantação de um hub de tecnologia que vai dar para Várzea Grande uma nova perspectiva.”, afirmou.

Pivetta também destacou que o Governo do Estado está avançando na estruturação do parque com apoio técnico especializado. Conforme anunciado, está sendo firmado contrato com a empresa responsável pela gestão do Parque Tecnológico de São José dos Campos, em São Paulo, para transferir experiência e know-how ao projeto mato-grossense.

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, Fabyane Nagazawa, explicou que o parque representa uma estrutura estratégica para impulsionar o desenvolvimento do município fortalecendo a pesquisa, a inovação e a atração de empresas.

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“Parques tecnológicos no mundo inteiro são estruturas que promovem desenvolvimento, avanços em pesquisa, em tecnologia, em inovação. Esse equipamento na nossa cidade abre novas oportunidades para o Estado como um todo. Se torna uma porta de entrada, trazendo muito mais empresas que antes não habitariam a nossa cidade”, celebrou Fabyane.

Conforme a secretária, o espaço será um ambiente de integração entre poder público, universidades e iniciativa privada, promovendo avanços econômicos e tecnológicos que refletirão diretamente na melhoria da qualidade de vida da população.

“A tecnologia existe para melhorar a vida das pessoas. E é isso que um parque tecnológico traz, avanços em melhorias para desempenho tecnológico, profissional, econômico e especialmente para a vida das pessoas”, concluiu.

Estavam presentes na visita os vereadores: Lucas Chapéu do Sol, Bruno Rios, Clayton Sardinha, Carlinhos Figueredo, Joaquim Antunes e Rosy Prado.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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