VÁRZEA GRANDE
Várzea Grande é contemplado com mais cursos do Programa SER Família Capacita
VÁRZEA GRANDE
O município de Várzea Grande, por meio da Secretaria de Assistência Social, foi contemplado com mais sete cursos ofertados pelo programa SER Família Capacita, desenvolvido pelo Governo do Estado, em parceria com o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial). Para garantir a vaga, os interessados devem acessar o o site do Governo do Estado e acessar o link de inscição: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeG6Hd9xVBP6mSTkizUY37QqVt45m_W7tcAdycAuSrfyHngvw/viewform?fbclid=IwAR1Dthk6d7OEYH6SXWgmaVNLdBWdHuIc_ZC2HN0QSNOtEjR29XW5SoKrQus
“Essa é a segunda vez que somos contemplados com os cursos do programa SER Família Capacita e estamos muito contentes em poder dar a população local, oportunidade de fazer um curso, de seu interesse, e o mais importante, sem nenhum custo para o aluno. Cada vez mais as empresas estão recrutando profissionais capacitados, e mão de obra apta para determinada função, por isso a necessidade do trabalhador estar bem preparado, o que aumenta a chance de concorrer a vaga ofertada. Além disso, em alguns campos de atuação exige-se profissionais com habilidades diversificadas e capazes de se adaptar a diferentes situações, por isso a necessidade do trabalhador estar preparado”, destacou a secretária de Assistência Social, Ana Cristina Vieira.
Quanto aos cursos ofertados ao município, por meio do Ser Família Capacita, Ana Cristina disse que o programa amplia e fortalece ainda mais os programas executados em Várzea Grande, a exemplo do Qualifica + VG que atua também com o propósito de qualificar o trabalhador em áreas específicas.
O coordenador do Núcleo de Qualificação Profissional da Assistência Social, Jovanil Flores da Silva, disse que para esse ano o programa SER Família Capacita disponibilizou um curso para assistente administrativo, dois cursos de assistente de recursos humanos , um para operador de computador, um para mecânico de motocicletas, um para operador de empilhadeira e uma turma para o curso de instalador hidráulico. “Vale lembrar que as vagas são limitadas, por isso o interessado deve se inscrever o mais rápido possível. As ulas estão previstas para a primeira quinzena do mês de maio”, orientou.
Jovanil Flores lembra ainda que o Senai é a instituição responsável pelas execuções diretas dos cursos, tanto do Programa SER Família Capacita, como do programa municipal Qualifica + VG. “Especificamente, nesta parceria, o nosso trabalho consiste na divulgação dos cursos ofertados pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania ao município de Várzea Grande, e também de auxiliar nas inscrições das pessoas com dificuldade em acessar o link de acesso. Para isso, contamos com os CRAS e a Rede Cidadã como pontos de apoio para as pré-inscrições”, observou.
CERTIFICADOS: Em novembro do ano passado, quarenta e cinco alunos que participaram de cursos de capacitação profissional – nas áreas de operador de computador, montador e reparador de computadores e de assentador de revestimentos – promovido pelo Senai de Várzea Grande, por meio do programa SER Família Capacita, receberam certificados de conclusão.
Para a secretária de Assistência Social, Ana Cristina Vieira, mais que um programa social, o SER Família Capacita, idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes, vem dando a oportunidade para que as famílias possam melhorar a sua condição de vida. “E a capacitação do trabalhador é o primeiro passo para uma mudança de vida. E nós enquanto gestores não só apoiamos como somos parceiros da ação”.
Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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