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Várzea Grande conquista 60 medalhas e se consolida como potência do paradesporto em Mato Grosso

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O município de Várzea Grande voltou a se destacar no cenário esportivo estadual durante o Meeting Paralímpico realizado no último sábado (23). Os atletas do Centro de Referência Paralímpico de Várzea Grande conquistaram um total de 60 medalhas nas modalidades de atletismo e natação, reforçando o município como uma das principais potências do paradesporto em Mato Grosso.

A ação é acompanhada pela Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer.

No atletismo, os atletas várzea-grandenses garantiram 33 medalhas de ouro, sete de prata e quatro de bronze. Já na natação, foram conquistadas 15 medalhas de ouro e uma de prata. Ao todo, a delegação encerrou a competição com 48 medalhas de ouro, oito de prata e quatro de bronze.

Além das medalhas, o município também celebrou a quebra de recordes estaduais, resultado do trabalho desenvolvido diariamente junto aos atletas do Centro de Referência Paralímpico, instalado no Ginásio Poliesportivo Fiotão.

De acordo com o supervisor externo do Centro de Referência Paralímpico de Várzea Grande, Rodrigo Rafael Pires da Silva, o resultado representa um momento histórico para o município e para o fortalecimento do paradesporto em Mato Grosso.

“O Meeting Paralímpico representa muito mais do que uma competição. Ele é a oportunidade de mostrar o potencial, a superação e a dedicação dos nossos atletas, além de fortalecer o crescimento do paradesporto em nosso município e em todo o Estado de Mato Grosso. O Centro de Referência Paralímpico de Várzea Grande vive hoje um momento histórico. Nossos atletas foram destaque em nível estadual, demonstrando talento, disciplina e excelência nas modalidades disputadas. Tivemos importantes conquistas, incluindo a quebra de recordes estaduais, resultado de um trabalho sério, comprometido e desenvolvido diariamente com nossos alunos”, destacou.

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Rodrigo também ressaltou que o desempenho dos atletas tem colocado Várzea Grande em evidência no cenário nacional.

“Esses resultados mostram que Várzea Grande se tornou referência no paradesporto, fazendo com que os olhos do paradesporto brasileiro estejam voltados para o nosso trabalho, nossos profissionais e, principalmente, para os nossos atletas. Seguimos firmes no propósito de transformar vidas por meio do esporte, promovendo inclusão, oportunidades e desenvolvimento para cada participante do nosso Centro de Referência Paralímpico”, completou.

O Centro de Referência Paralímpico de Várzea Grande integra a rede do Comitê Paralímpico Brasileiro e oferece treinamentos gratuitos em diversas modalidades esportivas. As atividades acontecem de segunda a sexta-feira, das 8h às 10h e das 14h às 17h.

Atualmente, os atletas participam de treinamentos de atletismo, em parceria com o COT da Universidade Federal de Mato Grosso; natação, em parceria com o Centro Aquático da UFMT; além de badminton, tênis de mesa, bocha adaptada, para-taekwondo e basquete em cadeira de rodas.

A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, destacou que os resultados são fruto dos investimentos e do compromisso do município com a inclusão por meio do esporte.

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“Cada medalha conquistada representa muito mais do que uma vitória esportiva. Representa inclusão, superação, oportunidade e valorização dos nossos atletas. Várzea Grande tem avançado no fortalecimento do paradesporto, e esses resultados mostram que estamos no caminho certo, oferecendo estrutura, apoio e condições para que nossos atletas possam desenvolver todo o seu potencial”, afirmou a secretária.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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