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Várzea Grande apresenta diagnóstico inédito de população idosa do Município

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Documento técnico oferece um raio-X detalhado sobre o envelhecimento populacional no Município, identificando avanços, vulnerabilidades e demandas urgentes para a gestão pública

Com olhar atento ao presente e responsabilidade com o futuro, a Prefeitura de Várzea Grande deu mais um passo importante – e inédito – na consolidação de políticas públicas voltadas à pessoa idosa. Por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa (CMDPI), foi apresentado o Diagnóstico Situacional da Pessoa Idosa, um documento técnico que oferece um raio-X detalhado sobre o envelhecimento populacional no município, identificando avanços, vulnerabilidades e demandas urgentes para a gestão pública.

O levantamento aponta que o Município possui 33.759 moradores com 60 anos ou mais, o que representa 11,25% da população. O dado reflete o aumento da longevidade e evidencia a importância de ações estratégicas que acompanhem essa transformação demográfica. A maior concentração está na faixa de 60 a 64 anos, mostrando uma população que envelhece de forma ativa e participativa.

Outro destaque é a ampla cobertura do Cadastro Único: 23.987 idosos estão cadastrados, alcançando 71,05% da população idosa identificada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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O índice demonstra o compromisso da gestão municipal em garantir acesso aos serviços, programas e benefícios socioassistenciais, ampliando a inclusão e a proteção social.

O perfil demográfico também revela desafios educacionais e raciais:

Escolaridade: Aproximadamente 73,34% dos idosos cadastrados não possuem instrução formal ou têm o ensino fundamental incompleto.

Raça/Cor: Idosos que se declaram pretos ou pardos somam 71,61% dos cadastrados, evidenciando o componente racial na vulnerabilidade social.

Deficiência: Cerca de 17,42% da população idosa cadastrada possui algum tipo de deficiência, demandando cuidados especializados e acessibilidade ampliada.

A análise também reforça o protagonismo feminino no envelhecimento, já que as mulheres representam cerca de 56% da população idosa em Várzea Grande, reflexo da maior expectativa de vida.

O diagnóstico foi elaborado a partir da integração de dados do Censo IBGE 2022, Cadastro Único, Sistema Único de Assistência Social e informações da rede municipal de saúde, assegurando uma leitura técnica, intersetorial e qualificada da realidade local.

Para a Prefeita Flávia Moretti, o diagnóstico é um marco para a cidade e pode transformar a vivência do grupo social no município. “Este documento representa nosso compromisso com o envelhecimento digno, integrando dados da assistência social e saúde para planejar ações de curto e longo prazo que garantam a proteção e a autonomia de nossos idosos. Esse material é inédito. Precisamos conhecer para poder e saber o que fazer”, afirmou na apresentação do texto.

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Entre as recomendações estratégicas finais, o diagnóstico sugere a ampliação dos serviços de convivência, o fortalecimento dos fluxos intersetoriais entre saúde e assistência, e a expansão da capacidade de acolhimento para idosos em situação de risco.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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