VÁRZEA GRANDE
Várzea Grande, CEF e Ministério das Cidades vão realizar novo sorteio entre inscritos
VÁRZEA GRANDE
A Prefeitura de Várzea Grande em comum acordo com o Ministério das Cidades e a Caixa Econômica Federal – CEF, vai realizar um novo sorteio para fechar a lista de 1.000 famílias a se tornaram aptas a receber um dos apartamentos do Residencial Colinas Douradas.
O novo sorteio será entre os mais de 17 mil que tiveram inicialmente suas inscrições pré-aprovadas pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano, Regularização Fundiária e Habitação e não foram escolhidos no sorteio realizado pela Loteria Federal, e mais aqueles 1.000 titulares e 1.000 suplentes inicialmente aprovados, mas que deixaram de cumprir alguma das etapas do processo de escolha e acabaram se tornando inabilitados.
“É importante que as pessoas compreendam o esforço e dedicação das Administrações Federal, Estadual e Municipal para atender toda demanda por moradia que é maior que a capacidade dos entes públicos e que o sorteio é a parte inicial de todo um processo que depende principalmente das pessoas cumprirem as exigências legais”, disse o prefeito Kalil Baracat, para quem o novo sorteio demonstra transparência e lisura no processo de escolha dos contemplados e que as insinuações de favorecimento de quem quer que seja, não se comprovaram.
O novo sorteio também será pela Loteria Federal e acontecerá no dia 24 de abril, lembrando que não haverá novas inscrições, apenas um novo sorteio e que os escolhidos são pré-selecionados, ou seja, também precisarão cumprir uma série de exigências legais junto às Administrações Federal e Municipal e junto ao agente financeiro, a Caixa Econômica Federal, para que então eles sejam considerados aptos a receberem as chaves e suas moradia.
“A dificuldade de as famílias cumprirem as exigências legais está limitando em menos de 500 famílias aptas a receberem uma moradia definitiva, após passarem pela inscrição, a pré-seleção, a entrega de documentos para a montagem do dossiê, fases estas promovidas pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano, Regularização Fundiária e Habitação obedecendo as exigências e regras do Ministério das Cidades, para posteriormente, remeter este dossiê à análise da Caixa Econômica Federal, do Ministério das Cidades entre outros órgãos consultados neste processos”, disse o secretário Ricardo Azevedo Araújo.
Ele lembrou que foram 31.704 inscritos e deste total 19,4 mil concorreram as indicações, após as inscrições passarem pelo crivo técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Urbano que segue as regras definidas pelo Ministério das Cidades.
Dos 19,4 mil pré-selecionados foram escolhidos 1.000 titulares e 1.000 suplentes, sendo que a escolha em duas categorias é para se evitar novos sorteios como o que terá que se fazer agora no próximo dia 24 de abril.
“Tanto os 1.000 titulares como os 1.000 suplentes, portanto, dos 2.000 inicialmente pré-selecionados pouco mais de 400 famílias conseguiram cumprir as exigências legais e se tornaram aptas a assumirem seus imóveis com valores mínimos de financiamento”, disse Ricardo Azevedo Araújo.
O titular da pasta lembrou que as exigências impostas pelo Ministério das Cidades e pelo agente financeiro, neste caso a Caixa Econômica Federal, é para dar transparência e garantir o direito daquele que necessitam de uma moradia custeada com recursos públicos e não detém recursos para tal.
O prefeito sinalizou que após um período de dificuldades financeiras junto as construtoras, que somente em Várzea Grande paralisaram mais de 5 mil novas moradias, pois grande parte delas entrou em recuperação judicial, o Governo Federal retomou investimentos para concluir e lançar novas moradias para famílias de baixa e média renda.
“É claro e óbvio que todo gestor público gostaria de contemplar todos que necessitam com uma moradia, mas neste momento isto é impossível, em que pese eu acreditar que continuando a atual política de fomentar a construção civil e custear parte dos imóveis, poderemos em breve atender a toda a demanda hoje existente não apenas em Várzea Grande, mas no Mato Grosso e no Brasil”, disse Kalil Baracat.
Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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