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Tião e Otaviano Pivetta encerram participação de Várzea Grande FIT Pantanal  

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Feira foi uma grande e importante oportunidade para mostrar de todo potencial da cidade e reforçar, especialmente, que o segundo maior município de Mato Grosso é cidade de destino e não de passagem

A Prefeitura de Várzea Grande encerrou ontem (8), a participação na 32ª edição da FIT Pantanal, com a presença do vice-prefeito Tião da Zaeli (PL) e governador em Exercício, Otaviano Pivetta (Republicanos). Durante a visita, Tião reforçou que a feira foi apenas uma mostra de todo potencial da cidade e que a atual gestão vai seguir fomentando o turismo, especialmente, reforçando que Várzea Grande é cidade de destino e não de passagem.

Como argumentou, Várzea Grande é o portal do turismo de Mato Grosso e precisa divulgar cada vez mais seus pontos fortes dentro do setor. “Nós temos um aeroporto internacional que é a porta de entrada de turistas do Brasil e do mundo, então devemos cada vez mais divulgar o que temos de bom para atrair essas pessoas a ficarem em nosso município. Temos a importante missão de revolucionar o turismo várzea-grandense que ficou esquecido durante várias décadas”, disse Tião.

Tião observou ainda que a participação de Várzea Grande na FIT, nesta edição, foi a maior de toda a história e que o Município fez a diferença. “Trouxemos tudo que Várzea Grande tem de melhor para dentro do nosso estande e para dentro da nossa feira e foi um sucesso”, comemorou.

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Pivetta fez compras durante a visita aos estandes e não resistiu à degustação de iguarias várzea-grandenses, como o caldo peixe e bebidas produzidas em Várzea Grande. O governador em Exercício também passou pelo espaço reservado aos pequenos produtores, onde teve lembranças da época em que tinha lida diária na roça. “Foram mais de 70 mil visitantes e a presença de 18 delegações de outros estados. Um evento que fortalece nosso turismo, movimenta a economia e projeta Mato Grosso para o Brasil e o mundo. E mais que isso, dá prazer em participar”.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, Mario Quidá, relata que o turismo local já está tendo uma nova realidade. “Várzea Grande está mudando em todos os setores e no turismo não está sendo diferente. Temos um grande potencial e estamos divulgando e mostrando Várzea Grande pro mundo. Aqui na FIT mostramos nossa cultura pela viola de cocho, a nossa arte de fazer rede, nossa culinária por meio do caldo de peixe e também destacamos a nossa indústria por meio da fabricação de bebidas”, conta Quidá.

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O vereador e líder do Executivo na Câmara Municipal de Várzea Grande, Samir Katumata (PL), parabenizou a exposição de Várzea Grande. “Estamos vendo um pequeno pedaço do nosso Município. Várzea Grande é uma cidade acolhedora e com grande potencial turístico. Fico feliz em ver nossa cidade sendo representada de uma forma tão bonita”, relata o parlamentar.

O presidente do Sistema Comércio em Mato Grosso, José Wenceslau de Souza Júnior, destacou a importância do estado ser o ponto de turismo. “O turismo atrai pessoas, e pessoas atraem negócios. Por isso, investir nesse setor é desenvolver a economia. O turismo movimenta o comércio, gera empregos e faz a economia girar nas cidades. Receber, aqui na FIT Pantanal, os colegas do Sistema Comércio de todo o país para discutir o turismo é motivo de grande satisfação. Seguimos juntos pelo fortalecimento do setor, com foco em crescimento sustentável e geração de oportunidades”, afirmou.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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