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Várzea Grande e Rede Comper unem esforços para prevenir contra Dengue, Zika e Chikungunya

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Mesmo estando com números abaixo de outras cidades do mesmo porte no Brasil e o Ministério da Saúde priorizando outros Estados neste momento de alto volume de contaminação e casos principalmente de dengue, ficando Mato Grosso para um segundo momento, a Prefeitura Municipal de Várzea Grande através da Secretaria de Saúde entre outras pastas da gestão municipal que também fundamentais no combate a doenças endêmicas, se uniu a Rede de Supermercados Comper que tem diversas unidades na cidade e em todas as regiões, na campanha “Agente Anti Mosquito”.

A ação tem como principal objetivo prevenir e combater a proliferação do Aedes Aegypti, mosquito transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya.

A campanha, em parceria com a Rede Comper iniciou, na última sexta-feira (2 de fevereiro) no supermercado Comper próximo ao Aeroporto Marechal Rondon, e se estenderá a todas as lojas da Rede no município. Para tanto a prefeitura municipal disponibiliza técnicos do Controle de Endemias Vetoriais da Secretaria Municipal de Saúde, que vão realizar vistorias técnicas nas lojas em busca de focos e também com a sensibilização de toda a sociedade na eliminação dos criadouros.

“Essa é uma parceria que começou em Várzea Grande, com o apoio do município, com a dinâmica dos técnicos em Epidemiologia da Saúde municipal orientando como devemos eliminar esses pontos de criadouros e com previsão de retorno 15 dias depois para saber se o foco foi eliminado. É uma importante ação de prevenção, pensando sempre no bem-estar e saúde tanto dos consumidores, como dos funcionários e da comunidade local onde as lojas estão presentes”, explica a gerente Regional de Operações do Comper, Izilda Maria Silva.

Além da questão dos trabalhadores do Comper, milhares de pessoas diariamente passam em suas unidades, então o alerta atinge um número considerável de pessoas e tende a se propagar de forma mais rápida e eficiente.

Além disso, explica Izilda Maria, a campanha também tem como objetivo ensinar os funcionários sobre práticas de controle de focos para aplicar em casa e assim se tornarem multiplicadores das ações de combate ao mosquito.

O secretário municipal de Saúde de Várzea Grande, Gonçalo Barros lembra que toda as ações de conscientização para eliminação de criadouros do mosquito Aedes Aegypti são bem-vindas, pois contribuem para que os números não aumentem, evitando transtornos à população e reforça que é necessário o empenho e participação de todos no combate do mosquito a fim de evitar consequências graves .

“De acordo com levantamento feito pela Vigilância em Saúde, 80% dos focos do mosquito são encontrados dentro das residências. Com a incidência de chuvas nos primeiros meses do ano, a atenção à proliferação do mosquito é cada vez mais relevante, já que a doença cresce em escala ascendente no Brasil todo”, alertou o secretário.

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Gonçalo de Barros frisou que o mais importante é que a população tenha consciência de que neste momento cada uma precisa fazer a sua parte e que a prevenção é o melhor remédio para todos, ou seja, para a população, para a cidade, o comércio, enfim para o dia a dia de todos, pois uma epidemia sempre causa transtornos e o principal dos problemas, coloca em risco a vida de todos.

“Não adianta somente o poder público estar vigilante e reforçar as ações se cada um não fizer a lição de casa. Manter os quintais limpos, evitar o acúmulo de água. Assim vamos evitar que nossos filhos e familiares sofram não só com a dengue, mas também com a chikungunya que pode deixar uma pessoa debilitada de 4 a 6 meses e com a zika que provoca a microcefalia”, ponderou o secretário, lembrando da atuação de outras Secretarias Municipais para de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana; Viação e Urbanismo, Educação e Promoção Social entre outras para que a ação conjunta tenha o devido resultado.

Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância Epidemiológica, neste primeiro mês do ano de 2024 foram notificados 50 casos de dengue, deste total dois casos evoluíram para óbitos pelo agravo da dengue e 4 óbitos ainda estão sob investigação. Não houve notificações neste mês para as doenças zika vírus e chikungunya.

Gonçalo de Barros reiterou que o alerta se faz necessário, uma vez que mais de 80% dos focos do mosquito são encontrados dentro das residências, locais de trabalho, segundo o Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (LIRAa), que é feito em todos os municípios do país. “Já temos uma realidade comprovada. Porém o poder público se alinha às demais secretarias como obras e serviços públicos para manter a cidade cada vez mais limpa e os canteiros de obras livres de criadouro. A Pasta da Educação também é outra importante parceira, onde se desenvolve ações de combate ao mosquito Aedes, junto com as disciplinas escolares, fazendo com que os alunos levem para suas residências a necessidade da adoção de medidas preventivas. Por isso apoiamos qualquer iniciativa que sensibilize nossa população para este problema e nos ajude no combate aos criadouros do mosquito”, afiançou Gonçalo de Barros.

O Superintendente de Atenção Primária à Saúde, Geovane Renfro, explicou que uma das funções e serviços desenvolvidos pela atenção Primária à Saúde é o combate ao mosquito da Dengue por meio da ação de casa em casa, que é realizada pelos Agentes de Endemias. Esta ação tem o apoio da Vigilância em Saúde e Epidemiológica.

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“A Campanha ‘Agente Anti Mosquito’ que a rede Comper realiza vem somando forças aos trabalhos que a Secretaria Municipal de Várzea Grande em conjunto com outros órgãos coloca em prática e isto ajuda e incentiva o comércio também a ter um olhar diferenciado dentro da sua propriedade, a desenvolver ações de combate aos criadouros, com auxílio dos nossos técnicos e de forma correta. Todas as iniciativas vamos apoiar, conscientizando não só aos clientes como toda a população da necessidade de cuidar para evitar a proliferação do mosquito e cada vez mais diminuir as notificações” disse ele.

Dengue e Sintomas

A infecção por dengue pode ser assintomática, leve ou causar doença grave, levando à óbito. Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40°C), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele.

Perda de peso, náuseas e vômitos são comuns. Na fase febril inicial da doença pode ser difícil diferenciá-la. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramento de mucosas, entre outros sintomas. Ao apresentar os sintomas, é importante procurar um serviço de saúde próximo de sua casa.

Chikungunya e Sintomas

Os principais sintomas são febre alta de início rápido, dores intensas nas articulações dos pés e mãos, além de dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer ainda dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Não é possível ter chikungunya mais de uma vez.

Depois de infectada, a pessoa fica imune. Os sintomas se iniciam entre dois e doze dias após a picada do mosquito. O mosquito adquire o vírus CHIKV ao picar uma pessoa infectada, durante o período em que o vírus está presente no organismo infectado. Cerca de 30% dos casos não apresentam sintomas.

Zika Vírus e Sintomas

Cerca de 80% das pessoas infectadas pelo vírus Zika não desenvolvem manifestações clínicas. Os principais sintomas são dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. Outros sintomas menos frequentes são inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos

No geral, a evolução da doença é benigna e os sintomas desaparecem espontaneamente após 3 a 7 dias. No entanto, a dor nas articulações pode persistir por aproximadamente um mês. Formas graves e atípicas são raras, mas quando ocorrem podem, excepcionalmente, evoluir para óbito. Observe o aparecimento de sinais e sintomas de infecção por vírus Zika e busque um serviço de saúde para atendimento, caso necessário.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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