VÁRZEA GRANDE
Várzea Grande avança e conquista 1º lugar no ranking estadual da plataforma Resolveu
VÁRZEA GRANDE
Transparência, respostas rápidas ao cidadão e digitalização da gestão pública marcam a transformação da Administração Municipal nesses primeiros seis meses. Município está prestes a conquistar o Selo Ouro
No primeiro semestre de 2025, a Ouvidoria Geral da Prefeitura de Várzea Grande, vinculada à Controladoria-Geral do Município, registrou avanços em resolutividade, transparência e aproximação com o cidadão. O Município conquistou o 1º lugar no ranking estadual da plataforma Resolveu, do governo federal, superando as outras 141 cidades de Mato Grosso, incluindo a capital, Cuiabá.
Os avanços refletem também na transparência das informações, que conforme avaliação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), no âmbito do PNTP (Programa Nacional de Transparência Pública), Várzea Grande já atingiu 93,3% de conformidade na autoavaliação da transparência, posicionando-se para conquistar o Selo Ouro, após validação oficial. O Portal da Transparência passou a disponibilizar informações que antes não estavam disponíveis e, nos próximos meses, receberá atualizações com filtros exigidos pelo Tribunal.
Entre janeiro e junho, foram 452 manifestações respondidas, das quais 214 relacionadas ao Departamento de Água e Esgoto (DAE), demonstrando o fortalecimento da escuta ativa e do compromisso com a resposta rápida. Em comparação ao mesmo período de 2024, a resolutividade da Ouvidoria cresceu 152%, triplicando os atendimentos solucionados, de 179 para 452.
Para a Ouvidora Municipal, Ivanilde Nogueira Ramos Vaz, o desempenho reforça a credibilidade do canal. “A Ouvidoria é a porta de entrada do cidadão na Administração Pública. Mais do que receber, nosso compromisso é encaminhar, acompanhar e garantir que cada manifestação tenha resposta. É gratificante ver que o cidadão está sendo ouvido e atendido”, pontuou.
A Controladora-Geral do Município, Elizangela Batista de Oliveira, atribui os resultados à integração entre os setores e à modernização dos fluxos. “A Ouvidoria precisa se fortalecer como instrumento estratégico de gestão. Precisamos não só agilizar as respostas, mas também melhorar a apresentação dos dados e a transparência das ações, o que é essencial para a confiança pública”.
As pastas mais demandadas foram: Serviços Públicos (148 solicitações), Saúde (54), Obras (42), Educação (27), Meio Ambiente (20), seguidas por Administração, DAE, Desenvolvimento Urbano, Assistência Social, Defesa Social e Planejamento.
A prefeita Flávia Moretti destacou a importância da digitalização e da transparência como pilares de sua gestão. “Queremos uma gestão cada vez mais transparente, próxima e eficiente. Estamos deixando o modelo analógico para trás e migrando para uma administração digital, onde o cidadão participa, fiscaliza e nos ajuda a melhorar”.
O vice-prefeito Tião da Zaeli também elogiou os avanços. “A Ouvidoria é o termômetro da gestão pública e a Controladoria é um braço do TCE dentro da gestão. Esse resultado mostra que estamos no caminho certo: ouvindo as pessoas, atendendo suas demandas e construindo uma cidade mais justa e participativa”.
A Ouvidoria reforça que qualquer cidadão pode registrar reclamações, denúncias, sugestões ou elogios pelos seguintes canais oficiais: 0800 647 4142, WhatsApp: (65) 98472-3140 (apenas mensagens de texto), [email protected] ou pelo Portal da Prefeitura > Transparência > Ouvidoria.
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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