VÁRZEA GRANDE
Várzea Grande autoriza dois eventos de Carnaval 2025
VÁRZEA GRANDE
Fiscalização de Postura Municipal manterá plantão especial para atender eventuais denúncias encaminhadas por órgãos como a Guarda Municipal e a Polícia Militar
A secretaria municipal de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana de Várzea Grande, por meio da Coordenadoria de Fiscalização de Postura, informa que duas solicitações para a realização de eventos de Carnaval foram protocolizadas neste ano de 2025. As autorizações foram expedidas neste sábado,1ºª de março, após a conclusão das fiscalizações do Corpo de Bombeiros, da Vigilância Sanitária e dos fiscais de postura do município.
De acordo com a coordenadora da Fiscalização de Postura, Ana Karolini da Silva Aguiar, os eventos cumpriram todos os requisitos necessários para sua realização. “A documentação exigida foi analisada minuciosamente e todos os critérios foram atendidos. No entanto, manteremos uma equipe de fiscalização atuante durante todos os dias dos eventos para garantir a segurança da população e o cumprimento das normas estabelecidas”, afirmou.
O secretário de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, Gerson Ronei Scarton Júnior, acompanhou pessoalmente a equipe de fiscalização e destacou a importância do cumprimento das normas municipais para a realização de eventos. “Nosso compromisso é garantir que todas as festividades ocorram dentro da legalidade, preservando a ordem pública e o bem-estar da população. A fiscalização é rigorosa para evitar quaisquer transtornos”, ressaltou.
O setor de Fiscalização de Postura também manterá um plantão especial para atender eventuais denúncias encaminhadas por órgãos como a Guarda Municipal e a Polícia Militar.
“Reforçamos a importância do cumprimento das exigências para a realização de eventos de grande porte e alertamos que eventos sem autorização estarão sujeitos às penalidades conforme a legislação vigente”, completou Gerson Scarton.
Conforme determinação do Código de Posturas Municipal, Lei Complementar 4.699/2021, os organizadores de festas, de caráter público ou religioso, devem apresentar os seguintes documentos são:
1. Ofício solicitando autorização para o evento, endereçado à secretaria municipal de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana
2. Ofício solicitando interdição de via pública para o evento, endereçado à secretaria municipal de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana
3. Ofício solicitando ronda da Guarda Municipal para o evento, endereçado à secretaria municipal de Defesa Social
4. Ofício solicitando ronda da Polícia Militar para o evento, endereçado ao 4º Batalhão da PM-MT
5. Ofício solicitando mudança de rota do transporte público, endereçado à União Transporte – Várzea Grande
6. Licença especial emitida pelo Corpo de Bombeiros – MT
7. Licença especial emitida pela SEMMADRS (Meio Ambiente) – VG/MT
8. Licença especial emitida pela VISA (Vigilância Sanitária) – VG/MT
9. Contrato emitido por empresa de segurança (grande porte)
10. Contrato emitido por empresa de bombeiro civil (grande porte)
11. Contrato emitido por empresa de ambulância (grande porte)
12. Contrato emitido por empresa de banheiro químico
13. Projeto croqui do evento
14. Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) para as estruturas
15. Anuência emitida pelos vizinhos afetados
16. Informação à comunidade por meio de faixa na via pública
17. Documento pessoal do responsável pelo evento
18. Comprovante de endereço do responsável pelo evento
19. Comprovação de capacidade financeira para desastres (grande porte).
VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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