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Várzea Grande embarca para a etapa estadual dos Jogos Estudantis em busca de vagas na fase nacional

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A delegação de Várzea Grande embarca na manhã deste sábado (18) rumo à cidade de Campo Verde para disputar a etapa estadual dos Jogos Estudantis Mato-grossenses nas modalidades individuais. As competições serão realizadas entre os dias 18 e 20 de julho e reúnem estudantes-atletas de todo o Estado em busca de uma vaga para representar Mato Grosso na fase nacional.

A saída da equipe está marcada para as 8h, com concentração no Complexo Esportivo Fiotão. Ao todo, cerca de 40 pessoas, entre atletas e integrantes da comissão técnica, compõem a delegação várzea-grandense, que disputará as modalidades de judô, tênis de mesa, xadrez e vôlei de praia feminino. O retorno para Várzea Grande está previsto para a segunda-feira (20), após o encerramento das competições.

O chefe da delegação, treinador e coordenador do projeto VG Mais Esporte, professor Gilson Casemiro, destaca que a expectativa é positiva, principalmente pelo histórico de bons resultados conquistados pelo município nas últimas edições.

“Estamos indo com uma delegação de aproximadamente 40 pessoas, entre atletas e comissão técnica. Vamos disputar as modalidades de judô, tênis de mesa, xadrez e vôlei de praia feminino. Esta é uma etapa estadual que vale vaga para a fase nacional, então a expectativa é muito boa. No ano passado conseguimos classificar atletas do judô e do xadrez e estamos bastante confiantes de que, novamente, teremos excelentes resultados.”

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Segundo Gilson, a competição em Campo Verde complementa a etapa estadual dos Jogos Estudantis, que foi dividida entre dois municípios para contemplar todas as modalidades esportivas.

“Como são muitas modalidades, a competição foi dividida. Parte aconteceu em Várzea Grande, e agora Campo Verde recebe as modalidades individuais restantes. Quem conquistar a classificação vai representar Mato Grosso na etapa nacional. Nossos atletas estão preparados e acreditamos no potencial de cada um.”

Entre os destaques da delegação estão os atletas do judô e do xadrez, modalidades que tradicionalmente conquistam medalhas para o município. O coordenador também aposta no bom desempenho das demais equipes.

“O judô sempre faz um excelente trabalho e costuma trazer medalhas para Várzea Grande. No xadrez também temos atletas muito competitivos. O tênis de mesa e o vôlei de praia chegam fortes, e esperamos que consigam surpreender. Todos estão preparados e motivados para representar bem nossa cidade.”

O superintendente municipal de Esportes, Edmilson Piranha, ressaltou que a participação da delegação demonstra o fortalecimento do esporte escolar em Várzea Grande e o investimento contínuo na formação de jovens atletas.

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“Cada competição representa muito mais do que a busca por medalhas. É a oportunidade de nossos estudantes vivenciarem experiências que fortalecem a disciplina, o compromisso e o espírito esportivo. A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da SMECEL e do projeto VG Mais Esporte, tem investido na preparação desses atletas para que possam competir em igualdade de condições e levar o nome do município cada vez mais longe. Estamos confiantes em uma grande participação e torcendo para que muitos garantam vaga na etapa nacional.”

A participação da delegação faz parte das ações desenvolvidas pelo projeto VG Mais Esporte, iniciativa da Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), que oferece treinamento gratuito em diversas modalidades esportivas e incentiva o desenvolvimento de talentos do esporte escolar no município.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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